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 MONOGRAFIA AUTO-HEMOTERAPIA de MARIA CLARA SALOMÃO E SILVA,

Auto-Hemoterapia - Informações e Debate - Ver Opinião - Ver Opinião - Comentário
 Terça-feira, 16 de março de 2010 - 23:57:09 
189.63.222.175

MONOGRAFIA AUTO-HEMOTERAPIA de MARIA CLARA SALOMÃO E SILVA, UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTONIO CARLOS FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM, Orientadora: Prof. Ms. Enf. Telma Geovanini - BANCA EXAMINADORA: Prof(a). Ms. Enf. TELMA GEOVANINI, Prof. Ms. MARCO AURÉLIO VEIGA DE MELO e Dr. MANOEL MOZART NORBERTO - JUIZ DE FORA MG - 2006. 

 

 

AUTO HEMOTERAPIA - TESE DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 

 

UNIVERSIDADE PRESIDENTE ANTONIO CARLOS 

 

FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE 

CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM 

 

AUTO HEMOTERAPIA 

 

MARIA CLARA SALOMÃO E SILVA 

 

JUIZ DE FORA 

2006 

 

 

MARIA CLARA SALOMÃO E SILVA 

 

AUTO HEMOTERAPIA 

 

Trabalho de conclusão de curso apresentado ao 

Curso de Enfermagem da Faculdade de 

Ciências da Saúde da UNIPAC. Como um dos 

pré-requisitos para a obtenção do grau de 

bacharel em Enfermagem. 

 

Orientadora: Prof. Ms. Enf. Telma Geovanini 

 

JUIZ DE FORA 

2006 

 

 

MARIA CLARA SALOMÃO E SILVA 

 

AUTO HEMOTERAPIA 

 

Monografia apresentada como 

exigência parcial para obtenção 

do grau de bacharel em 

Enfermagem, à Comissão 

Examinadora do Curso de 

Graduação em Enfermagem da 

Universidade Presidente Antônio 

Carlos. 

 

Aprovada em ----/-----/---- 

 

BANCA EXAMINADORA 

 

Prof(a). Ms. Enf. TELMA GEOVANINI 

 

Prof. Ms. MARCO AURÉLIO VEIGA DE MELO 

 

Dr. MANOEL MOZART NORBERTO 

 

 

DEDICATÓRIA 

 

Dedico este trabalho primeiramente a minha orientadora, professora Telma 

Geovanini, que me auxiliou e me orientou para o sucesso deste, procurando uma 

maneira eficaz de tratar os pacientes com muita qualidade, obtendo bons 

resultados. E também aos pacientes que colaboraram com o sucesso da nossa 

pesquisa, fazendo com que tivéssemos mais certeza ainda no tratamento da auto 

hemoterapia. 

 

 

AGRADECIMENTO 

 

Agradeço a Deus por me dar esta grande oportunidade de estar encerrando este 

Curso de Graduação e de poder estar apresentando este trabalho de conclusão de 

curso na minha área de interesse e que considero de extrema importância para 

todos, sejam estes professores, enfermeiros ou leigos. Agradeço também a minha 

família, pelo incentivo, torcida, preocupação e oportunidade que me deram para a 

realização deste Curso de Graduação, estando sempre presente nestes quatro 

anos e com certeza estarão eternamente; a minha “madrinha”, tia Cáca, por estar 

ao meu lado em todos os momentos e torcendo por mim; ao professor de “trabalho 

de conclusão de curso”, Marco Aurélio Veiga, por me auxiliar na minha monografia 

junto com a minha orientadora, mostrando que nada é tão difícil quanto parece, 

basta ter calma. Agradeço ao Rafael, por me fazer acreditar que sou capaz, e por 

estar sempre ao meu lado. 

 

 

RESUMO 

 

A auto hemoterapia é uma técnica bastante antiga. Em 1911 F. Ravaut descreveu seu 

emprego em diversas doenças infecciosas, especialmente na febre tifóide e nas 

dermatoses. É um recurso terapêutico de baixo custo, simples que se resume em 

coletar sangue do próprio paciente e aplicar em seu músculo. Este procedimento 

estimula o Sistema Retículo Endotelial, quadruplicando o percentual de monócitos e por 

conseguinte, de macrófagos em todo organismo. Esta pesquisa descritivo exploratória 

de enfoque quanti-qualitativo, tem como objetivo demonstrar a importância da auto 

hemoterapia, através da realização do procedimento e de estudos de casos clínicos em 

uma amostra de dez pacientes, dos quais destacaram-se 05 (cinco) casos, em vista de 

sua relevância. O critério de inclusão foi terem os pacientes procurado 

espontaneamente este tratamento, sendo em seguida incluídos em um protocolo de 

atendimento específico. Realizou-se o follow-up dos casos e coletaram-se as 

expectativas e resultados obtidos com o tratamento através de depoimentos dos 

próprios pacientes, com a intenção de divulgar a auto-hemoterapia no meio acadêmico 

e cientifico, demonstrando a eficácia do método e evidenciando a importância e papel 

do enfermeiro como profissional responsável pela aplicação deste procedimento. 

Ressaltamos neste estudo, o desaparecimento de verrugas após a 3ª aplicação; da 

grande melhora das dermatoses crônicas. O relato de melhora com relação ao estado 

de ânimo e ao desaparecimento de dores foi unânime entre os clientes atendidos que 

expuseram isto com tamanha intensidade, expressando seu contentamento com o fato. 

Foi também muito interessante observar o relato por mais de um deles sobre a melhoria 

da sua acuidade visual durante o tratamento, fato este que nos impulsiona a questionar 

sobre a eficácia desse método na ajuda a pessoas com deficiências visuais, 

necessitando de estudos posteriores que venham a comprovar esta eficácia. 

 

Palavras-chave: auto hemoterapia, hemoterapia, terapias não convencionais 

 

 

ABSTRACT 

 

The itself blood therapy is one sufficiently old tachnique. In 1911 F. Ravaut it 

described this technique in diverse infectious illnesses, especially in the tifoide 

fever and dermatosis. It is a therapeutical resource of low cost, simple that it 

consists of to collect blood of the proper patient, applying it after that in its muscle. 

This procedure stimulates the endothelial reticulum system, quadruplicating the 

percentage of monocytes and also of macrophages in all the organism. This 

exploratory descriptive research It is quanti-qualitative approach it has as objective 

to demonstrate the importance of itself blood therapy through the accomplishment 

of the procedure e of studies of clinical cases in one it shows of ten patients of 

which 05 (five) cases had been distinguished in sight of its relevance. The inclusion 

criterion was to have the patients looked spontaneously this treatment being after 

that enclosed in a protocol of specific attendance. Follow-up of the cases was 

become fulfilled e the expectations had been collected e resulted gotten with the 

treatment through depositions of the proper patients with the intention to divulge 

the itself blood therapy in the half scientific academic and, demonstrating the 

effectiveness of the method e evidencing the importance and paper of the 

responsible nurse as professional for the application of this procedure. We stand 

out in this study the wart disappearance after third application, of the great 

improvement of the chronic dermatosis. The improvement story of the spirit state 

and the disappearance of pains it was unanimous between taken care of 

customers that they had displayed this with joy. It was also very interesting to 

observe the story of some patients on the improves of the its vision during the 

treatment. This in induces them to question on the effectiveness of this method to 

help the people with visual deficiencies, needing posterior studies that they come to 

prove this effectiveness. 

 

Key words: itself blood therapy, blood therapy, alternative therapy 

 

 

SUMÁRIO 

 

INTRODUÇÃO-----------------------------------------------------------------------------10 

DESENVOLVIMENTO-------------------------------------------------------------------14 

1-TERAPIAS NÃO CONVENCIONAIS EM SAÚDE----------------------------14 

2-O HISTÓRICO DA AUTO HEMOTERAPIA------------------------------------16 

3-HISTÓRIAS DO DR. LUIZ MOURA----------------------------------------------18 

3.1-Patologias tratadas pelo Dr. Luiz Moura--------------------------------------------18 

3.1.1-Obstrução femural-------------------------------------------------------------------18 

3.1.2-Esclerodermia------------------------------------------------------------------------19 

3.1.3-Miastenia Gravis---------------------------------------------------------------------20 

3.1.4-Doença de CROHN-------------------------------------------------------------------21 

3.1.5-LES-------------------------------------------------------------------------------------22 

3.1.6-Ovário Policístico--------------------------------------------------------------------22 

3.1.7-Petéquias------------------------------------------------------------------------------23 

3.1.8 -Picada de aranha armadeira--------------------------------------------------------24 

4-IMUNOLOGIA--------------------------------------------------------------------------25 

4.1-Imunidade-------------------------------------------------------------------------------25 

4.2-Sistema imune--------------------------------------------------------------------------26 

4.3-Medula óssea--------------------------------------------------------------------------27 

4.4-Monócitos-------------------------------------------------------------------------------29 

4.5-Macrófagos-----------------------------------------------------------------------------29 

4.6-Sistema Retículo Endotelial----------------------------------------------------------31 

5-HEMOTERAPIA-----------------------------------------------------------------------32 

 

 

6-O PAPEL DO ENFERMEIRO-------------------------------------------------------34 

6.1-Na hemoterapia-------------------------------------------------------------------------34 

6.2-Na auto hemoterapia------------------------------------------------------------------35 

7-REALIZANDO A AUTO HEMOTERAPIA--------------------------------------38 

7.1-Punção venosa-------------------------------------------------------------------------38 

7.2-Aplicação--------------------------------------------------------------------------------39 

8-O ENFERMEIRO COMO EDUCADOR------------------------------------------40 

9-METODOLOGIA------------------------------------------------------------------------41 

10-RESULTADOS-----------------------------------------------------------------------46 

CONSIDERAÇÕES FINAIS------------------------------------------------------------58 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS-------------------------------------------------60 

ANEXO A – Protocolo de inclusão dos pacientes----------------------------64 

ANEXO B – Portaria n° 971, de 3 de maio de 2006---------------------------65 

ANEXO C – Resolução do COFEN – 200-----------------------------------------79 

ANEXO D – Prontuário da Auto Hemoterapia----------------------------------85 

ANEXO E – Formulário de Controle das Aplicações------------------------87 

ANEXO F – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido----------------88 

ANEXO G – Receitas médicas dos pacientes----------------------------------90 

 

 

 

 

INTRODUÇÃO 

 

A auto hemoterapia é uma técnica bastante antiga. Em 1911 F. Ravaut descreve 

seu emprego em diversas doenças infecciosas, especialmente na febre tifóide e nas 

dermatoses. Era também usada em casos de asma, urticária e estados anafiláticos 

(COREN SP – 2006). 

 

A auto hemoterapia é um recurso terapêutico de baixo custo, simples que se 

resume em coletar sangue do próprio paciente e aplicar em seu músculo. Este 

procedimento estimula o Sistema Retículo Endotelial, quadruplicando o percentual de 

macrófagos em todo organismo, conforme foi comprovado por Luiz Moura em pesquisa 

realizada com seus pacientes no ano de 1976. 

 

“Antes da aplicação do sangue, em média a contagem dos macrófagos gira em 

torno de 5% .Após a aplicação a taxa sobe e ao fim de 8 horas chega a 22%. 

Durante 5 dias permanece entre 20 e 22% para voltar aos 5% ao fim de 7 dias a 

partir a aplicação da auto hemoterapia. A volta aos 5% ocorre quando não há 

sangue no músculo.” MOURA (2006) – Gráfico 01 

 

A técnica é simples: coleta-se o sangue de uma veia periférica, comumente da 

prega do cotovelo e aplica-se no músculo, deltóide ou glúteo, sem nada acrescentar ao 

sangue. O volume retirado varia de 05ml à 20ml, dependendo da gravidade da doença 

a ser tratada e o volume injetado em cada músculo é de 05ml. De acordo com relato de 

Moura (2006), praticante e pesquisador da auto hemoterapia: 

 

“As doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, os corpos estranhos como os 

cistos ovarianos, miomas, as obstruções de vasos sanguíneos são combatidas 

pelos macrófagos, que quadruplicados conseguem assim vencer estes estados 

patológicos ou pelo menos, abranda-los. No caso particular das doenças auto- 

imunes a autoagressão decorrente da perversão do Sistema Imunológico é 

 

 

25% 

20% 

15% 

10% 

5% 

0% 

 

1 º Dia 2º Dia 3 º Dia 4 º Dia 5 º Dia 6 º Dia 7 º Dia 8 º Dia 

desviada para o sangue aplicado no músculo, melhorando assim, o estado 

geral do paciente” 

 

Gráfico 1: Taxa de macrófagos após sessão de auto hemoterapia. 

 

A área de atuação da enfermagem no campo de hemoterapia,consiste no 

manuseio de transfusões e retiradas de sangue, com cuidado e qualidade, função esta 

que já é exercida por enfermeiros. A punção venosa periférica representa um 

procedimento invasivo de alta ocorrência no cotidiano dos profissionais de enfermagem. 

 

Por seus benefícios, a auto hemoterapia deveria ser mais divulgada entre os 

profissionais de saúde, principalmente por se tratar de uma terapia relativamente 

simples com uma eficácia comprovada a partir de depoimentos de seus usuários e de 

estudos laboratoriais que demonstram o efetivo crescimento do número de macrófagos 

celulares, o que induz a um indiscutível aumento da imunidade orgânica. 

 

Através desta pesquisa temos como objetivo realizar o procedimento de autohemoterapia por meio de estudos de casos clínicos em uma amostra de dez pacientes 

cujo critério de inclusão foi terem procurado espontaneamente este tratamento. 

Acompanhar o desenvolvimento dos casos clínicos através de seus próprios relatos, 

divulgando a auto hemoterapia no meio acadêmico e científico, de forma a demonstrar 

 

 

a eficácia do método e evidenciar a importância e papel do enfermeiro como 

profissional responsável pela aplicação deste procedimento. 

 

Em julho de 2006, um grupo de acadêmicos de enfermagem, convidados pela 

professora Telma Geovanini, enfermeira e coordenadora do Curso de Enfermagem da 

Universidade Presidente Antônio Carlos, tiveram a oportunidade de conhecer a auto 

hemoterapia, através de um DVD produzido pelo Dr. Luiz Moura, onde ele expõe o 

método, relatando sua vivência e experiência com o mesmo. Este médico carioca conta 

que desde os tempos em que era acadêmico de medicina, já acompanhava seu pai, 

cirurgião, que aplicava o sistema no pré-operatório de seus pacientes, quando então 

surpreendia a equipe pela inexistência de infecções pós operatórias nos pacientes 

submetidos previamente a auto hemoterapia. 

