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 "Autohemotransfusion in Preventing Postoperative Lung

Auto-Hemoterapia - Publicações - Comentário
 Quarta-feira, 4 de agosto de 2010 - 00:34:52 
189.123.89.87

"Autohemotransfusion in Preventing Postoperative Lung Complications"  

 

assinado por Michael W. Mettenletter  

 

Artigo citado pelo Dr. Jesse Teixeira no Artigo Científico: AUTOHEMOTRANSFUSÃO COMO PREVENÇÃO DE COMPLICAÇÕES PULMONARES PÓS- OPERATÓRIA.  

 

Artigo publicado no "The American Journal of Surgery" (May, 1936 - pág.321), intitulado "Autohemotransfusion in Preventing Postoperative Lung Complications" e assinado por Michael W. Mettenletter (cirurgião do Pós-Graduate Hospital, de Nova York).  

 

 

Michael W. Mettenleiter, M.D., F.A.C.S.  

 

Instrutor em cirurgia, Pós Graduado pelo Hospital Escola de Nova York  

 

Nova York  

 

A administração do sangue como um agente terapêutico é um procedimento muito antigo, primeiramente em casos de anemia onde a substituição das principais substâncias é bem conhecida.  

 

A aplicação que temos em mente é a retirada de uma pequena porção do sangue, da veia do paciente, e a re-injeção direta em seu corpo. Em 1898, Grasfsron e Elfstron aplacaram a autotransfusão em um caso de pneumonia.  

 

Dez anos depois Balfour usou este método como uma terapia específica. Todos os autores empregaram-na puramente sem explanações a respeito das ações.  

 

Em 1913 a auto-hemoterapia foi defendida por Spiethoff, em dermatologia, e considerada uma terapia protéica não específica.  

 

Auto-hemoterapia, desde então, vem sendo extensamente usada em uma variedade de doenças e condições. Os resultados foram encorajadores na pneumonia pós-operatória, furunculoses, bronquites, enfisemas e urticárias.  

 

Um bom resultado nas complicações pulmonares pós-operatórias é manifestado pelo declínio da temperatura, no período de vinte e quatro a quarenta e oito horas, depois da administração e do desaparecimento dos sintomas.  

 

Existem cinco métodos diferentes de aplicação:  

 

1. Injeção intramuscular de sangue desfibrinado; 20 c.c. de sangue são desfibrinados pela mistura em recipiente de vidro e injetados imediatamente.  

 

2. Injeção intramuscular de 16 c.c. de sangue fresco, misturados com 4 c.c. de água destilada.  

 

3. Injeção intramuscular de sangue fresco inalterado.  

 

4. Injeção intravenosa de sangue desfibrinado ou sangue mantido no gelo por algumas horas ou mesmo dias.  

 

5. Injeção intradérmica em pequena quantidade, de 1 ou 2 c.c. de sangue fresco.  

 

 

A injeção intravenosa ocasionalmente produz zumbidos, palpitação ou outros sintomas, portanto a aplicação intramuscular é preferível.  

 

Até 40 c.c. podem ser injetados no músculo, sem dificuldades técnicas ou desconforto para o paciente.  

 

Embora, no passado, a auto-hemoterapia foi usada empiricamente, temos atualmente uma clara explanação sobre suas ações.  

 

Os componentes ásperos do soro sanguíneo bem como as mudanças sutis das proteínas e dos derivados, foram abordadas em anos recentes.  

 

Benhold reivindica que a variação da albumina, glóbulos, pseudoglóbulos e dos endoglóbulos, possuem propriedades físico- químicas, permitindo várias graduações de um ou de outro, porém permanecem com suas funções características separadas. Quando o sangue é empregado fora da corrente sanguínea, ou seja, de seu meio natural, ele se transforma em uma substância diferente para o corpo humano. Sua característica química é alterada imediatamente após sua retirada do vaso sanguíneo. 

O efeito estimulante da proteína parenteral no sistema simpático e parassimpático, é demonstrado pelo teste a seguir:  

 

A ação da injeção do sangue desfibrinado na corrente intravenosa, provoca a imediata dilatação dos vasos sanguíneos e a hiperemia periferial na pele, do ponto da injeção. Este hiperemia torna-se, mais tarde, um azul desbotado.  

 

Os efeitos gerais após a autonomia do sistema nervoso, são ainda mais admiráveis. Após a injeção do sangue desfibrinado, acorre uma reação vascular juntamente com uma reação dos tecidos do corpo.  

 

Widal, e alguns outros, observaram uma latente diminuição do número de leucócitos em todo sistema vascular periferial. Mueller e Petersen demonstraram que esta diminuição corresponde a um crescimento destas células nos órgãos abdominais. Com este crescimento no número de leucócitos nos órgãos abdominais há um crescimento correspondente das funções dos tecidos, particularmente no fígado, acelerando a secreção biliar, bem como o processo de desintoxicação.  

