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 Prezado professor Paulo Lacerda. Eis que me deparando

Auto-Hemoterapia - Informações e Debate - Ver Opinião - Ver Opinião - Comentário
 Quarta-feira, 5 de maio de 2010 - 12:28:17 
200.20.24.78

Prezado professor Paulo Lacerda. 

 

Eis que me deparando com seu comentário, tenho que observar alguns dados. 

A auto-Hemoterapia consiste na reinjeção de sangue autólogo do paciente no seu músculo, visando uma reação do S.I. para que este, super-ativado, tenha um combate natural das infecções, contaminações ou manifestações auto-imunes, mais acirrado. 

Esta terapia, foi originalmente proposta com o nome de proteionoterapia, onde se empregava inclusive leite pasteurizado. 

O Doutor Licinio aplicou em homeopatia o mesmo princípio da proteinoterapia, empregando tanto sangue autólogo quanto exógeno. 

Tal registro foi muito bem documentado pelo professor Douglas Carrara: 

“”Entretanto o embasamento teórico da auto-hemoterapia tem origem em Broussais (1772-1838), segundo o primitivo conceito de irritação e o da teoria da excitação de Virchow (1821-1902), talvez um dos maiores patologistas de todos os tempos. Quando ficou solidamente fundamentada a ação patogênica das bactérias, a partir das pesquisas de Pasteur (1822-1895), a figura mais importante e representativa da bacteriologia, começou-se a aprofundar os estudos a respeito das substâncias tóxicas produzidas pelos microrganismos em geral. Bem depressa se reconheceu que as proteínas de que são formadas as bactérias, podem provocar fenômenos análogos aos desencadeadas pelas toxinas. A verificação desse fato foi o ponto de partida dos primeiros ensaios realizados com o fim de provocar uma reação geral do organismo, mediante a introdução parenteral de substâncias não bacterianas. 

Os primeiros estudos clínicos desta natureza foram seguramente os de Winternitz (1859-?) em Praga e von Krehl (1861-1937) em Jena, no ano de 1895. Uma das primeiras proteínas utilizadas foi o leite de vaca, já esterilizado pelo processo pasteuriano. Graças às necessárias medidas de precaução e de técnica, a injeção parenteral de leite é asséptica. Como consequência de tal procedimento em animais, na dose de 20 ml., a temperatura do corpo se eleva de 0,9 a 1,6o. Nas reinjeções, a reação febril era maior. Observou-se também que nos animais tuberculosos o aumento de temperatura era maior do que no são. Além disso, era possível observar nitidamente uma reação local do tecido tuberculoso. Dos ensaios promovidos por von Krehl em animais bovinos, surgiu mais tarde a excitoterapia ou proteinoterapia. Esta consiste em produzir uma ação inespecífica com injeção de albumina, dando em resultado uma reação aguda de todo organismo. Segundo August Bier (1861-1949) a injeção de leite, sangue ou outras proteinas, desde que perfeitamente esterilizado, por via intramuscular, produz uma irritação local, que definia como inflamação curativa. A reação geral consiste em febre, com seus fenômenos concomitantes, e numa leucocitose às vezes considerável, traduzindo uma reação da medula óssea. Opera-se assim um aumento das forças defensivas do organismo.  

Os melhores êxitos obtidos com a terapêutica da excitação registraram-se no reumatismo articular crônico. Bem como nas infecções inespecíficas de curso tórpido e nas dermatoses. É de grande importância a dose e o momento da injeção. Vale mencionar também o seu emprego nas afecções oculares de natureza infecciosa, especialmente na oftalmoblenorréia (conjuntivite de natureza blenorrágica) dos recém-nascidos. Foram registrados também notáveis resultados de tais injeções com fins profiláticos (para evitar as infecções em casos de traumatismos por corpos estranhos). 

Esta terapia está indicada quando as defesas orgânicas são insuficientes. Os diversos estimulantes que se injetam no corpo do paciente funcionam segundo a regra biológica fundamental de Arndt-Schulz de 1898: os estímulos débeis despertam a vitalidade do organismo, os médios a fomentam, os fortes a inibem e os demasiado fortes a eliminam. Assim os estímulos excessivamente fortes fazem com que a célula morra, os estímulos moderados incitam a célula a recuperar o equilíbrio alterado e com isso obter o funcionamento normal. O próprio professor August Bier reconheceu em texto publicado em 1925, que a terapia irritativa de Arndt-Schulz se aproxima da homeopatia fundada por Samuel Hahnemann (1755-1843), colocando no mesmo nível, pela primeira vez na história da medicina, a doutrina alopática da homeopatia. 

Nesse mecanismo desempenha um importante papel a receptividade do indivíduo como também o tipo de enfermidade que o aflige, já que um indivíduo são reage diferente do indivíduo doente. Assim a incorporação parenteral de albuminas estranhas provoca uma reação parecida com a que produzem as infecções agudas: as células aumentam sua atividade, e da mesma maneira os tecidos locais afetados, aumento dos glóbulos vermelhos e brancos e de todas as funções biológicas, do metabolismo e da diurese, enfim o organismo sofre uma alteração, suas defesas e a formação dos anticorpos se ativam. “” 

Em http://www.saudelazer.com/index.php?Itemid=49&id=5397&option=com_content&task=view 

 

Portanto, as raízes históricas do desenvolvimento da terapia denominada no Brasil de Auto-Hemoterapia tem origem mais profunda no tempo. 

Há de se registrar sim, a contribuição deste grande médico, onde hoje ainda se emprega princípios por ele proposto. Mas não há como se atribuir, entretanto, a paternidade da AH a ele... 

Um grande abraço e obrigado pela recordação desta grande contribuição deste grande médico. 

 

Olivares Rocha
45 anos
 

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