 

Após assistir o DVD, formou-se uma equipe, liderada pela referida professora, 

que deu início a pesquisa alvo do presente estudo no laboratório de Semiologia e 

Semiotécnica de Enfermagem da UNIPAC – JF, onde foi montada uma sala 

especialmente para a realização do procedimento em um grupo de clientes que, 

inicialmente, foi composto por pessoas que também assistiram a mesma sessão de 

DVD. Esses clientes, foram incluídos na pesquisa tendo procurado espontaneamente 

realizar a auto hemoterapia com esta equipe. 

 

A partir da inclusão dos pacientes num protocolo previamente formulado, 

(ANEXO A), buscou-se em seus relatos, confirmação para a eficácia do método, de 

forma a obter-se maior segurança para a divulgação no meio acadêmico e científico. A 

equipe citada foi composta pelos seguintes profissionais: Professora Enfermeira Telma 

Geovanini, o Médico Dr. Manoel Mozart Norberto e a Acadêmica de Enfermagem Maria 

Clara Salomão e Silva. 

 

Entendemos que a auto hemoterapia, por suas características e especificidade, 

pode ser entendida como uma terapia não convencional. Quanto a isso, a Portaria 

 

n.971 de 03/05/2006 (ANEXO B) publicada no Diário Oficial da União, autoriza, 

 

reconhece o valor terapêutico e incentiva as unidades de saúde a adotarem terapias 

não convencionais. A mesma Portaria, estabelece como um de seus objetivos que seja 

dado incentivo à pesquisa em Práticas Integrativas e Complementares com vistas ao 

aprimoramento da atenção à saúde, avaliando eficiência, eficácia, efetividade e 

segurança dos cuidados prestados. 

 

 

1 -Terapias não convencionais 

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem incentivado o uso de terapias não 

convencionais, partindo do princípio que os avanços científicos e tecnológicos do 

mundo moderno alcançam menos de 1/3 da humanidade e que tanto os profissionais 

de saúde quanto os usuários do sistema, atualmente convivem com verdadeiros 

contrastes culturais, econômicos e sociais em seu dia-a-dia. Os trabalhos de pesquisa 

nesta área tem demonstrado que além da eficácia comprovada, a relação custo X 

benefício destes procedimentos torna-os mais acessíveis à população. 

 

Recentemente, o Ministério da Saúde, elaborou uma nova política aprovada pelo 

Conselho Nacional de Saúde, após amplo diálogo com a comunidade científica, 

prevendo para o ano de 2007 orçamentos e recursos para a implantação da política de 

adoção de tratamentos não convencionais na rede básica de saúde, com o objetivo de 

ampliar as opções terapêuticas aos usuários do SUS com segurança e eficácia. 

Reconheceu-se que hoje, 19 capitais e 232 municípios brasileiros já adotam uma ou 

mais dessas práticas. Com a criação de uma política nacional para esse fim, a idéia é 

ampliá-las e uniformizá-las em todo o país. 

 

A Portaria n.971 de 03/05/2006 (ANEXO B) publicada no Diário Oficial da União, 

autoriza, reconhece o valor terapêutico e incentiva as unidades de saúde a adotarem 

terapias não convencionais. A mesma Portaria, estabelece como um de seus objetivos 

que seja dado incentivo à pesquisa em Práticas Integrativas e Complementares com 

vistas ao aprimoramento da atenção à saúde, avaliando eficiência, eficácia, efetividade 

e segurança dos cuidados prestados. Por sua vez, a Resolução COFEN-197 / 1997, 

estabelece e reconhece as Terapias Alternativas com especialidade e/ou qualificação 

do profissional de Enfermagem. 

 

A OMS – Organização Mundial de Saúde reconhece que 80% da população dos 

países em desenvolvimento utilizam práticas tradicionais nos cuidados básicos de 

saúde. 

 

 

Geovanini (2006), argumenta apropriadamente que é importante reconhecer, que 

desde que respeitadas as questões éticas e legais tanto a tecnologia simplificada 

quanto à sofisticada, são importantes e necessárias e que ambas devem ser 

incentivadas e colocadas à disposição dos usuários e ainda, que a liberdade de 

escolha, constitui um direito do cidadão. Nosso dever, enquanto profissionais de saúde, 

é estarmos receptivos e preparados para todas estas situações, conscientes de que 

tudo tem seu lugar, seu momento e sua aplicabilidade, desde que para isso sejam 

observadas a coerência, e a adequação necessárias. Importa argumentar que o 

preparo de um profissional de saúde, a busca pelo saber, sua atuação e seu 

conhecimento específico, não constitui privilégio de nenhuma classe isoladamente, ao 

mesmo tempo em que, os serviços básicos de atenção à saúde no Brasil e a população 

de usuários não prescinde de nenhum dos profissionais da área, muito pelo contrário. 

 

 

2 -O histórico da auto hemoterapia 

 

É necessário ressaltar a importância da detecção e evolução do quadro clínico 

patológico pregresso e atual do paciente submetido à auto hemoterapia, sendo assim 

faz-se necessário esta pesquisa para servir como fonte para os profissionais da saúde. 

Por se tratar de uma terapia alternativa, alguns profissionais da área de saúde não a 

reconhecem, nem a validam por desconhecerem suas vantagens, o que torna a auto 

hemoterapia pouco divulgada no meio científico e entre a população em geral, situação 

que a partir deste estudo, pretende-se modificar. 

 

Em 1911 houve um registro por F. Ravaut, ele indicava um modo de auto 

tratamento (uno mismo, haima -sangra) empregado em diversas enfermidades 

infecciosas, em particular na febre tifóide e em diversas dermatoses. Ravaut usa a autohemoterapia em certos casos de asma, urticária e estados anafiláticos. 

 

No ano de 1941 o Dr. Leopoldo Cea, no Dicionário de Términos Y Expressiones 

Hematológica, cita a auto hemoterapia como método de tratamento que consiste em 

injetar a um indivíduo certa quantidade de sangue retirada dele mesmo. Ainda em 1941 

 

H. DOUSSET relata que a auto hemoterapia é útil em certos casos para 

dessensibilizações. 

Aqui no Brasil foi o professor Jesse Teixeira que provou que o Sistema Retículo 

Endotelial (SRE) era ativado pela auto hemoterapia em seu trabalho publicado e 

premiado em 1940 na Revista Brasil -Cirúrgico, no mês de Março. Jesse Teixeira 

provocou a formação de uma bolha na coxa de pacientes, com cantárida, substância 

irritante. Fez a contagem dos macrófagos antes da auto hemoterapia, a cifra foi de 5%. 

Após a auto hemoterapia a cifra subiu a partir da 1ª hora chegando após 8 horas a 

22%. Manteve-se em 22% durante 5 dias e finalmente declinou para 5% no 7º dia após 

a aplicação. 

 

 

No período de 1943 e 1947, quando Luiz Moura ainda era acadêmico na 

Faculdade Nacional de Medicina, iniciou a auto hemoterapia por ordem do seu pai e 

Professor Pedro Moura, nos pacientes que ele operava na Casa de Saúde São José no 

Rio de Janeiro, obtendo crescente redução no número de infecções pós-operatórias em 

seus pacientes. 

 

Atualmente, a auto hemoterapia é pouco conhecida e divulgada, tanto pelos 

profissionais quanto pela população. Isso acontece devido ao desenvolvimento dos 

antibióticos, pois quando estes não existiam em grande quantidade no mercado e não 

eram tão divulgados, várias pessoas eram tratadas com a auto hemoterapia, pois não 

tinham condições financeiras para tratar com o antibiótico ou não existia o antibiótico, 

conforme pode constatar destes relatos. 

 

É interessante relatar, que a partir do momento em que iniciamos esta pesquisa, 

ouvimos relatos espontâneos de pessoas, até do próprio meio acadêmico, que outrora, 

haviam utilizado a auto hemoterapia para os mais diversos problemas de saúde, 

demonstrando que o método não é tão desconhecido assim, como parece. Também foi 

comum o depoimento de pessoas da zona rural, que utilizaram o método com sucesso 

para o tratamento de diversas doenças em animais, como cavalos e vacas. 

 

 

3 -Histórias do Dr. Luiz Moura 

 

Estas histórias e experiências citadas a seguir foram coletadas a partir do DVD 

realizado pelo Dr. Luiz Moura, o qual poderá ser disponibilizado a todos aqueles que se 

interessarem pelo método. Este recurso utilizado pelo ilustre médico, teve como 

objetivo divulgar e demonstrar a eficácia do tratamento. 

 

3.1 -Patologias tratadas pelo Dr. Luiz Moura 

3.1.1 -Obstrução femural 

A oclusão vascular aguda pode ser provocada por um êmbolo ou por uma 

trombose aguda. As oclusões arteriais agudas podem resultar da lesão iatrogênica, a 

qual pode acontecer durante a inserção de cateteres invasivos, como aqueles utilizados 

para a arteriografia, colocação de estentor / PTA ou uma bomba de balão intra – 

aórtico. As outras causas incluem trauma a partir de uma fratura, lesão por 

esmagamento e lesões penetrantes que rompem a camada íntima arterial. O 

diagnóstico exato de uma oclusão arterial, como a de origem embólica ou trombótica, é 

necessário para iniciar o tratamento apropriado (BRUNNER, 2002). 

 

Relato do caso: 

 

Dr. Luiz Moura relata que devia ao Dr. Floramante Garófalo, em 1976, quando 

este tinha então 71 anos, o conhecimento que resultou em mais abrangência da ação 

terapêutica da auto hemoterapia. Em março de 1976 o Dr. Garófalo queixou-se de 

fortes câimbras em sua perna direita quando caminhava mais de 100 metros; então foi 

sugerido pelo Dr. Moura que o colega procurasse um angiologista. Este decidiu fazer 

arteriografia da femural direita sendo constatada obstrução de cerca de 10cm ao nível 

do terço médio da coxa direita. O angiologista disse ao Dr. Garófalo que resolveria o 

problema com uma prótese que substituiria o segmento da artéria obstruída.O Dr. 

Garófalo disse ao angiologista: -"não quero me tornar um homem biônico, amanhã terei 

 

 

outra artéria obstruída e terei que colocar novas próteses. Vou resolver o problema com 

a auto hemoterapia”. Então o Dr. Luiz Moura se ofereceu para fazer as aplicações. 

Durante 4 meses, de 7 em 7 dias aplicava 10ml de sangue no Dr. Garófalo que então 

decidiu se submeter à nova arteriografia de femural direita, já que podia caminhar 

normalmente, porém o angiologista acreditava que era impossível que a artéria 

estivesse livre da obstrução atribuindo a melhora à sugestão. Repetida a arteriografia, 

não havia mais nenhuma obstrução na femural direita. O estímulo do S.R.E 

comprovado por Jesse Teixeira e as ações deste bem explicados no trabalho de 

Ricardo Veronesi explicavam a desobstrução da artéria femural de Garófalo e abriam 

um enorme campo no tratamento das doenças auto-imunes. 

 

3.1.2 -Esclerodermia 

Esclerodermia é uma doença do tecido conjuntivo que afeta a pele, e algumas 

vezes os órgãos internos. Apresenta uma variação muito grande em termos de 

prognóstico. Para alguns pacientes representa apenas um incômodo, enquanto para 

outros é uma doença grave e letal, sendo para a maioria uma doença que afeta o modo 

como elas vivem o seu dia a dia. A esclerodermia é classificada como uma doença 

auto-imune, juntamente com a artrite reumatóide, o lúpus eritematoso sistêmico, a 

síndrome de Sjögren e a esclerose múltipla, devido ao fato de que o sistema 

imunológico nestas doenças é ativado para agredir os tecidos do próprio organismo. 

 

Relato de casos: 

 

Em setembro de 1976 internou-se na Clínica Médica do Hospital Cardoso Fontes 

uma paciente cujo diagnóstico foi esclarecido pela consultora dermatológica da Clínica. 

Feitas as biópsias nas mamas, abdome e coxa de A.S.O. (F) -52 anos, encaminhadas 

à patologista do Hospital, o diagnóstico foi: esclerodermia, fase final. A dermatologista, 

que tinha sido residente em Clínica Dermatológica nos Estados Unidos da América, em 

Nova York para onde convergiam os pacientes com E.S.P., disse que pouco podia fazer 

pela paciente, pois aquela Clínica era nada mais que um depósito de esclerodérmicos". 

 

 

O Dr. Luiz Moura Iniciou o tratamento da paciente com E.S.P., no dia 10/09/1976. Para 

provocar o desvio imunológico e assim aliviar a paciente aplicou 5ml de sangue em 

cada deltóide e 5ml em cada glúteo, de 5 em 5 dias. A paciente já não caminhava há 8 

meses e não deglutia sólidos, só líquidos, devido a estenose do esôfago. Dia 

10/10/1976 a paciente saía andando do Hospital, com alta melhorada assinada pela 

Dra. Ryssia. A paciente continuou o tratamento com a dose reduzida para 10ml de 

sangue por semana. Em maio de 1977 a paciente A.S.O. foi reinternada para avaliação, 

sendo constatada grande melhora em relação ao dia 10/10/1976 quando teve alta no 

ano anterior. 

 

Em 1980, M. das G.S. -28 anos, funcionária da Petrobrás. Diagnóstico 

esclerodermia sistêmica progressiva -Decisão da chefia médica da Petrobrás 

aposentar a paciente. Há 22 anos vem se tratando com a auto hemoterapia. Está 

assintomática e deverá se aposentar em 2005 por tempo de serviço. 

 

3.1.3 -Miastenia Gravis 

A Miastenia Gravis é uma doença neuromuscular que causa fraqueza e fadiga 

anormalmente rápida dos músculos voluntários. A fraqueza é causada por um defeito 

na transmissão dos impulsos dos nervos para os músculos. A doença raramente é fatal, 

mas pode ameaçar a vida quando atinge os músculos da deglutição e da respiração.A 

doença pode afetar pessoas de todas as idades e de ambos os sexos, sendo duas 

vezes mais comum na mulher. Não tem um caráter de transmissão hereditária e não é 

contagiosa, embora ocasionalmente possa surgir em vários membros de uma mesma 

família. 

