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 EM DEFESA DA LIBERAÇAO DA AUTOHEMOTERAPIA NO BRASIL

Auto-Hemoterapia - Publicações - Participação
32
Segunda-feira, 30 de agosto de 2010 - 11:02:24
189.7.26.41

EM DEFESA DA LIBERAÇAO DA AUTOHEMOTERAPIA NO BRASIL

(Extraído do PDF publicado pelo Supremo Tribunal Federal: 

http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/processoAudienciaPublicaSaude/anexo/EM_DEFESA_DA_LIBERACAO_DA_AUTOHEMOTERAPIA_NO_BRASIL.pdf) 

 

MSc.Enf.Telma Geovanini 

 

A Auto hemoterapia - AHT é uma técnica bastante antiga. Em 1911 F. 

Ravaut descreveu seu emprego em diversas doenças infecciosas, 

especialmente na febre tifóide e nas dermatoses. Era também usada em casos 

de asma, urticária e estados anafiláticos. TEIXEIRA (1940); REIMANN (1990); 

SHKMANN (1992). 

 

A AHT é uma terapia complementar de baixo custo, que consiste em 

coletar certo volume de sangue de uma veia periférica do próprio paciente, 

comumente da prega do cotovelo e aplicá-lo imediatamente em seu músculo 

(deltóide, ventroglúteo ou dorsoglúteo), sem nada acrescentar ao sangue. Este 

procedimento estimula o Sistema Retículo Endotelial, quadruplicando o 

percentual de macrófagos em todo organismo, conforme preconizado por 

Teixeira (1940), ao comprovar que o Sistema Retículo Endotelial (SRE) era 

ativado pela AHT em seu estudo publicado e premiado na Revista Brasil - 

Cirúrgico, em março de 1940. Jesse Teixeira provocou a formação de uma 

bolha na coxa de pacientes, com cantárida, substância irritante. Fez a 

contagem dos macrófagos antes da autohemoterapia, a cifra foi de 5%. Após a 

autohemoterapia a cifra subiu a partir da 1ª hora chegando após 8 horas a 

22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias e finalmente declinou para 5% no 7º 

dia após a aplicação. METTENLEITTER (1936). 

 

“Antes da aplicação do sangue, em média a contagem dos 

macrófagos gira em torno de 5% .Após a aplicação a taxa sobe e ao 

fim de 8 horas chega a 22%. Durante 5 dias permanece entre 20 e 

22% para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a partir a aplicação da auto 

hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há sangue no 

músculo.” TEIXEIRA, 1940. – Gráfico 01. 

 

GRÁFICO 1. Variação da taxa de macrófagos após aplicação da AHT 

Fonte: SALOMÃO. S. M. C. e GEOVANINI, T. Autohemoterapia: Relatos de Casos 

Clínicos. Monografia. Enfermagem – Faculdade de Ciencias da Saude,Juiz de Fora - MG, 

2006; 95p. 

Em seu estudo, o Dr. Jesse Teixeira concluiu que: 

“As complicações infecciosas - não surgiram em nossos 150 

casos. Em vários dos numerosos casos em que deixamos de fazer a 

autohemotransfusão, a título de contraprova, as complicações 

infecciosas apareceram, sendo tratadas pela autohemotransfusão 

curativa em altas doses (40 a 80 cc.)”. TEIXEIRA,(1940; pg 13). 

Em 1936, Michael Mettenleitte, cirurgião do Pós-Graduate Hospital, de 

Nova York, assinou o artigo citado pelo Dr. Jesse Teixeira e publicado no "The 

American Journal of Surgery" (May, 1936 - pág.321), intitulado 

"Autohemotransfusion in Preventing Postoperative Lung Complications". Onde 

relata: 

“A administração intramuscular de 20 c.c. de sangue autógeno, após 

cirurgias, tem efeito estimulante sobre o sistema retículo- endotelial, 

0% 

5% 

10% 

15% 

20% 

25% 

1 º Dia 2º Dia 3 º Dia 4 º Dia 5 º Dia 6 º Dia 7 º Dia 8 º Dia 

bem como sobre o sistema simpático, que aumenta a atividade e 

resistência dos tecidos”. 

 

E afirma: 

“Este método não é perigoso. Estes procedimentos vem sendo usados 

em 300 casos, com bons resultados na prevenção de complicações 

pulmonares pós-operatórias, com evidente redução de embolismo pósoperatório. 

Os resultados foram encorajadores na pneumonia pósoperatória, 

furunculoses, bronquites, enfisemas e urticárias”. 

 

No ano de 1941 o Dr. Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y 

Expressiones Hematológicas, cita a autohemoterapia como método de 

tratamento que consiste em injetar a um indivíduo certa quantidade de sangue 

retirada dele mesmo. Ainda em 1941 H. DOUSSET relata que a 

autohemoterapia é útil em certos casos para dessensibilizações. 