 

Parece evidente que estas reações dependem dos estímulos dos sistemas simpático e parassimpático, iniciado pela injeção do sangue desfibrinado. Isso ocorre também com outras proteínas. Sem efeito sobre o sistema vasomotor, sangue ou tecidos, tais reações ocorrem após a injeção, onde a autonomia do nervo serve aos órgãos 

respectivos. 

O sistema retículo-endotelial também é estimulado pela auto-hemoterapia. Recentes investigações fornecem bases fundamentadas para estes efeitos. (Schurer.)  

 

Existe um método simples para testar os efeitos do estímulo dos tecidos subcutâneos e das células da parede vascular.  

 

Uma cantárida de 1sq. cm, é aplicado na coxa por vinte e quatro horas. Uma vesícula que se forma, é aberta. O fluido é retirado, centrifugado e colocado por um tubo em forma de "U". O sedimento é, então, embalado a vácuo e a contagem dos glóbulos brancos é feita. (Kauffman.) A incidência normal de monócitos é por volta de 5 por cento. Após oito horas da autohemotransfusão, a contagem dos glóbulos brancos aumenta em 22 por cento, sendo que 20 por cento ainda encontram-se presentes após um período de setenta e duas horas. A curva decresce gradualmente no período de sete dias, retornando ao normal após algumas semanas.  

 

O sistema retículo-endotelial também á capaz de armazenar matéria corante. A determinação calorimétrica com Kongored (Schurer) revela uma grande reserva após a autohemotransfusão.  

 

Um outro teste utiliza um índice bactericida após o método de Wright. Algumas horas após a injeção, o índice revela um crescimento; e após oito horas alcança o pico máximo de 15 a 20 vezes o normal. Como o crescimento de monócitos, as mudanças no índice bactericida provam o estímulo das forças defensivas do organismo, resultando em um aumento da resistência do corpo.  

 

As investigações de Schurer sugerem que a absorção do sangue injetado inicia-se rapidamente. Sabemos que a absorção de leite, monoproteicos e outras substâncias protéicas podem ser demonstradas após um período de quatro a seis horas.  

 

 

O sangue, em quantidade suficiente, é absorvido após nove horas e assim produzirá, nas vias sanguíneas, o fermento chamado glycyltryptophanase. Estímulos sanguíneos que formam tecidos no tutano dos ossos são reconhecidos, também, após as injeções intramusculares de sangue ou outras fontes protéicas. Hoff9 e alguns outros puderam demonstrar estes importantes sintomas como parte da terapia protéica.  

 

Estas conclusões apontam para a sabedoria da autohemotransfusão imediatamente após a cirurgia, num esforço para prevenir complicações pulmonares pós-operatórias. 

Temos usado a autohemotransfusão em uma séria de 300 casos cirúrgicos, injetando 20 c.c. de sangue fresco, intramuscular, imediatamente após as cirurgias. Não foram registrados casos de complicações pós-operatórias como bronquites ou pneumonias. Somente em um caso desenvolveu-se uma área de trombose nos pulmões, após a operação.  

 

Tratavam-se de gastroenterostomia, colecistectomia, apendicectomia, histerectomia, ooforectomia, herniotomia, tireoidectomia, mastectomia, etc., sob anestesia geral com gás e éter, ao invés de anestesia local. Complicações pós-operatórias podem ocorrer em qualquer tipo de método anestésico, contudo a ausência de complicações pulmonares, em nossas séries, indica que é a auto-hemoterapia responsável por bons resultados, e não o método anestésico utilizado.  

 

Existem, algumas vezes, insignificantes quantidades de sangue deixadas na feridas, sugerindo que a absorção deste sangue pode render uma autohemotransfusão adicional desnecessária. As alterações físico-químicos em todo o sangue a em seu soro, são tão delicadas e rápidas que não há comparação que possa ser feita entre drenar sangue das veias e reinjetá-lo no músculo ou sangue deixado sobra a ferida para ser absorvido. Estes dois processos são inteiramente diferentes.  

 

 

CONCLUSÃO 

 

1. A administração intramuscular de 20 c.c. de sangue autógeno, após cirurgias, tem efeito estimulante sobre o sistema retículo- endotelial, bem como sobre o sistema simpático, que aumenta a atividade e resistência dos tecidos.  

 

2. Este método não é perigoso. Estes procedimentos vem sendo usados em 300 casos, com bons resultados na prevenção de complicações pulmonares pós-operatórias, com evidente redução de embolismo pós-operatório.  

 

fonte: http://docs.google.com/Doc?id=dgmpc7nr_4f2d96z 

 

publicado em: http://www.orientacoesmedicas.com.br/opiniao_integra.asp?cdg=3871&u=15 

 

Marcelo Fetha    

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