 

Relato do caso: 

 

Em 1980, G.S.C (F) 55 anos; Diagnóstico de Miastenia Gravis pelo Instituto de 

Neurologia. A paciente atualmente, embora com a doença, vive normalmente. É a única 

 

 

paciente que sobrevive entre aquelas diagnosticadas em 1980 como miastenia gravis, 

no Instituto de Neurologia. 

 

3.1.4 -Doença de Crohn 

A Doença de Crohn é uma doença crônica inflamatória intestinal, que atinge 

geralmente o íleo e o cólon (mas pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal). 

Muitos danos são causados por células que atacam uma ou mais partes dos tecidos do 

tubo digestivo, mas não há certeza de etiologia auto-imune. Os sintomas e tratamentos 

dependem do doente, mas é comum haver dor abdominal, diarréia, perda de peso e 

febre. Atualmente não há cura para esta doença, no entanto os tratamentos permitem 

alívio dos sintomas e melhoria de qualidade de vida. A Doença de Crohn é uma das 

principais doenças inflamatórias intestinais. Muitos acreditam que a doença de Crohn e 

a Colite ulcerosa são duas manifestações extremas de uma mesma patologia intestinal 

subjacente. A doença atinge particularmente jovem (mais mulheres que homens) com 

idades entre 10 e 30 anos em países industrializados. A incidência é de 1caso em 1000 

pessoas. 

 

Relato de casos: 

 

Em 1982, J da SR (M) 30 anos; Diagnóstico de Doença de CROHN -Tratou-se 

com a auto hemoterapia de 10ml semanais durante um ano. Até a data atual nenhum 

sintoma teve da moléstia que o acometeu em 1982. 

 

Em 1990, M. da RS (M) 22 anos; diagnóstico de Doença de CROHN. 

Curiosamente a moléstia começou após o paciente ser assaltado, quando na ocasião 

fazia o vestibular para Odontologia. Prescrevi a auto hemoterapia que foi aplicada pelo 

próprio pai do paciente. Até hoje assintomático. 

 

 

3.1.5 -LES 

O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma doença auto-imune multissistêmica 

remitente e recidivante, que afeta predominantemente mulheres, com incidência de 1 

em 700 mulheres entre as idades de 20 a 60 anos (cerca de 1 em 250 mulheres 

negras) e na proporção de mulher para homem de 10:1. As principais manifestações 

clínicas são exantemas cutâneos, artrite e glomerulonefrite, porém são também comuns 

a anemia hemolítica, a trombocitopenia e o envolvimento do sistema nervoso central. 

Nos pacientes de LES são encontrados muitos anticorpos diferentes, sendo os mais 

freqüentes os anticorpos antinucleares, particularmente os anti-DNA. Muitas das 

manifestações do LES são devidas à formação de complexos imunes compostos de 

auto-anticorpos e seus antígenos específicos, com deposição desses complexos nos 

pequenos vasos sanguíneos de vários tecidos. O mecanismo subjacente da quebra da 

autotolerância no LES não é conhecido. 

 

Relato de caso: 

 

Em 1997, RS (F) 35 anos; diagnóstico -L.E.S -A auto hemoterapia permitiu à 

paciente ter vida normal, viajando para o exterior com crianças de rua que ela ensina a 

bailar. 

 

3.1.6 -Ovário Policístico 

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma doença relativamente comum, 

acometendo de 4% a 7% das mulheres em idade fértil. A primeira descrição da 

síndrome de ovários policísticos, por Stein e Leventhal, em 1935, referia amenorréia 

com ovários aumentados de volume e policísticos, associados a infertilidade e 

hirsutismo. O diagnóstico pode ser realizado por ginecologista, endocrinologista, clínico 

geral ou dermatologista, dependendo dos sintomas apresentados por cada paciente. 

Cada mulher desenvolve um quadro de SOP diferente, que pode conter os seguintes 

sintomas: ovários aumentados e com muitos cistos; ausência de ovulação; ausência de 

 

 

menstruação; ciclos irregulares; infertilidade; aumento de peso; acne; hirsutismo; queda 

de cabelo; resistência à insulina (GUEDES, 2006). 

 

Relato de caso: 

 

Em 1978, a filha do Dr. Luiz Moura, que vivia na Espanha tinha ovários 

policísticos, não ovulava, era estéril. Então, ele solicitou ao ginecologista e obstetra 

que fizesse a auto hemoterapia de 10ml semanais.Após 6 meses ela engravidou, e 

repetido o exame com insuflação tubária, já não haviam mais cistos. O médico obstetra 

fez os partos, um casal hoje com 20 e 21 anos respectivamente e prosseguiu aplicando 

DIU ao longo de 20 anos a fim de evitar gravidez indesejada. 

 

3.1.7 -Petéquias 

Petéquias são manchas vermelhas puntiformes que surgem na pele em 

conseqüência do extravasamento de sangue para dentro da pele. Elas têm o aspecto 

de pontos vermelhos na pele como cabeças de alfinetes ou hemorragia arroxeada. 

 

Relato de caso: 

 

Em 1990, M.D.C. -24 anos (F); a paciente começou a apresentar petéquias e 

epistaxis freqüentes. Quando apresentou otorragia foi encaminhada a um hematologista 

que diagnosticou como púrpura trombocitopênica. Durante 6 meses foi tratada com 

corticosteróides em altas doses, até que estes não mais surtiram efeito e as plaquetas 

baixaram para 10.000 mm3 de sangue. O hematologista decidiu usar quimioterápico 

conseguindo a elevação das plaquetas para níveis quase normais durante dois meses. 

Os quimioterápicos não surtiram mais efeito e a paciente foi encaminhada para um 

cirurgião para se submeter a esplenectomia. A paciente se recusou quando o cirurgião 

não garantiu que o fígado assumiria a função do baço.A paciente me procurou e eu 

mandei aplicar a auto hemoterapia. As plaquetas se normalizaram, a paciente depois 

teve mais dois filhos, e vive vida normal com o seu baço. 

 

 

3.1.8 -Picada de aranha armadeira (Amputação) 

A amputação é a retirada de parte do corpo, geralmente um membro. A 

amputação de um membro inferior é freqüentemente necessária em conseqüência da 

doença vascular periférica progressiva, gangrena gasosa fulminante, trauma, 

deformidades congênitas, osteomielite crônica ou tumor maligno, entre outras. A 

amputação pode ser considerada como um tipo de cirurgia reconstrutora. Ela é 

empregada para aliviar sintomas, melhorar a função e salvar ou melhorar a qualidade 

de vida do paciente (BRUNNER, 2002). 

 

Relato de caso: 

 

Em 1982, M -(F); a paciente aluga cavalos para turistas em Visconde de Mauá. 

Foi picada por uma aranha armadeira em sua perna direita, que gangrenou, ficando 

exposta a tíbia. Foi internada na Santa Casa de Rezende onde foi decidida a 

amputação. Já na mesa de cirurgia a paciente decidiu que não aceitava a amputação 

da perna, como preconizava o Instituto Butantã para estes casos. Assinou termo de 

responsabilidade e foi liberada. Procurou o Dr. Luiz Moura e este instituiu a auto 

hemoterapia e a lavagem da ferida com solução de cloreto de magnésio como fazia 

Pierre Delbet, cirurgião na guerra de 1914 a 1918. Em 20 dias a paciente estava 

curada, trabalhando com sua perna até hoje. 

 

 

4 -Imunologia 

 

4.1 -Imunidade 

O termo imunidade é derivado do latim immunitas, que se referia à isenção de 

vários deveres cívicos e processos legais oferecida aos senadores romanos durante 

seus mandatos. Historicamente, a imunidade significava proteção contra a doença e, 

mais especificamente, as doenças infecciosas. As células e moléculas responsáveis 

pela imunidade constituem o sistema imune, e sua resposta coletiva e coordenada à 

introdução de substâncias estranhas no organismo é chamada resposta imune. 

 

A função fisiológica do sistema imune é a defesa contra os microrganismos 

infecciosos.Todavia, mesmo substâncias estranhas não-infecciosas podem despertar 

respostas imunes. Além disso, em alguns casos, os próprios mecanismos que 

normalmente protegem contra a infecção e eliminam as substâncias estranhas são 

capazes de causar lesão tecidual e doença. Portanto, uma definição mais inclusiva da 

imunidade é a de uma reação a substâncias estranhas, incluindo microrganismos bem 

como macromoléculas, como proteínas e polissacarídeos, independente das 

conseqüências fisiológicas ou patológicas dessa reação. A imunologia é o estudo da 

imunidade em um sentido mais amplo e dos eventos celulares e moleculares que 

ocorrem após o organismo encontrar microrganismo ou outras macromoléculas 

estranhas (DOAN.T, 2006). 

 

Os historiadores indicam a Thucydides, em Atenas, durante o quinto século 

antes de Cristo, como o primeiro a relacionar a imunidade a uma infecção, que ele 

chamou de “peste”. O conceito de imunidade pode ter existido há muito mais tempo, 

conforme sugere o antigo hábito chinês de tornar as crianças resistentes à varíola 

fazendo-as inalar pós obtidos de lesões cutâneas provenientes de pacientes em 

recuperação dessa doença. A imunologia, na sua acepção moderna, é uma ciência na 

qual as explicações sobre os fenômenos imunológicos são baseados em observações 

experimentais e nas conclusões que elas fornecem. A evolução da imunologia como 

 

 

uma ciência experimental tem dependido da nossa capacidade de manipular o sistema 

imune sob condições controladas. Desde a década de 1960 tem havido notável 

transformação do nosso conhecimento sobre o sistema imune e suas funções. 

 

Quando o organismo humano é agredido por agentes infecciosos ou parasitários, 

é acionado o sistema imunitário em seus vários compartimentos, a fim de destruir ou 

neutralizar o agressor. Tanto a imunidade mediada por células, como a mediada por 

anticorpos, complementadas ao final pelos macrófagos, são movimentadas para 

impedir a ação patogênica do agente invasor. Conforme a natureza do agente 

etiológico, variará o setor mais importante de defesa ora sendo os anticorpos humorais, 

ora sendo secretários, ora a imunidade mediada por células, complementadas pela 

fagocitose dos macrófagos (VERONESI, 1976). 

 

4.2 -Sistema Imune 

A diminuição de função do sistema imune pode ter como conseqüências 

infecções de repetição, dificuldade de eliminação de microorganismos, apesar de 

terapêutica adequada, disseminação de infecções, proliferação de agentes oportunistas 

e aparecimento de tumores. Outras disfunções imunológicas podem ocasionar auto- 

imunidade e reações de hipersensibilidade (BALESTIERI, 2006). 

 

A defesa contra microorganismos é mediada pela imunidade inata e específica. A 

imunidade inata é também conhecida como imunidade natural, ela consiste de 

mecanismos que existem antes da infecção, que são capazes de rápidas respostas aos 

microrganismos e que reagem essencialmente do mesmo modo as infecções repetidas. 

Os principais componentes da imunidade inata são: barreiras físicas e químicas, tais 

como os epitélios e as substâncias antimicrobianas produzidas nas superfícies 

epiteliais; células fagocíticas (macrófagos, neutrófilos) e células matadoras naturais 

(natural killer); proteínas do sangue e proteínas chamadas citocinas, que coordenam e 

regulam muitas das atividades das células da imunidade inata. Se os microrganismos 

forem capazes de atravessar esses epitélios irão encontrar esses mecanismos de 

 

 

defesa da imunidade inata, que são especificamente destinados a reagir contra eles e 

contra seus produtos. Os fagócitos (neutrófilos e macrófagos), englobam os 

microrganismos e os destroem pela produção de substâncias microbicidas; os 

macrófagos também secretam citocinas que estimulam a inflamação e as respostas dos 

linfócitos. As células matadoras naturais destroem as células infectadas por vírus e 

produzem a citocina ativadora dos macrófagos, o interferon-y. As respostas imunes 

inatas, além de combater as infecções, estimulam a subseqüente imunidade específica 

(ou adquirida). As respostas da imunidade adquirida desenvolvem-se mais tarde e 

consistem na ativação dos linfócitos. Existem dois tipos de respostas imunes 

adquiridas, designadas imunidade humoral e imunidade mediada por célula. A humoral 

é mediada por células do sangue, chamadas anticorpos, que são produzidos pelos 

linfócitos B. Os anticorpos reconhecem especificamente os antígenos 

microbianos,neutralizam a infecciosidade dos microrganismos e marcado-os para a 

eliminação pelos vários mecanismos efetores. A imunidade humoral é o principal 

mecanismo de defesa contra microrganismos extracelulares e suas toxinas, devido ao 

fato dos anticorpos secretados poderem se ligar a esses microrganismos e toxinas e 

ajudar na sua eliminação. A imunidade mediada por célula, também chamada de 

imunidade celular, é mediada por células chamada linfócitos T. Os microrganismos 

intracelulares, tais como os vírus e algumas bactérias, sobrevivem e proliferam dentro 

dos fagócitos e de outras células do hospedeiro, onde ficam inacessíveis aos anticorpos 

circulantes. A defesa contra essas infecções é uma função da imunidade celular, que 

promove a destruição dos microrganismos que residem nos fagócitos à lise das células 

infectadas (ABBAS,2003). 

 

4.3 -Medula Óssea 

No adulto, a medula óssea é o local de geração de todas as células circulantes 

do sangue e é o sítio de amadurecimento das células B. Durante o desenvolvimento 

fetal, a geração de todas as células do sangue, designada como hematopoiese, ocorre 

inicialmente em ilhas sanguíneas do saco vitelino e do mesênquima paraaórtico e, mais 

tarde, no fígado e no baço. Essa função é assumida gradualmente pela medula óssea e 

 

 

progressivamente pela medula dos ossos chatos, de tal modo que, na puberdade, a 

hematopoiese ocorre na sua maior parte no esterno, nas vértebras, nos ossos ilíacos e 

nas costelas. A medula vermelha, que é encontrada nesses ossos, consiste de uma 

estrutura reticular esponjiforme localizada entre trabéculas longas. Os espaços nessas 

estruturas são cheios com células gordurosas, com fibroblastos estromais e com 

precursores das células sanguíneas.Esses precursores amadurecem e saem por meio 

de uma densa rede de seios vasculares para entrarem na circulação vascular. Quando 

a medula óssea é lesada ou quando ocorre uma demanda excepcional de produção de 

novas células sanguíneas, o fígado e o baço podem ser recrutados como sítios de 

hematopoiese extramedular (ABBAS,2003). 