Esses relatos científicos encontraram ressonância nos estudos do Dr. 

Ricardo Veronesi, em que o então Professor de Doenças Infecciosas e 

Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 

descreveu a atuação do Sistema Reticulo Endotelial, atual Sistema Monocitico 

Fagocitario, explicando que: 

O sistema retículo-endotelial (S.R.H), é constituído por células 

macrofágicas dotadas de intensa capacidade de fagocitar, lisar e 

eliminar substâncias estranhas, quer vivas quer inertes. [...] as enzimas 

linfocitárias tanto podem estimular como inibir o S.R.H., influindo no 

controle, limitação ou erradicação do processo mórbido, seja ele de 

natureza virótica, bacteriana, neoplásica ou auto-imune. VERONESI 

(1976 pg 13). 

Luiz Moura, médico e usuário da AHT, baseado nos estudos de Teixeira 

(1940) e Veronesi (1976), e a partir da experiência adquirida na pratica com 

seu pai, cirurgião da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, onde 

ambos tratavam seus pacientes com autohemoterapia; introduziu o método 

em sua pratica clinica, e relatou inúmeros casos de sucesso obtido com o uso 

do procedimento em um DVD lançado no ano de 2006, que se difundiu 

rapidamente por todo o Brasil. 

“As doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos como os 

cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sanguíneos são combatidas 

pelos macrófagos, que quadruplicados conseguem assim vencer estes estados 

patológicos ou pelo menos, abrandá-los. No caso particular das doenças autoimunes 

a auto-agressão decorrente da perversão do Sistema Imunológico é 

desviada para o sangue aplicado no músculo, melhorando assim, o estado 

geral do paciente” DVD do Dr MOURA, 2006, disponível em 

http://inforum.insite.com.br/. 

A autohemoterapia, desde então, vem sendo extensamente usada em 

uma variedade de doenças e condições. Embora, no passado, a 

autohemoterapia tenha sido usada quase que empiricamente, temos 

atualmente uma clara explanação sobre suas ações. 

Atualmente é perceptível a grande repercussão da AHT via internet,* 

entre cidadãos de várias partes do mundo – Holanda, Portugal, Espanha, 

países da América Latina, EUA e Canadá. 

No Brasil, uma incalculável quantidade de pessoas iniciou o tratamento 

com essa terapêutica, na busca da cura de diversos males, em especial para 

as doenças autoimunes, a baixíssimo custo. A comprovação desta afirmativa 

*http:// autohemo.multiply.com 

http://scielo.isciii.es/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S113480462006500008&lng=pt&n 

rm=iso> 

www.ncbi.nlm.nih.gov/PubMed/ 

www.ncbi.nlm.nih.gov/sites/entrez?db=journals 

http://docs.google.com/View?docid=ddq5qwkp_60fq37qknv 

pode-se dar pela simples visita aos fóruns de discussão na internet**, em que 

um imenso volume de depoimentos aponta resultados positivos na recuperação 

e/ou na garantia da saúde das pessoas usuárias. 

No ano de 2007, mais especificamente, desencadeou-se no País uma 

atuação drástica dos Conselhos de Medicina e da Agência Nacional de 

Vigilância Sanitária – ANVISA – Nota Técnica nº 01 de 13/04/07, em alguns 

casos, amparados pelo Ministério Público, no sentido de proibir a utilização da 

terapêutica, conforme resoluções oficiais destes órgãos. Os profissionais da 

área de saúde e as farmácias foram proibidos de realizar a aplicação, sob 

ameaças de processo, de cassação de diplomas e de fechamento de 

estabelecimentos. Os argumentos usados para fundamentar tal proibição, é de 

que faltam pesquisas e embasamento científico para a terapêutica e indicações 

e execuções indiscriminadas da AHT. 

** http://paginas.terra.com.br/saude/Autohemoterapia/ 

http://www.rnsites.com.br/auto-hemoterapia.htm 

http://www.orientacoesmedicas.com.br/opiniao_integra.asp?cdg=1380&u=140 

http://www.campanhaauto-hemoterapia.blogspot.com/ 

http://inforum.insite.com.br/39550/ 

http://www.youtube.com/profile?user=eaglestv 

http://autohemo.blogspot.com/ ; http://www.medicinacomplementar.com.br/tema130206.asp ; 

http://groups.msn.com/Auto-Hemoterapia/relatos.msnw - 

JUSTIFICATIVA 

Nos últimos anos tem se observado uma demanda crescente do 

uso de terapias complementares na população brasileira para a promoção da 

saúde e prevenção de doenças. Entre elas se inclui a autohemoterapia – 

AHT. 