 

Todas as células sanguíneas originam-se de uma célula tronco comum que fica 

comprometida a se diferenciar ao longo de linhagens particulares. Essas células 

primordiais carecem de marcadores das células diferenciadas e, em vez disso, 

expressam duas proteínas. 

 

A proliferação e maturação de células precursoras na medula óssea são 

estimuladas por citocinas. As citocinas hematopoiéticas são produzidas pelas células 

estromais e pelos macrófagos na medula óssea, proporcionando desse modo o 

ambiente para a hematopoiese. São também produzidas pelos linfócitos T, estimulados 

por antígenos, e pelos macrófagos ativados por citocinas ou por microrganismos, 

proporcionando um mecanismo para a reposição de leucócitos que possam ser 

consumidos durante as reações imunes e inflamatórias (WALTENBAUGH, 2006). 

 

De acordo com Veronesi (1976), os macrófagos se originam de monócito da 

medula óssea, de onde são lançadas na corrente sanguínea, para colonizar os tecidos 

e órgãos. 

 

A medula óssea, além de auto-renovar os progenitores e sua progênie 

diferenciada, contém numerosas células plasmáticas secretoras de anticorpos que se 

desenvolvem em tecidos linfóides periféricos como conseqüência da estimulação pelos 

 

 

linfócitos B e depois migram para a medula. A maturação dos linfócitos T não ocorre na 

medula óssea. 

 

O timo é o sítio de maturação das células T. Ele é um órgão bilobado, situado no 

mediastino anterior. Cada lobo é dividido em múltiplos lóbulos por septos fibrosos, e 

cada lóbulo consiste de um córtex externo e uma medula interna. O córtex contém uma 

densa coleção de linfócitos T, e a medula, mais clara, é a mais esparsamente povoada 

por linfócitos. 

 

Os linfócitos no timo são linfócitos T em vários estágios de maturação. De modo 

geral, as células mais imaturas de linhagem T entram no córtex tímico via vasos 

sanguíneos. A maturação começa no córtex e, à medida que os linfócitos amadurecem, 

migram para a medula, de modo que a medula contém, na sua maioria, células T 

maduras. Somente as células T maduras saem do timo e entram no sangue e nos 

tecidos linfóides periféricos. 

 

4.4 -Monócitos 

O monócito é um tipo de célula sanguínea derivada da medula óssea e que é o 

precursor dos macrófagos teciduais. Eles são recrutados ativamente dos sítios 

inflamatórios, onde se diferenciam em macrófagos (ABBAS, 2003). 

 

4.5 -Macrófagos 

O macrófago é uma célula fagocítica localizada nos tecidos, derivada dos 

monócitos do sangue, que desempenha importantes papéis nas respostas imunes 

inatas e adquiridas. Ele também é conhecido como célula acessória ou fagócitos 

mononucleares (NASPITZ, 2005). 

 

As células acessórias são aquelas que não expressam receptores clonalmente 

distribuídos para antígenos, porém participam na iniciação da resposta do linfócito aos 

 

 

antígenos. No sistema imune, as principais populações de células acessórias são os 

fagócitos mononucleares e células dendríticas (LICHTMAN, 2002). 

 

O sistema de fagócitos mononucleares consiste de células que têm uma 

linhagem comum cuja função principal é a fagocitose. No início do século XX, os 

morfologistas observaram certas células, os corantes (chamados vitais) injetados 

intravenosamente. Ludwig Aschoff identificou essas células como macrófagos nos 

tecidos conjuntivos, células microgliais no sistema nervoso central, células endoteliais 

revestindo os sinusóides vasculares e células reticulares dos órgãos linfóides. Sugeriu 

também que esses tipos de células atuariam na defesa do hospedeiro promovendo a 

fagocitose de invasores estranhos, tais como microrganismos, e os agrupou 

coletivamente no sistema reticulo endotelial (SRE). Atualmente está claro que a 

pinocitose, da qual são capazes as células endoteliais e reticulares, é diferente da 

fagocitose ativa dos macrófagos. Por isso, é mais apropriado classificar os macrófagos 

como membros do sistema fagocítico mononuclear, dedicados à defesa do hospedeiro 

pela fagocitose (ABBAS, 2003). 

 

As células do sistema fagocítico mononuclear originam-se na medula óssea, 

circulam no sangue, amadurecem e tornam-se ativadas em vários tecidos. O primeiro 

tipo de célula que entra no sangue periférico depois de deixar a medula é 

incompletamente diferenciado e é chamado monócito. Essas células, uma vez 

acomodadas nos tecidos, amadurecem e tornam-se macrófagos. Eles podem assumir 

diferentes morfologias e são encontrados em todos os órgãos e tecidos conjuntivos. 

 

Os macrófagos podem ser estacionários ou errantes, todavia, admite-se que 

macrófagos estacionários possam migrar através da parede dos sinusóides, tornar-se 

assim, livres, e penetrar na região sede do processo inflamatório (VERONESI, 1976). 

 

Os fagócitos mononucleares funcionam como células acessórias nas fases de 

reconhecimento e ativação das respostas imunes adquiridas. Suas principais funções 

como células acessórias, são exibir o antígeno em uma forma que possam ser 

 

 

reconhecidos pelos linfócitos T e a de produzir proteínas de membrana e secretadas 

que sirvam como segundos sinais para a ativação das células T. Essas funções 

acessórias dos macrófagos são aceleradas pelo encontro com os microrganismos e 

pelas citocinas produzidas durante as respostas imunes inatas aos microrganismos. 

 

4.6 -Sistema Retículo Endotelial (S.R.E) 

Segundo Veronesi (1976), o Sistema Retículo Endotelial é constituído por células 

macrofágicas dotadas de intensa capacidade de fagocitar, lisar e eliminar substâncias 

estranhas, quer vivas quer inerentes. As principais funções do SRE são: 

 

.Clearance de partículas estranhas provenientes do sangue ou dos tecidos 

(inclusive células neoplásicas), toxinas e outras substâncias tóxicas. 

.Clearance de esteróides e sua biotransformação 

.Remoção de microagregados de fibrina e prevenção de coagulação 

intravascular 

.Ingestão de antígeno, seu processamento e ulterior entrega aos linfócitos B e T 

.Biotransformação e excreção do colesterol 

.Metabolismo férrico e formação de bilibirrubina 

.Metabolismo de proteínas e remoção de proteínas desmaturadas 

.Destoxificação e metabolismo de drogas. 

Após ressaltarmos tantas e tão importantes funções, fica fácil de ser entendido o 

papel desempenhado pelo sistema retículo endotelial no determinismo favorável ou 

desfavorável de processos mórbidos tão variados como sejam os infecciosos, 

neoplásicos, degenerativos e auto-imunes e a sua importância evidenciada através da 

auto hemoterapia. 

 

 

5 -Hemoterapia 

 

O serviço de hemoterapia possui instalações adequadas ao modelo assistencial 

e ao nível de complexidade da instituição; dispõe de equipe habilitada para atividades 

de hemoterapia; o funcionamento deste serviço esta de acordo com as normas e 

regulamentos correspondentes; existe um relacionamento formal entre o serviço e a 

instituição. 

 

A área para atuação da enfermagem na hemoterapia consiste no manuseio de 

retiradas e transfusões de sangue. Uma outra atividade muito importante desenvolvida 

no serviço é a captação de doadores de sangue, demonstrando os benefícios aos 

doadores, e a importância desse ato de solidariedade.Os profissionais de nível médio 

podem exercer tais tarefas desde que estejam sob supervisão e orientação de um 

enfermeiro responsável. 

 

A enfermagem representa parte da sustentação do grande desafio de diminuir o 

risco transfusional. Tem como objetivo identificar as mudanças ocorridas nas Normas 

Técnicas de Hemoterapia, no que se refere à proteção do doador e do receptor à 

adequação da triagem sorológica. 

 

A Resolução COFEN-200 de 15 de abril de 1997 (ANEXO C), dispõe sobre a 

atuação dos profissionais de enfermagem em hemoterapia e transplante de medula 

óssea, sendo omissa, porém, com relação à auto hemoterapia. Isto é justificado, pela 

falta de divulgação e pesquisas científicas na área, bem como por não representar 

atividade comum do cotidiano da prática dos enfermeiros. Esperamos com este 

trabalho, contribuir para uma mudança de paradigma desta questão. 

 

A Constituição Brasileira incorporou, na década de 80, a proibição de toda e 

qualquer comercialização de sangue e seus derivados, isso foi causado principalmente 

pelo aparecimento do HIV e outras doenças infectocontagiosas. Desde 1989, a doação 

 

 

e a transfusão de sangue são reorientadas através de reformulação das Normas 

Técnicas de Hemoterapia. Ao compará-las com as normas vigentes, fica evidente que 

houve, ao longo desse período, a incorporação de condutas mais seletivas na triagem 

clínica. 

 

Em relação aos testes sorológicos, em 1989, não eram realizados testes para 

Hepatite C e nem para HTLV I / II, tornando-se obrigatório no ano de 1993. Em 1996, os 

testes anti HIV-1e anti HIV – 2, Doença de Chagas, Hepatite B e C, e HTLV I/II. 

 

O cumprimento desses preceitos pelos serviços e a adequada informação das 

equipes multidisciplinares de saúde são fatores decisivos no processo permanente de 

busca da segurança transfusional. 

 

Existem cursos de especialização, pós-graduação e técnicos para os 

interessados na área, que promete ser um novo e promissor mercado, abrindo as 

portas para a enfermagem que até o momento ocupa pouco espaço neste setor. 

 

 

6 -O papel do enfermeiro 

 

6.1 -Na hemoterapia 

De acordo com o regulamento de atuação dos profissionais de enfermagem em 

hemoterapia e transplante de medula óssea, aprovado pela Resolução COFEN 200, 

são competências e atribuições do enfermeiro na hemoterapia: 

 

. Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar os procedimentos de 

Hemoterapia nas Unidades de Saúde, visando assegurar a qualidade do sangue, 

hemocomponentes e hemoderivados. 

. Assistir de maneira integral os doadores, receptores e suas famílias, tendo como 

base o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e as normas vigentes. 

. Promover e difundir medidas de saúde preventivas e curativas por meio da 

educação de doadores, receptores, familiares e comunidade em geral, objetivando a 

saúde e segurança dos mesmos. 

. Realizar triagem clínica, visando à promoção da saúde e à segurança do doador 

e do receptor, minimizando os riscos de intercorrências. 

. Realizar a consulta de enfermagem, objetivando integrar doadores aptos e 

inaptos, bem como receptores no contexto hospitalar, ambulatorial e domiciliar, 

minimizando os riscos de intercorrências. 

. Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar programas de captação de 

doadores. 

. Proporcionar condições para o aprimoramento de profissionais de enfermagem 

atuantes na área, através de cursos, reciclagem e estágios em instituições afins. 

. Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar programas de estágio, 

treinamento e desenvolvimento de profissionais de enfermagem dos diferentes 

níveis de formação. 

. Participar da definição da política de recursos humanos, da aquisição de material 

e da disposição de área física necessários à assistência integral aos funcionários. 

. Cumprir e fazer cumprir as normas, regulamentos e legislações vigentes. 

 

. Estabelecer relações técnico-científicas com as unidades e afins. 

. Participar da equipe multiprofissional, procurando garantir uma assistência 

integral ao doador, receptor e familiares. 

. Assistir ao doador, receptor e familiares, orientando-os durante todo o processo 

hemoterápico. 

. Elaborar a prescrição de enfermagem nos processo hemoterápicos. 

. Executar e/ou supervisionar a administração e a monitorização da infusão de 

hemocomponentes e hemoderivados, atuando nos casos de reações diversas. 

. Registrar informações e dados estatísticos pertinentes à assistência de 

enfermagem prestada ao doador e ao receptor. 

. Manusear e monitorar equipamentos específicos de hemoterapia. 

. Desenvolver pesquisas relacionas à hemoterapia. 

6.2 -Na auto hemoterapia 

Em pesquisas bibliográficas e eletrônicas em base de dados confiáveis, não se 

constatou a existência de uma definição do papel do enfermeiro na auto hemoterapia, 

porém, a partir do momento em que esta técnica for reconhecida e reproduzida haverá 

necessidade não só desta definição, como também de uma legislação específica. 

Através deste estudo, pretendemos divulgar este método e tornar a auto hemoterapia 

usual, organizando os protocolos e as atividades pertinentes, para dessa forma 

contribuir para a evolução do conhecimento e avanços na área. 

 

O “papel do enfermeiro” no tratamento da auto hemoterapia é de extrema 

importância, pois ele é quem realizará o procedimento no paciente. Por isso, cabe a ele 

esclarecer para o mesmo como é realizado este tipo de tratamento e qual o objetivo 

desta terapia. Após estas explicações o enfermeiro irá responder as dúvidas do 

paciente e observar se este realmente esta disposto a realizar a auto hemoterapia, uma 

vez que a tenha procurado espontaneamente. O enfermeiro deve estar sempre se 

propondo a conversar com o paciente para que suas dúvidas, medos e aflições possam 

estar sendo sanadas. 

 

 

Em nossa experiência, após o acolhimento dos pacientes, realiza-se a consulta 

de enfermagem, iniciada com a anamnese do paciente, registro de seus dados 

pessoais, história clínica pregressa pessoal e familiar. Em seguida dá-se início ao 

exame físico, anotando-se as observações pertinentes a cada caso, valorizando seus 

relatos e expectativas. É feita observação criteriosa da viabilidade da rede venosa 

periférica do candidato, de forma a assegurar que este pode se submeter ao tratamento 

sem riscos adjacentes. A seguir inicia-se a evolução clínica tanto do seu estado 

emocional quanto mental e físico, conforme roteiro de entrevista previamente elaborado 

(ANEXO D). 

 

Após esta etapa da consulta de enfermagem, o caso é relatado e apresentado 

para o médico, para que ele possa avaliar e posicionar-se, prescrevendo a seqüência 

do tratamento. De posse das receitas, inicia-se o agendamento semanal dos clientes e 

inicia-se o tratamento prescrito. A partir de então, os clientes ficam sob supervisão 

direta dos enfermeiros, que constantemente discutem e analisam os casos em equipe. 

Realiza-se as coletas e injeções de sangue de acordo com a seqüência prescrita pelo 

médico, avalia-se o peso e os sinais vitais, realiza-se o follow-up dos casos, registrando 

tudo minuciosamente na folha de evolução. Todos esses dados são compartilhados 

periodicamente com o médico. 

 

Foi montada uma sala especifica pela nossa equipe, garantindo o conforto dos 

pacientes, a qualidade do procedimento e a organização do processo. Nesta sala 

encontra-se: uma maca, duas cadeiras, suporte de braço para a injeção e um armário 

contendo todos os materiais necessários para o procedimento, tais como: luvas de 

procedimentos, bolsa de água quente, garrotes, seringas, agulhas, algodão, álcool 

70%. 

 

A bolsa de água quente tem sido utilizada com sucesso, sempre que um 

paciente apresenta rede venosa de difícil acesso. Nestes casos, permanecem de 5 a 10 

 

 

minutos com aplicação de calor local (morna), de modo a facilitar a punção venosa 

através da vasodilatação produzida. 

 

 

7 -Realizando a auto hemoterapia 

 

7.1 -Punção Venosa 

Após análise da rede venosa para certificar-se de sua viabilidade, o sangue é 

extraído de uma veia periférica escolhida (punção venosa), normalmente da parte 

interna do cotovelo das veias cefálica ou basílica, ou da rede venosa do dorso da mão. 

O local da punção é limpo com um anti-séptico (álcool 70%); um torniquete (garrote) é 

colocado com o fim de restringir o fluxo sangüíneo através da veia. Isso faz com que a 

veia abaixo do torniquete se distenda (encha-se de sangue). Insere-se uma agulha na 

veia, e o sangue é coletado em uma seringa. Durante o procedimento, o garrote é 

retirado para restaurar a circulação. Assim que o sangue tiver sido coletado, a agulha é 

removida e o local da punção é coberto e se necessário, elevado a um nível acima do 

coração, para deter o sangramento. Tal procedimento corrobora o descrito por 

TORRES (2003). 

 

Na maioria das vezes a punção da veia e a aspiração do sangue são rápidas e 

associadas a desconforto pequeno. Algumas vezes, principalmente no caso de veias 

finas e profundas, há necessidade de novas tentativas, porém neste estudo raras foram 

as vezes em que houve necessidade deste reforço, uma vez que todos os candidatos 

apresentaram veias de acesso razoavelmente fácil. Pessoas sensíveis podem 

apresentar palidez, suor, tontura e mesmo desmaio, o que não verificamos neste 

estudo entre os pacientes participantes. No caso do paciente se enquadrar neste tipo, é 

importante antes de colher o sangue, providenciar para que a colheita seja feita com o 

paciente deitado. 

 

Em pessoas com hemostasia normal, bastam alguns minutos de compressão 

com o algodão para que cesse o sangramento. Adotamos também a elevação do 

membro puncionado acima do nível do coração. Mesmo procedendo com todo cuidado 

-localização precisa da veia e compressão local -pode aparecer mancha roxa que 

indica extravasamento de sangue para fora da veia. Esta mancha habitualmente 

 

 

desaparece em dias. Ao inserir a agulha para a extração de sangue, algumas pessoas 

sentem uma dor moderada, enquanto que outras sentem uma sensação de ferroada ou 

picada. Após o procedimento, pode haver um certo latejamento. Se houver dor ou 

crescimento exagerado na região puncionada, entre em contato a enfermeira ou com o 

médico que está realizando o tratamento. Cabe ressaltar, que nenhum desses efeitos 

colaterais foi observado em nossos pacientes, conforme pode ser comprovado em seus 

relatos (Vide resultados). 

 

7.2 -Aplicação 

No momento da aplicação, é injetado por via intra muscular o sangue colhido ( na 

maioria dos casos 05 ml em cada músculo). Apesar de muitos serem os músculos do 

corpo, poucos são os que se prestam a estes objetivos. Para selecioná-los devemos 

considerar: distância em relação a vasos e nervos importantes; musculatura 

desenvolvida; espessura de tecido adiposo; evitar tecido cicatricial ou endurecido. 

 

Os locais para aplicação para a auto hemoterapia são o deltóide e o glúteo. 

Como a maioria das aplicações é de 05 ml, optamos por realizá-las na região 

dorsoglútea, apesar do Dr. Luiz Moura relatar em seu DVD que pode ser injetado até 05 

ml de sangue no deltóide e até 10 ml no glúteo. Estamos realizando a auto hemoterapia 

desta forma pelo fato de a maioria das referências bibliográficas relatarem que o volume 

máximo que deve ser injetado no deltóide é de 03 ml. 

 

Para a segurança da equipe e observância das normas de biossegurança, as 

agulhas (30 x 8 ou 25 x 7) são trocadas a cada punção / aplicação, utilizando-se para 

isso uma pinça Kelly. O material pérfuro cortante é devidamente descartado em 

recipiente próprio a cada procedimento. Estes critérios foram introduzidos no estudo, 

diversamente ao que se observa no DVD e relato do Dr. Luiz Moura. Com isto, não 

pretendemos desacreditar, nem desmerecer a técnica aplicada por este ilustre médico, 

apenas intencionamos adaptá-la aos preceitos legais e às normas de biossegurança, 

no sentido de cada vez mais credibilizar tão importante terapia. 

 

 

8 -O enfermeiro como educador 

 

A ênfase na educação para a saúde origina-se, em parte, do direito do público a 

uma atenção à saúde compreensiva. Ela também reflete o surgimento de um público 

informado que questiona mais significativamente sobre saúde e sobre os serviços de 

atenção a saúde que recebem. É obrigação dos membros da equipe de saúde, 

principalmente dos enfermeiros, tornar a educação nessa área consistentemente 

disponível. Sem o conhecimento e o treinamento adequados em habilidades de auto 

cuidado, os usuários não podem tomar decisões eficazes relativas a saúde. 

 

O sucesso do enfermeiro com a educação em saúde é determinado pela 

avaliação constante de variáveis que afetam a capacidade do cliente em adotar 

comportamentos específicos, em obter recursos e em manter um ambiente social 

propício (GREEN & KREUTER, 1991). 

 

Com isso, cabem a nós enfermeiros orientarmos a população com relação aos 

seus benefícios, conscientizando sempre sobre a eficácia das terapias alternativas. 

Mas, para que isso ocorra, é necessário divulgar a auto hemoterapia, e demonstrar a 

importância desta como fator de aumento da imunidade através do aumento da taxa de 

macrófagos. 

 

Lembrando sempre que o enfermeiro como educador não deve apenas indicar, 

demonstrar e conscientizar, mas também realizar a educação continuada, não se 

prendendo apenas no problema ou atual patologia do paciente e sim tratar a atual e 

prevenir as futuras, mantendo seu paciente informado dos fatores de risco e 

possibilidades de adquirir determinadas patologias. 

 

Ressaltamos neste estudo, o papel do enfermeiro como educador por 

representar a auto hemoterapia um importante momento de interação do enfermeiro 

com a sua clientela. 

 

 

9 -Metodologia 

 

Pesquisa descritivo-exploratória com abordagem quanti-qualitativa do tipo estudo 

de caso, que procurou através da análise de fontes primárias (prontuários) e 

secundárias (depoimentos dos pacientes), acompanhar e relatar o processo de cinco 

pacientes submetidos ao tratamento pela auto hemoterapia. 

 

O estudo de caso, segundo Brevidelli e Domenico (2006), caracteriza-se por 

estudos que abrangem um grupo com características comuns ou submetidos a um 

estilo idêntico de fenômenos ou fatores. O pesquisador restringe-se a observar os fatos 

e relata-los de maneira específica. A observação científica requer padronização de 

conduta e coerência com os objetivos propostos no estudo. 

 

Obtida a definição da estratégia do estudo foram realizadas pesquisas 

bibliográficas no sentido de buscar dados junto às fontes científicas confiáveis. Porém, 

vale lembrar o quanto é notória a escassez de bibliografia, artigos e pesquisas 

específicas do método e a necessidade de se validar cientificamente o procedimento. 

 

Partiu-se do referencial teórico de Marconi e Lakatos (1999), que citam duas 

maneiras de obtenção de dados: por meio de pesquisa de campo ou da pesquisa de 

laboratório. A maneira que mais se identifica com este estudo é a de campo, pois: 

 

Pesquisa de campo é aquela utilizada com o objetivo de conseguir informações 

e/ou conhecimentos acerca de um problema, para o qual se procura uma 

resposta, ou de uma hipótese, que se queira comprovar, ou ainda, descobrir 

novos fenômenos ou as relações entre eles. Consiste na observação de fatos e 

fenômenos tal como ocorrem espontaneamente, na coleta de dados a eles 

referentes e no registro de variáveis que se presumem relevantes, para analisálos (MARCONI E LAKATOS, 1990, p.75). 

 

Para Tripodi et al (1975 apud MARCONI e LAKATOS, 1990, p.76), “as pesquisas 

de campo dividem-se em três grandes grupos: quantitativo-descritivos, exploratórios e 

experimentais, com as respectivas subdivisões”. Neste estudo coube fazer uma 

abordagem quantitativo-descritiva e ainda exploratória. 

 

 

Quantitativo-descritivos – consistem em investigações de pesquisa 

empírica cuja principal finalidade é o delineamento ou análise das 

características de fatos ou fenômenos, a avaliação de programas, ou o 

isolamento de variáveis principais ou chave. Qualquer um desses estudos pode 

utilizar métodos formais, que se aproximam dos projetos experimentais, 

caracterizados pela precisão e controle estatísticos, com a finalidade de 

fornecer dados para a verificação de hipóteses. Todos eles empregam artifícios 

quantitativos tendo por objetivo a coleta sistemática de dados sobre 

populações, programas ou amostras de populações e programas. Utilizam 

várias técnicas como entrevistas, questionários, formulários etc. e empregam 

procedimentos de amostragem (Tripodi et al (1975 apud MARCONI E 

LAKATOS, 1990, p.76). 

 

Exploratórios – são investigações de pesquisa empírica cujo objetivo é a 

formulação de questões ou de um problema, com tripla finalidade: desenvolver 

hipóteses, aumentar a familiaridade do pesquisador com um ambiente, fato ou 

fenômeno, para a realização de uma pesquisa futura mais precisa ou modificar 

e clarificar conceitos. Empregam-se geralmente procedimentos sistemáticos ou 

para a obtenção de observações empíricas ou para as análises de dados (ou 

ambas, simultaneamente). [...] Uma variedade de procedimentos de coleta de 

dados podem ser utilizados, como entrevista, observação participante, análise 

de conteúdo etc., para o estudo relativamente intensivo de um pequeno número 

de unidades, mas geralmente sem o emprego de técnicas probabilísticas de 

amostragem (Tripodi et al (1975 apud MARCONI E LAKATOS, 1990, p.77). 

 

Ainda relacionamos este estudo descritivo ao entender de TRIVIÑOS (1987) 

 

quando ele diz que: 

 

"Os estudos descritivos exigem do pesquisador uma série de informações sobre 

 

o que se deseja pesquisar[...]. O estudo descritivo pretende descrever "com 

exatidão" os fatos e fenômenos de determinada realidade". "A análise 

documental é outro tipo de estudo que fornece ao investigador a possibilidade 

de reunir uma grande quantidade de informações..." “A população e a amostra 

devem ser claramente delimitadas, da mesma maneira, os objetivos do estudo, 

os termos e as variáveis, as hipóteses, as questões de pesquisa etc. 

(TRIVIÑOS, 1987, p.109-112)”. 

Foi criado pela nossa equipe um protocolo de inclusão, onde consta o critério 

 

que o paciente nos procure espontaneamente; em seguida são realizados a anamnese, 

 

histórico de enfermagem, exame físico e evolução, sendo enviada para o médico da 

 

equipe. Após a análise destes dados pelo médico ele nos envia a receita, constando da 

 

dosagem do tratamento e do número de aplicações necessárias. Em seguida, 

 

informamos ao paciente que seu tratamento já pode ser iniciado. Nos casos que 

 

estamos tratando, todos os pacientes estão recebendo 10 ml de sangue, sendo 

 

 

aplicado 5 ml em cada músculo conforme foi explicado anteriormente. Assim iniciamos 

 

o tratamento com 10 ml (coleta) para 5ml e 5 ml (injeções IM), ou seja,10 / 5 / 5. Foi 

organizado um formulário específico, onde o registro da data, local de coleta e 

aplicação e ordem seqüencial do tratamento são descritos de forma agrupada, 

facilitando a sua visualização. Por sua eficácia, este formulário está sendo utilizado em 

outros locais de aplicação de auto hemoterapia, onde o médico desta equipe presta 

assistência. Durante todo o tratamento, o paciente é acompanhado pela equipe e ao 

finalizá-lo, encaminha-se o seu prontuário para o médico, para que este possa analisar 

sua evolução clínica, verificando se este poderá receber alta ou não. Nos casos em que 

os pacientes têm que continuar o tratamento, o médico solicita um intervalo de 

aproximadamente trinta a quarenta e cinco dias. Após este intervalo, o paciente 

continua o tratamento com a nossa equipe de enfermagem. 

No caso do presente estudo, antes de iniciar o tratamento, os pacientes 

assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido (ANEXO F) em seguida 

seguiram o protocolo de inclusão (ANEXO A) corretamente. Foram dez (10) pacientes 

que procuraram nossa equipe para a realização da auto hemoterapia, mas nesta 

pesquisa abordaremos somente cinco destes, devido à relevância dos casos clínicos. 

São eles: 

 

Cliente 1 -M.C.D.J., 56 anos (F), que tinha como queixa principal uma intensa 

dor no quadril. Acreditou muito no tratamento, confiando plenamente na auto 

hemoterapia e na nossa equipe. 

 

Cliente 2 -R.C.P., 77 anos (M). Já realizou cirurgia na vesícula biliar e ate hoje 

sofre as conseqüências desta. Tinha muita dificuldade de permanecer sentado com a 

coluna reta, precisando ficar recostado. Apresentava edema, dor nos membros 

inferiores, artrite, tendinite e bursite. 