Com relação à tendência brasileira atual no uso de terapias, 

complementares, recentemente o Ministério da Saúde elaborou uma nova 

política aprovada pelo Conselho Nacional de Saúde, prevendo orçamentos e 

recursos para a implantação de tratamentos não convencionais na rede 

básica de saúde, com o objetivo de ampliar as opções terapêuticas aos 

usuários do SUS com segurança e eficácia. Através da Portaria n.971 de 

03/05/2006; publicada no Diário Oficial da União, autoriza, reconhece o valor 

terapêutico e incentiva as unidades de saúde a adotarem terapias não 

convencionais. 

A OMS - Organização Mundial de Saúde, também tem incentivado o uso 

de terapias não convencionais, partindo do princípio que os avanços científicos 

e tecnológicos do mundo moderno alcançam menos de 1/3 da humanidade e 

que tanto os profissionais de saúde quanto os usuários do sistema, atualmente 

convivem com verdadeiros contrastes culturais, econômicos e sociais em seu 

dia-a-dia. Os trabalhos de pesquisa nesta área têm demonstrado que além da 

eficácia comprovada, a relação custo x benefício destes procedimentos tornaos 

mais acessíveis à população. Assim, a AHT vem ao encontro da Lei 

8.080/90, que tem como um dos seus princípios a equidade. 

O Conselho Federal de Enfermagem - COFEN em sua Resolução 

197/1997; reconhece as terapias alternativas como especialidade do 

profissional de enfermagem qualificado, nas quais futuramente poderá ser 

incluída a AHT. 

Por apresentar relação custo x beneficio x eficácia satisfatória, a 

autohemoterapia (AHT), tornou-se um tratamento requisitado, despertando 

interesse de pacientes portadores de doenças crônico-degenerativas, em 

especial as auto-imunes, que apresentam pouca ou nenhuma melhora em 

seus quadros clínicos com os métodos tradicionais. Estas pessoas 

reivindicam seu direito de realizar a AHT, ao mesmo tempo em que os 

profissionais de saúde que acreditam no método, preocupam-se em lhes 

proporcionar uma assistência de melhor qualidade, acessível e de baixo 

custo. (SALOMÃO, 2006; FERREIRA e GEOVANINI, 2007; JUNIOR, 2008). 

Os tratamentos atuais para as doenças autoimunes são baseados no uso 

de corticosteróides e imunomoduladores, como o Interferon que apresentam um 

alto custo mensal (2.400,00 a 5.600,00), e apenas diminuem a morbidade, 

favorecendo uma melhor qualidade de vida ao paciente, já que não existe cura; 

além disso, apresentam uma série de efeitos adversos graves. Devido a isto: 

[...]“as buscas por novas alternativas terapêuticas mais seguras e de baixo 

custo vem sendo implementadas em todo o mundo” (TYLBERY, 2005, pg 18). 

No Brasil e no exterior, alguns especialistas da área de saúde chegaram 

a iniciar pesquisas sobre o uso da autohemoterapia em doenças autoimunes: 

BOCCI (1993-1999); SHAKMAN (1992); ALVORD, E.C.; Jr,; SHAW, C.M.; 

HRUBY, S (1996); CECIL (1998); GEOVANINI; MOZART (2007); GEOVANINI 

et al (2007). 

No Brasil, a ausência de protocolos e políticas de saúde 

relacionadas ao uso da autohemoterapia levou à banalização da prática, 

aumentando os riscos relacionados ao procedimento de punções venosas e 

injeções intramusculares, como: lesões de nervos e vasos, necrose tecidual, 

hematomas e flebites. 

Embora proibida pelas autoridades sanitárias e Conselhos de 

Classe, sob alegação de falta de evidências científicas, a prática da AHT se 

popularizou, criando uma demanda reprimida, que continua fazendo uso da 

terapia, sem nenhum acompanhamento e controle pelos órgãos competentes. 

Como resultado dessa prática incontrolável, evidencia-se a real possibilidade 

de prejuízos para os pacientes, que por não quererem abrir mão da terapia, 

se submetem à aplicação da mesma de forma clandestina, realizada por 

pessoas sem preparo específico. 

Diante do exposto, eu Telma Geovanini, mestre em enfermagem, 

Coordenadora e Docente da Faculdade de Enfermagem da UNIPAC de Juiz 

de Fora , venho solicitar a esse Forum, a liberaçao da Autohemoterapia para 

o bem da população brasileira. 

Juiz de Fora, 17 de abril de 2009 

Prof.Telma Geovanini 

Rua Francisco Vaz de Magalhaes, 800/202 Cascatinha 

Juiz de Fora – Minas Gerais 

36033340 

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João Carlos
54 anos
- Londrina / PR

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