 

Cliente 3 -L.M.S.M., 51 anos (F). Iniciou a auto hemoterapia relatando 

apresentar problemas dermatológicos (feridas) por todo o corpo desde pequena. 

 

 

Cliente 4 -J.F.P., 75 anos (F). Apresenta hipotireoidismo, uma `verruga` no dedo 

já tendo indicação cirúrgica e apresenta muita dificuldade de reerguer-se do chão. 

 

Cliente 5 -N.C.F., 69 anos (M). Seqüela de poliomielite nos membros inferiores, 

apresenta dor no nervo ciático e dificuldade para deambular. 

 

Em seguida, apresentamos o protocolo de inclusão elaborado para este estudo: 

 

 

45 

 

PROTOCOLO DE INCLUSÃO DE PACIENTES 

 

PACIENTE PROCURA A 

EQUIPE POR DEMANDA 

EXPONTÂNEA 

 

CONSULTA DE 

ENFERMAGEM 

(ANAMNESE E EXAME 

 

FISICO) 

 

MÉDICO 

 

10ml PARA 5 / 5 

ENFERMEIRO INICIA O 

TRATAMENTO 

ACOMPANHAMENTO 

MÉDICO E DE 

ENFERMAGEM 

RECEITA 

MÉDICO 

ALTA DO PACIENTE 

OU CONTINUIDADE 

 

 

10 – Resultados: 

 

Em seguida, relatamos o Follow-up dos casos, os depoimentos e a revisão 

bibliográfica das patologias dos clientes alvo da pesquisa. 

 

Cada paciente tem seu prontuário, contendo neste uma folha com o seu nome, a 

data do início do tratamento e a data do término. Em seguida vem a ficha de anamnese 

que foi preenchida na primeira consulta e logo depois a receita médica. Antes da ficha 

de evolução do paciente, nossa equipe formulou uma ficha que recebe o nome de 

“Formulário de controle das aplicações”, onde são registradas as datas, a seqüência 

das aplicações, o local da punção, os locais de aplicação e quem realizou o 

procedimento (Anexo E). São anotados na evolução clínica do paciente seus relatos, 

queixas e melhoras, contendo também os resultados de exames, caso tenham 

realizado algum (follow-up). 

 

Iniciamos a seguir o relato dos casos clínicos acompanhados, porém alguns se 

encontram com mais detalhes, pois algumas aplicações não apresentaram fatos 

relevantes para este estudo, por isso não especificamos todas, e sim, somente as mais 

interessantes: 

 

CLIENTE 1 

 

. Em julho de 2006, M.C.D.J (F) – 56 anos, iniciou tratamento. Ela apresentava como 

queixa principal dor no quadril. Paciente já havia realizado esplenectomia e cirurgia de 

amídalas. No primeiro dia de consulta relatou dor no quadril persistente e incomodo na 

garganta, com sensação de `entupimento` ao engolir sentindo um gosto desagradável. 

Relatou também se encontrar muitas vezes confusas tendo sensação de fraqueza. O 

médico prescreveu para ela oito sessões de 10 ml, sendo realizada semanalmente. 

Esta paciente era uma pessoa muito dedicada e confiante no tratamento, por isso trazia 

todos os dias de aplicação o que sentiu durante cada dia após a aplicação da auto 

hemoterapia. 

 

 

1ª aplicação: Paciente relata muita dor no quadril, incômodo na garganta e estar com a 

memória muito ruim. Encontra-se com sono preservado. Nos mostrou um resultado de 

um hemograma que havia sido realizado em 27/06/06 onde apresentava leucócitos 

=4600 mm3 e linfócitos = 50%. Ela irá realizar laringoscopia direta no dia 12/07/06 e 

depois nos mostrará o resultado. Relatou que no dia seguinte ao da aplicação estava 

meio sonolenta pela manhã e com a sensação de que estava com algo parado na 

garganta. Foi ao otorrino e realizou a laringoscopia e não foi detectada nenhuma 

anormalidade, sendo relatado pelo otorrino que esses sintomas podem ser devido a 

uma reação alérgica devido ao tempo frio. No dia seguinte, acordou novamente muito 

fraca, com a voz ficando cada vez mais fraca e o com os olhos lacrimejando e ardendo, 

sua visão estava turva. Na parte da tarde segundo suas anotações, a paciente relata 

uma melhora com relação à fraqueza e a visão. Nos dois dias seguintes, a paciente 

estava tonta e quase não conseguia se movimentar da cintura para baixo, pois se 

sentia travada e fraca. Na manhã seguinte ela continuava fraca, um pouco nervosa e 

ansiosa, sua voz continuava fraca e cansada. A perna esquerda, o quadril e a cabeça 

doíam muito até tomar um relaxante muscular que melhorou as dores. No dia seguinte 

estava se sentindo bem, mais forte e notou melhora na garganta. Só estava sentindo os 

nós no quadril e a pele do rosto meio irritada. 

 

2ª aplicação: No dia da segunda aplicação a paciente já estava se sentindo bem 

melhor, pois estava sem dores e com mais disposição. Não estava apresentando 

alteração na garganta nem na visão. Três dias depois segundo suas anotações, 

amanheceu um pouco tonta e com a vista lacrimejando novamente. No dia seguinte 

ainda apresentava um pouco de ardência e a garganta com a sensação de que estava 

“fechada”. A sensação de engolir e não descer. À noite a cabeça começou a doer e 

logo percebeu que era rinite alérgica. Amanheceu com muita dor de cabeça e nariz 

muito entupido. 

 

 

3ª aplicação: Neste dia relatou melhora da rinite, porém aquela sensação desagradável 

na garganta persistia. Foi no médico (gastroenterologista) onde este solicitou uma 

endoscopia, pois suspeitava de refluxo. 

 

5ª aplicação: Amanheceu bem, porém com um pouco de tontura e fraqueza. Paciente 

relatou que parece que o organismo está reagindo e está sentindo alguns sintomas que 

não sentia antes da aplicação. Teve febre dois dias após a aplicação e foi ao médico, 

onde este relatou que ela estava com faringite. 

 

6ª aplicação: Relata estar muito bem, não sentindo nada de anormal no seu organismo. 

Três dias após a aplicação começou a sentir muita falta de ar e entupimento nasal. Fez 

nebulização. Paciente relata não apresentar hematomas nem dores após a punção e as 

aplicações. 

 

8 ª aplicação: A paciente chegou muito animada e agradecida, trazendo para a nossa 

equipe uma carta, relatando nesta o carinho e agradecimento que tinha por nos. Ela 

quer muito continuar o tratamento, pois relata grandes melhoras; porém o médico pediu 

que desse um intervalo para depois continuar. 

 

Após a oitava aplicação (última) da paciente M.C.D.J, ela nos relatou o que 

achou do tratamento: 

 

"Quando comecei a auto hemoterapia estava apresentando dor no quadril, que 

se estendia pela perna inteira. Essa dor era do tipo câimbra e se `movimentava` 

indo as vezes para a base da coluna lombar. Na primeira sessão já senti alivio 

nas dores, passando estas a ser tipo um sensação de dormência. Hoje estou 

terminando a aplicação em uma serie de oito e vou aguardar uma reavaliação 

do Dr. Manoel, para que ele diga se eu devo continuar o tratamento ou quem 

sabe diminuir a dose, não sei...Mas estou me sentindo muito bem hoje. Da 

sétima aplicação ate hije, eu senti grande melhora e acredito que agora já estou 

no caminho de finalizar este problema, graças a Deus. Obrigada!” 

 

Esplenectomia 

 

É a operação que tem sido feita com mais freqüência na hipertensão porta 

esquistossomótica. Ela tem as seguintes vantagens: elimina o tumor abdominal, corrige 

 

 

imediatamente o hiperesplenismo; cura o infantilismo e outros distúrbios endócrinos, 

melhora o estado geral e, às vezes, as provas de função hepática; baixa a pressão 

porta em cerca de 40%. Todavia, não traz suficiente alívio para a alteração básica que 

é a hipertensão porta, e, por isso, os esplenectomizados podem ter hemorragias 

digestivas, embora se acredite que com menor freqüência. Na verdade, ainda não foi 

feito um estudo comparativo que permitisse analisar com segurança o efeito da 

esplenectomia sobre as hemorragias digestivas. A esplenectomia impede a realização 

posterior de certas anastomoses se o paciente voltar a ter hemorragias. 

 

A CLIENTE 1, era uma pessoa muito dedicada ao tratamento, e todo o dia de 

aplicação ela trazia uma folha com seus relatos de como tinha sido cada dia após 

aquela aplicação ressaltando o que sentia e o que pensava. Após terminar uma sessão 

de oito aplicações, a paciente apresentou grande melhora, tendo mais ânimo, melhora 

das dores e com muita vontade de continuar a auto hemoterapia. 

 

CLIENTE 2 

 

. Em julho de 2006, R.C.P. (M) – 77 anos. Paciente já conhecia a auto hemoterapia, 

pois realizou este tratamento anos atrás. Tem gastrite há 50 anos, e é hipertenso há 

três anos e meio. Relata no passado ter apresentado pontos isquêmicos e devido a isto 

perdeu a sensibilidade e movimentos do lado direito do corpo que recuperou com 

tratamento. Hoje tem algumas dificuldades de movimentos com as pernas, mas o 

restante voltou ao normal. Já realizou cirurgia na vesícula biliar, pois houve 

extravasamento de bile no peritônio. Fez lavagem peritonial, porém não apresentou 

infecção pós-operatória devido a antibioticoterapia. Apresentou aderências pós-cirurgia, 

fez antibioticoterapia intensa e analgesia de duas em duas horas. Atualmente, sofre as 

conseqüências da cirurgia, tem dificuldade de permanecer sentado reto, precisa ficar 

recostado, edema e dor nos membros inferiores que incomodam muito, e restringe 

movimentos. O paciente relatou que o que mais incomoda é a dor no braço direito, 

artrite, tendinite, bursite, gastrite crônica, dor nas pernas, dificuldade de deambular 

devido a dor nas pernas e na coluna, tem `bico de papagaio`, e não agüenta caminhar 

 

mais de dez minutos por dia. O médico prescreveu para ele doze sessões de 10 ml 

semanalmente. 

 

1ª aplicação: Relata após esta ter sentido melhora nas dores, principalmente na perna 

direita. 

 

2ª aplicação: Relatou melhora com relação a artrite e tendinite. Parou de tomar a 

medicação para a coluna desde a primeira aplicação. Mantém o sono controlado desde 

que iniciou o tratamento, acordando mais tranqüilo e animado. Esta tomando cloreto de 

magnésio , sendo que a partir daí iniciou com dores na perna e hipertensão arterial. Foi 

suspenso com o parecer do médico da nossa equipe. 

 

9ª aplicação: Paciente relatou grande melhora com relação a tendinite, bursite, os pés 

não estão mais ficando inchados, não apresenta mais dor no corpo ao acordar, nem 

tonteira e nem disânimo. Encontra-se muito satisfeito com o tratamento relatando 

apresentar uma melhora de 90% desde que iniciou a auto hemoterapia. Relatou pela 

primeira vez que apresentava carcinoma na mão esquerda, segundo seu médico, e já 

tinha indicação cirúrgica, porém este está sumindo. Irá ao médico para confirmar. Não 

queixa dor durante nem após o procedimento, e nem qualquer outro tipo de alteração. 

 

Na sua penúltima aplicação, o CLIENTE 2 nos deu seu relato de como está 

sentindo com a auto hemoterapia, tanto com relação as melhoras quanto as que ainda 

não melhoraram: 

 

"Antigamente eu acordava e levantava, porém não conseguia andar. Tinha que 

ficar em pé um tempo enorme para ter energia para caminhar. Agora hoje não, 

hoje eu me sinto normal. Eu acordo, levanto, já saio andando, acabou o inchaço 

nos pés, a dor nas pernas e no joelho. Melhorou as artrites, tendinite, bursite; só 

a operação que não.” 

 

 

Tendinite e Bursite 

 

São condições inflamatórias que comumente ocorrem no ombro. As bolsas são 

sacos cheios de líquido que impedem o atrito entre as estruturas articulares durante a 

atividade articular. Quando inflamadas, elas se tornam dolorosas. De maneira similar, 

as bainhas tendinosas dos músculos ficam inflamadas com o estiramento repetitivo. A 

inflamação provoca a proliferação da membrana sinovial e a formação de pano, o que 

restringe a movimentação articular. 

 

O CLIENTE 2, é um senhor muito simpático que no início do tratamento não era 

muito de conversar, mas com o passar das aplicações, o paciente encontra-se no 

momento risonho, animado e muito conversado. Acho que nem mesmo o paciente 

imaginava que sua melhora fosse tão grande. 

 

CLIENTE 3 

 

. Em julho de 2006, L.M.S.M. (F) – 51 anos. Paciente procurou nossa equipe por 

relatar que desde pequena tem problemas dermatológicos (feridas) e que tratava com 

ervas, mas até hoje sofre desses problemas, pois não encontrou solução. Teve muitos 

efeitos colaterais com corticosteróides, como: inchaço, coceira, feridas na mão devido a 

coceira. Relata apresentar prurido intenso em todo corpo, irritação, mau humor devido a 

isso. Diz que no período noturno os sintomas pioram, chegando a sentir queimação em 

todo corpo. Os locais onde estas feridas mais se encontram são: na face, nas 

pálpebras, no pescoço, região inguinal e nádegas. Paciente apresenta bronquite 

alérgica, dispnéia esporadicamente com crises leves aos pequenos esforços, é 

hipertensa, apresenta angina pectoris, apresenta osteoporose e artrose. Paciente relata 

já ter realizado quimioterapia, pois já realizou cirurgia para a retirada de dois tumores da 

vista. A ultima vez que foi ao ginecologista, ele solicitou uma USG de pélvis, onde 

mostrou mioma uterino de pequeno tamanho. Foi prescrito para ela oito semanas de 

tratamento, sendo 10 ml semanalmente. 

 

2 ª aplicação: Dificuldade na punção venosa. Paciente queixa estar apresentando muita 

coceira. 

 

3 ª aplicação: Ainda encontra-se com muita coceira. 

 

4 ª aplicação: Paciente relata melhora da coceira na face e estar apresentando mais 

disposição. Não relata hematomas ou outros sinais nos locais de punção e aplicações. 

Queixa de coceira na região cervical, sendo recomendado pela enfermeira da nossa 

equipe banho com chá de camomila. 

 

5 ª aplicação: Está fazendo o banho com chá de camomila, mas a coceira continua na 

região do pescoço principalmente e um pouco menos nas pálpebras e narinas. Não 

sente mais coceira nas mãos nem no abdome depois que iniciou a auto hemoterapia. 

Sua respiração melhorou quase 100%, segundo relato da paciente. Está andando muito 

a pé, o que não fazia antes, e não conseguia “subir ladeira” pois se sentia muito 

cansada. Relata também melhora na vista, sendo pedido para a enfermeira para ela 

continuar observando. 

 

8 ª aplicação: Veio para receber sua última aplicação, relatando melhora na respiração, 

na dermatose crônica (no pescoço e nas pálpebras) e melhora na vista. Encontra-se 

mais animada querendo melhorar mais ainda das “coceiras”. Está muito agradecida 

com a nossa equipe. 

 

Na sua última aplicação de auto hemoterapia, a paciente L.N.F.M. nos relatou os 

resultados que teve com o tratamento: 

 

"Esse tratamento para mim foi muito importante porque eu tinha ido a vários 

médicos e dermatologistas, mas ate agora eu não tinha conseguido uma 

melhora igual a que estou conseguindo agora com a auto hemoterapia. Para 

mim esta sendo muito bom porque eu melhorei quase 80%. Talvez eu continue 

 

o tratamento para ver se melhora mais ainda, mas ate agora foi ótimo. A auto 

hemoterapia não apresentou nenhuma reação local em mim. A única reação 

que eu senti após a aplicação foi um pouco de sonolência, mas isso e normal e 

logo passa. Meu braço não ficou roxo, e como se eu estivesse tomando uma 

injeção comum. Pelo fato de não ter nenhum tipo de reação, isso nos encoraja 

ainda mais.” 

 

Dermatose Crônica 

 

Dermatose crônica, comum, de etiologia desconhecida, caracterizada por 

escamação e vermelhidão, ocorrendo primariamente nas áreas com alta concentração 

de glândulas sebáceas, como couro cabeludo, face, áreas pré-esternais e 

intertriginosas. No couro cabeludo, geralmente aparece primeiramente como manchas 

pequenas de escamas, progredindo para envolver todo o couro cabeludo com 

esfoliação de quantidades excessivas de escamas secas. É muito comum durante a 

infância, aproximadamente 50% dos casos na infância ocorrem antes dos 5 anos de 

idade. 

 

A CLIENTE 3 é uma paciente muito agitada e que procurava uma forma para 

tratar as suas feridas que se encontravam por todo corpo. Ela já havia tentado vários 

tipos de tratamento, porém sem resultados. A paciente já realizou oito aplicações de 

auto hemoterapia, finalizando o tratamento prescrito. Ela encontra-se no período de 

intervalo, mas está querendo muito reiniciar o tratamento. 

 

CLIENTE 4 

 

. No final de julho de 2006, J.F.P. (F) – 75 anos iniciou o tratamento. Ela já conhecia a 

auto hemoterapia, pois já realizou este tratamento há 30 anos. Incomoda-se por não 

conseguir abaixar, pois tem dificuldade de reerguer-se do chão. Realiza exame de 

sangue periodicamente para controle do hipotireoidismo. Diz ser bastante ativa. Já 

realizou histerectomia total há mais ou menos 20 anos, pois apresentava mioma. 

Paciente relata ter osteoporose e ter tido lesão no menisco e ficou com seqüela, não 

conseguindo agachar. Faz tratamento para o hipotireoidismo e reposição hormonal. Foi 

prescrito para ela doze semanas de tratamento sendo aplicado 10 ml. 

1ª aplicação: Relatou melhora de dor na perna e sob o calcanhar. Nos mostrou a 

`verruga` que tinha no dedo com indicação cirúrgica. Estava resfriada. 

 

 

3ª aplicação: A `verruga` começou a cair. Melhora das dores nos membros inferiores e 

do resfriado. 

 

4ª aplicação: Muito satisfeita, a paciente nos mostrou que a ` verruga` caiu. Encontra-se 

cada dia mais animada e satisfeita com o tratamento. Relata não apresentar 

hematomas após a punção e as aplicações. 

 

8ª aplicação: Relatou melhoras das dores no joelho e no calcâneo. Realizou a punção 

de um gânglio, dizendo que irá trazer o resultado na próxima consulta; porém o médico 

ao palpar disse para ela: `Como assim? Esta morto?` Relatou a paciente. 

 

Após a terceira aplicação de auto hemoterapia a paciente nos relatou o que 

estava achando do tratamento e se apresentou alguma melhora” 

 

"Essa dor no joelho parece que refletia no calcanhar e que qualquer calcado 

que eu usasse estava me incomodando muito. A partir da segunda aplicação, 

os problemas sumiram, e eu também tinha uma `verruga` no dedo médio que já 

tinha indicação cirúrgica onde o médico me relatou que teria que dar uns 

pontinhos.” 

 

Hipotireoidismo 

 

O hipotireoidismo é uma síndrome clínica resultante de uma produção ou ação 

deficiente de hormônios tireoidianos, resultando eu uma lentificação generalizada de 

processos metabólicos. Esta patologia resulta de níveis subótimos de hormônio 

tireóideo. A deficiência tireóidea pode afetar todas as funções orgânicas e variar desde 

as formas brandas, subclínicas, até o mixedema, uma forma avançada. A causa mais 

comum de hipotireoidismo em adultos é a tireoidite auto-imune, na qual o sistema 

imunológico ataca a glândula tireóide (Streff & Pachucki – Hyde, 1996). 

 

 

Osteoporose 

 

A osteoporose é uma doença que ameaça mais de 28 milhões de norte- 

americanos (National Osteoporosis Foundation, 1997). O distúrbio caracteriza-se por 

uma redução da massa óssea total e por uma alteração na estrutura óssea, a qual 

aumenta a suscetibilidade à fratura. O turnover ósseo homeostático normal se modifica; 

a velocidade de reabsorção é maior que a sua velocidade de formação, resultando em 

massa óssea total reduzida. Com a osteoporose, os ossos tornam-se cada vez mais 

porosos, quebradiços e frágeis; eles fraturam-se com maior facilidade sob estresses 

que não quebrariam o osso normal. Com freqüência a osteoporose resulta em fraturas 

por compressão das partes torácica e lombar da coluna vertebral, fraturas da região do 

colo intertrocantérica do fêmur e fraturas de Colles do punho. As múltiplas fraturas das 

vértebras por compressão resultam em deformidade esquelética. A osteoporose é um 

distúrbio dispendioso, não apenas em termos de gasto com cuidado de saúde, como 

também com relação ao sofrimento humano, dor, incapacidade, fratura e morte 

(GUEDES, 2006). 

 

A CLIENTE 4 é uma senhora muito educada e carinhosa, que tenta de toda 

forma agradar nossa equipe, seja com o seu sorriso ou com doces palavras. Desde o 

início de seu tratamento, a paciente estava muito segura, tendo assim muita confiança 

na auto hemoterapia e na nossa equipe. Hoje ela já obteve grandes melhoras nas suas 

dores e no seu estado de saúde de um modo geral. 

 

CLIENTE 5 

 

. Em agosto de 2006, N.C.F. (M) – 69 anos. Paciente ficou sabendo da auto 

hemoterapia através do DVD, procurando assim nossa equipe.Teve paralisia infantil 

aos 4 meses de idades.Relata ter seqüela de poliomielite nos membros inferiores, 

principalmente no MIE; e no membro superior esquerdo. Apresenta dificuldade de 

deambular devido a esta dor, e apresenta muita dor no ciático. Aos 9 anos realizou 

 

cirurgia de reconstituição dos membros inferiores devido a poliomielite e em 1995 

realizou cirurgia de próstata. 

 

1 ª aplicação: Paciente queixa fortes dores nas pernas e na região coccígena. Foi ao 

médico, onde ente solicitou vários exames (sangue e urina), onde no resultado 

constava infecção urinária. Iniciou o tratamento com o antibiótico prescrito pelo médico, 

porém começou a sentir muita falta de apetite e de energia. Por esse motivo parou o 

tratamento pela metade, faltando toar metade da cartela de antibiótico. Encontra-se 

animado e confiante com a auto hemoterapia. 

 

2 ª aplicação: Relata continuar com as dores nas pernas e muito cansaço. Foi no 

cardiologista onde realizou exames não constatando nenhuma anormalidade, com 

exceção do pulmão, que estava apresentando um princípio de edema (paciente 

tabagista). Está tomando um xarope e um anti-inflamatório. Diz estar muito confiante 

com o tratamento. Paciente relata não sentir dores durante o tratamento, nem no 

momento da punção e nem durante e após as aplicações. Relata a ausência de 

hematomas. 

 

3 ª aplicação: Paciente relata estar se sentindo melhor, havendo diminuição das 

câimbras e das dores nas pernas. Realizou exame de sangue, onde constou que está 

apresentando anemia. 

 

7 ª aplicação: Assim que o paciente chegou, já estava percebendo grande melhora, 

mas não comentamos nada, e deixamos que ele nos relatasse. Ele disse que havia 

melhorado seu apetite, sua disposição (para andar, e para tudo de maneira geral), 

grande diminuição das dores no quadril e o desaparecimento das dores nas pernas. 

 

Após a terceira aplicação o paciente N.C.F nos relatou o que estava achando da auto 

hemoterapia: 

 

 

"Eu ainda sinto um pouco de dor perto do nervo ciático, mas o resto da dor nas 

pernas que eu sentia já melhoraram bastante. As câimbras que eu sentia 

durante a noite já melhoraram 90% e o esfriamento nas pontas dos pés 

também.” 

 

O CLIENTE 5 teve excelentes resultados. Para nossa equipe e seus familiares 

que o acompanharam durante o tratamento só de olhar já percebemos grandes 

melhoras. Encontra-se mais bem disposto, com melhoras das dores e dos esfriamentos 

que sentia nos pés. A dor que apresentava no nervo ciático não está mais presente em 

sua vida, dando assim para ele mais satisfação em realizar suas atividades. 

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS 

 

A partir deste estudo, pioneiro quanto à participação direta e efetiva do 

enfermeiro em todo o processo da auto hemoterapia, evidenciamos sua importância 

como profissional que responde diretamente pela aplicação e acompanhamento da 

terapia proposta pelo médico, formando com este um vínculo profissional, onde se 

observa uma relação equilibrada, de respeito mutuo pelo trabalho desenvolvido por 

ambos os profissionais. Isto vem demonstrar que uma vez que o enfermeiro tenha 

conhecimento e habilidades compatíveis à sua formação e qualificação profissional, 

nada impede que o trabalho em equipe possa ser desenvolvido com sucesso, sendo 

neste caso o paciente o mais beneficiado. 

 

Quanto ao método da auto hemoterapia, esta experiência demonstrou ser o 

mesmo, efetivo, em vista dos relatos dos próprios pacientes, sobre as melhoras de seus 

quadros clínicos. 

 

Ressaltamos neste estudo, o desaparecimento de verrugas após a 3ª aplicação; 

da grande melhora das dermatoses crônicas, desaparecendo quase todas; a melhora 

com relação ao estado de ânimo e o desaparecimento de dores. Pacientes que não 

conseguiam caminhar dez minutos, hoje estão realizando caminhadas diariamente. 

Quanto à melhoria no estado de ânimo, execução de atividades físicas, e cessação de 

dores, verificamos ser este relato uma unanimidade entre os clientes atendidos e 

relatavam isto com tamanha intensidade, expressando seu contentamento com o fato. 

Foi também muito interessante observar o relato por mais de um deles sobre a melhora 

da sua acuidade visual durante o tratamento, fato este que nos impulsiona a questionar 

sobre a eficácia desse método na ajuda a pessoas com deficiências visuais, 

necessitando de estudos posteriores que venham a comprovar isto. 

 

Esperamos ter contribuído com este estudo para ressaltar a eficácia e 

importância da auto hemoterapia e o papel do enfermeiro, porém, nossas pesquisas 

terão prosseguimento, estando previsto para o próximo semestre letivo, a sedimentação 

 

 

de exames de dosagem de monócitos em amostras de sangue do novo grupo de 

pacientes que iniciaram a auto hemoterapia. Com isso pretendemos evoluir cada vez 

mais este processo, como enfermeiras pioneiras na participação efetiva junto aos 

pacientes e no acompanhamento de seus progressos com o método da auto 

hemoterapia. Por ser eficaz e de baixo custo, a auto hemoterapia torna-se viável. Sua 

aplicação e adoção podem ser feitas por todos aqueles que de livre e espontânea 

vontade procurem este método terapêutico, entretanto, ressaltamos a importância de 

acompanhamento médico e de enfermagem durante todo o seu percurso de forma a 

garantir o sucesso do tratamento. 

 

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

 

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Janeiro; Guanabara Koogan, 1998. 

• BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n.197 de 03/05/2006. Aprova a Política 

Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema 

Único de Saúde. 

• BRUNNER / SUDDARTH. Tratado de Enfermagem Médico -Cirúrgica. 9ª ed. 

RJ: Guanabara Koogan. 2002. 

• COREN – SP. Resolução COFEN 306/2006 normatiza a atuação do 

Enfermeiro em Hemoterapia ; julho / agosto de 2006 nº 64. 

• DOAN.T, MELVOLD.R e WALTENBAUGH C., Imunologia Médica Essencial. 

Rio de Janeiro: Guanabara Koogan 2006. 

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educational and environmental approach (2 nd ed.).Palo Alto, CA: Mayfield 

Publishing. 

• GEOVANINI, Telma. Dicionário de Termos. São Paulo: Ed. Escolar, 2006. 

 

• GEOVANINI, Telma. Manual de Curativos. São Paulo: Ed. Corpus, 2006. 

• GUEDES,E. P.; MOREIRA,R.O.;BENCHIMOL,A.K. (2006) Endocrinologia. 

Editora Rubio, Rio de Janeiro, 2006. 

• LICHTMAN, Abul R. Imunologia cellular e molecular. RJ: Elsevier,2002. 

• MARCONI, Marina de A.; LAKATOS, Eva Maria. Técnicas de pesquisa. 2.ed. 

São Paulo: Atlas, 1990. 

• MINISTERIO DA SAUDE, Manual Brasileiro de Acreditacao Hospitalar, Brasília, 

Editora MS,2002. 

• MOURA, Luiz. Auto Hemoterapia, multimídia DVD, 2006. 

• NASPITZ, Charles. Alergia, imunologia e reumatologia. SP: Manole, 2005. 

• STREFF, M. M., & PACHUCKI – HYDE, L. C. (1996). Management of the 

patient with thyroid disease. Nursing Clinics of North America. 

• TEIXEIRA, Jesse. Contribuição a’ sua Prophylaxia. Revista Brasil – Cirúrgico, 

Março de 1940. 

• TRIVIÑOS, Augusto N. S. Introdução à pesquisa em ciências sociais.A 

pesquisa qualitativa em educação. São Paulo: Atlas, 1987. 

• TORRES, Maricy Morbin; “Punção venosa periférica: avaliação do 

desempenho dos profissionais de enfermagem de um hospital geral do 

interior de São Paulo”. Dissertação de mestrado .2003. 

 

• VERONESI, Ricardo; FOCACCIA, Roberto (Ed.). Tratado de infectologia. 2. ed. 

São Paulo, 2002.v.1 e v.2. 

• VERONESI, Ricardo. Imunoterapia: o impacto médico do século. Revista 

Medicina de Hoje – Março de 1976. 

• Artigo sobre auto hemoterapia pesquisado no portal: 

http://www.medicinacomplentar.com.br 

(http://www.medicinacomplementar.com.br/biblioteca_doencas_autohemoterapia. 

asp). Data: 27/09/06. Horário: 16:00h. 

 

• Artigo sobre auto hemoterapia pesquisado no portal: http://www.wikipedia.org 

(http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome do Ov%C3%A1rio 

Polic%C3Adstico) Data: 09/10/06. Horário: 18:10h. 

• Artigo sobre doença de Crohn pesquisado no portal: http://www.wikipedia.org 

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Doen%C3%A7a de Crohn) Data: 09/10/06 

Horário: 18:25h. 

• Artigo sobre Miastenia gravis pesquisado no portal: http://www.wikipedia.org 

(http://wikipedia.org/wiki/Miastenia_gravis) Data: 09/10/06. Horário: 18:30h. 

• Artigo sobre Dermatite seborréica no portal: http://www.google.com.br 

(www.google.pt for 'Dermatite seborréica)' 

 

MEDLINE (MeSH) Data: 

12/10/06. Horário: 09:00h. 

 

• Panfleto da Scleroderma Foundation, elaborado com o auxílio da Dra. 

Maureen D. Mayes (Wayne State University,Detroit – EUA) Data: 12/10/06. 

Horário: 10:00h. 

 

• Resolução COFEN 200 pesquisada no portal: http://www.google.com.br 

(http://www.hemonline.com.br/rcofem200.htm) Data: 26/10/06 Horário: 18:00h 

• Portaria nº 971 pesquisada no portal: http://www.google.com.br 

(http://www.in.gov.br/materias/xml/do/secao1/2117398.xml)Data:26/10/06 

Horário: 19:00h 

 

ANEXO A – Protocolo de inclusão dos pacientes 

 

 

65 

 

ANEXO B – Portaria nº 971 de 03 de maio de 2006 

 

Edição Número 84 de 04/05/2006 

Ministério da Saúde Gabinete do Ministro 

 

PORTARIA Nº 971, DE 3 DE MAIO DE 2006 

 

Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema 

Único de Saúde. 

 

O MINISTRO DE ESTADO DA SAÚDE, INTERINO, no uso da atribuição que lhe confere o 

art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, e 

 

Considerando o disposto no inciso II do art. 198 da Constituição Federal, que dispõe sobre a 

integralidade da atenção como diretriz do SUS; 

 

Considerando o parágrafo único do art. 3º da Lei nº 8.080/90, que diz respeito às ações destinadas 

a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social, como fatores 

determinantes e condicionantes da saúde; 

 

Considerando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem estimulando o uso da Medicina 

Tradicional/Medicina Complementar/Alternativa nos sistemas de saúde de forma integrada às 

técnicas da medicina ocidental modernas e que em seu documento "Estratégia da OMS sobre 

Medicina Tradicional 2002-2005" preconiza o desenvolvimento de políticas observando os 

requisitos de segurança, eficácia, qualidade, uso racional e acesso; 

 

Considerando que o Ministério da Saúde entende que as Práticas Integrativas e Complementares 

compreendem o universo de abordagens denominado pela OMS de Medicina Tradicional e 

Complementar/Alternativa -MT/MCA; 

 

Considerando que a Acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde, inserida na Medicina 

Tradicional Chinesa (MTC), sistema médico complexo, que aborda de modo integral e dinâmico 

 

o processo saúde-doença no ser humano, podendo ser usada isolada ou de forma integrada com 

outros recursos terapêuticos, e que a MTC também dispõe de práticas corporais complementares 

que se constituem em ações de promoção e recuperação da saúde e prevenção de doenças; 

Considerando que a Homeopatia é um sistema médico complexo de abordagem integral e 

dinâmica do processo saúde-doença, com ações no campo da prevenção de agravos, promoção e 

recuperação da saúde; 

 

 

Considerando que a Fitoterapia é um recurso terapêutico caracterizado pelo uso de plantas 

medicinais em suas diferentes formas farmacêuticas e que tal abordagem incentiva o 

desenvolvimento comunitário, a solidariedade e a participação social; 

 

Considerando que o Termalismo Social/Crenoterapia constituem uma abordagem reconhecida de 

indicação e uso de águas minerais de maneira complementar aos demais tratamentos de saúde e 

que nosso País dispõe de recursos naturais e humanos ideais ao seu desenvolvimento no Sistema 

Único de Saúde (SUS); e 

 

Considerando que a melhoria dos serviços, o aumento da resolutividade e o incremento de 

diferentes abordagens configuram, assim, prioridade do Ministério da Saúde, tornando 

disponíveis opções preventivas e terapêuticas aos usuários do SUS e, por conseguinte, 

aumentando o acesso, resolve: 

 

Art. 1º Aprovar, na forma do Anexo a esta Portaria, a Política Nacional de Práticas Integrativas e 

Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. 

 

Parágrafo único. Esta Política, de caráter nacional, recomenda a adoção pelas Secretarias de 

Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da implantação e implementação das 

ações e serviços relativos às Práticas Integrativas e Complementares. 

 

Art. 2º Definir que os órgãos e entidades do Ministério da Saúde, cujas ações se relacionem com 

 

o tema da Política ora aprovada, devam promover a elaboração ou a readequação de seus planos, 

programas, projetos e atividades, na conformidade das diretrizes e responsabilidades nela 

estabelecidas. 

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 

 

JOSÉ AGENOR ÁLVARES DA SILVA 

 

ANEXO 

 

Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde -SUS 

PNPIC 

 

1. INTRODUÇÃO 

O campo das Práticas Integrativas e Complementares contempla sistemas médicos complexos e 

recursos terapêuticos, os quais são também denominados pela Organização Mundial da Saúde 

(OMS) de medicina tradicional e complementar/alternativa (MT/MCA), conforme WHO, 2002. 

Tais sistemas e recursos envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de 

prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com 

ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser 

humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas 

abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúdedoença e a promoção 

global do cuidado humano, especialmente do autocuidado. 

 

 

No final da década de 70, a OMS criou o Programa de Medicina Tradicional, objetivando a 

formulação de políticas na área. Desde então, em vários comunicados e resoluções, a OMS 

expressa o seu compromisso em incentivar os Estados-Membros a formularem e implementarem 

políticas públicas para uso racional e integrado da MT/MCA nos sistemas nacionais de atenção à 

saúde, bem como para o desenvolvimento de estudos científicos para melhor conhecimento de 

sua segurança, eficácia e qualidade. O documento "Estratégia da OMS sobre Medicina 

Tradicional 2002-2005" reafirma o desenvolvimento desses princípios. 

 

No Brasil, a legitimação e a institucionalização dessas abordagens de atenção à saúde iniciou-se a 

partir da década de 80, principalmente após a criação do SUS. Com a descentralização e a 

participação popular, os estados e os municípios ganharam maior autonomia na definição de suas 

políticas e ações em saúde, vindo a implantar as experiências pioneiras. 

 

Alguns eventos e documentos merecem destaque na regulamentação e tentativas de construção da 

política: 

 

-1985 -celebração de convênio entre o Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência 

Social (Inamps), a Fiocruz, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro e o Instituto 

Hahnemaniano do Brasil, com o intuito de institucionalizar a assistência homeopática na rede 

publica de saúde; 

 

-1986 -8ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), considerada também um marco para a oferta 

das Práticas Integrativas e Complementares no sistema de saúde do Brasil, visto que, 

impulsionada pela Reforma Sanitária, deliberou em seu relatório final pela "introdução de 

práticas alternativas de assistência à saúde no âmbito dos serviços de saúde, possibilitando ao 

usuário o acesso democrático de escolher a terapêutica preferida"; 

 

-1988 -resoluções da Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (Ciplan) nºs 4, 

5, 6, 7 e 8/88, que fixaram normas e diretrizes para o atendimento em homeopatia, acupuntura, 

termalismo, técnicas alternativas de saúde mental e fitoterapia; 

 

-1995 -instituição do Grupo Assessor Técnico-Científico em Medicinas Não-Convencionais, por 

meio da Portaria nº 2543/GM, de 14 de dezembro de 1995, editada pela então Secretaria Nacional 

de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde; 

 

-1996 -10ª Conferência Nacional de Saúde que, em seu relatório final, aprovou a "incorporação 

ao SUS, em todo o País, de práticas de saúde como a fitoterapia, acupuntura e homeopatia, 

contemplando as terapias alternativas e práticas populares"; 

 

-1999 -inclusão das consultas médicas em homeopatia e acupuntura na tabela de procedimentos 

do SIA/SUS (Portaria nº 1230/GM de outubro de 1999); 

 

-2000 -11ª Conferência Nacional de Saúde que recomenda "incorporar na atenção básica: Rede 

PSF e PACS práticas não convencionais de terapêutica como acupuntura e homeopatia"; 

 

-2001 -1ª Conferência Nacional de Vigilância Sanitária; 

 

 

-2003 -constituição de Grupo de Trabalho no Ministério da Saúde com o objetivo de elaborar a 

Política Nacional de Medicina Natural e Práticas Complementares (PMNPC ou apenas MNPC) 

no SUS (atual PNPIC); 

 

2003 -Relatório da 1ª Conferência Nacional de Assistência Farmacêutica, que enfatiza a 

importância de ampliação do acesso aos medicamentos fitoterápicos e homeopáticos no SUS; 

 

-2003 -Relatório Final da 12ª CNS que delibera pela efetiva inclusão da MNPC no SUS (atual 

Práticas Integrativas e Complementares). 

 

2004 -2ª Conferência Nacional de Ciência Tecnologia e Inovações em Saúde à MNPC (atual 

Práticas Integrativas e Complementares) que foi incluída como nicho estratégico de pesquisa 

dentro da Agenda Nacional de Prioridades em Pesquisa; 

 

-2005 -Decreto Presidencial de 17 de fevereiro de 2005, que cria o Grupo de Trabalho para 

elaboração da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos; e 

 

-2005 -Relatório Final do Seminário "Águas Minerais do Brasil", em outubro, que indica a 

constituição de projeto piloto de T ermalismo Social no SUS. 

 

Levantamento realizado junto a Estados e municípios em 2004, mostrou a estruturação de 

algumas dessas práticas contempladas na política em 26 Estados, num total de 19 capitais e 232 

municípios. 

 

Esta política, portanto, atende às diretrizes da OMS e visa avançar na institucionalização das 

Práticas Integrativas e Complementares no âmbito do SUS. 

 

1.1. MEDICINA TRADICIONAL CHINESA-ACUPUNTURA 

A Medicina Tradicional Chinesa caracteriza-se por um sistema médico integral, originado há 

milhares de anos na China. Utiliza linguagem que retrata simbolicamente as leis da natureza e 

que valoriza a inter-relação harmônica entre as partes visando à integridade. Como fundamento, 

aponta a teoria do Yin-Yang, divisão do mundo em duas forças ou princípios fundamentais, 

interpretando todos os fenômenos em opostos complementares. O objetivo desse conhecimento é 

obter meios de equilibrar essa dualidade. Também inclui a teoria dos cinco movimentos que 

atribui a todas as coisas e fenômenos, na natureza, assim como no corpo, uma das cinco energias 

(madeira, fogo, terra, metal, água). Utiliza como elementos a anamnese, palpação do pulso, 

observação da face e da língua em suas várias modalidades de tratamento (acupuntura, plantas 

medicinais, dietoterapia, práticas corporais e mentais). 

 

A acupuntura é uma tecnologia de intervenção em saúde que aborda de modo integral e dinâmico 

 

o processo saúde-doença no ser humano, podendo ser usada isolada ou de forma integrada com 

outros recursos terapêuticos. Originária da medicina tradicional chinesa (MTC), a acupuntura 

compreende um conjunto de procedimentos que permitem o estímulo preciso de locais 

anatômicos definidos por meio da inserção de agulhas filiformes metálicas para promoção, 

manutenção e recuperação da saúde, bem como para prevenção de agravos e doenças. 

 

Achados arqueológicos permitem supor que essa fonte de conhecimento remonta há pelo menos 

3000 anos. A denominação chinesa zhen jiu, que significa agulha (zhen) e calor (jiu), foi 

adaptada nos relatos trazidos pelos jesuítas no século XVII, resultando no vocábulo acupuntura 

(derivado das palavras latinas acus, agulha, e punctio, punção). O efeito terapêutico da 

estimulação de zonas neurorreativas ou "pontos de acupuntura" foi, a princípio, descrito e 

explicado numa linguagem de época, simbólica e analógica, consoante com a filosofia clássica 

chinesa. 

 

No ocidente, a partir da segunda metade do século XX, a acupuntura foi assimilada pela medicina 

contemporânea, e graças às pesquisas científicas empreendidas em diversos países tanto do 

oriente como do ocidente, seus efeitos terapêuticos foram reconhecidos e têm sido 

paulatinamente explicados em trabalhos científicos publicados em respeitadas revistas científicas. 

Admite-se, atualmente, que a estimulação de pontos de acupuntura provoca a liberação, no 

sistema nervoso central, de neurotransmissores e outras substâncias responsáveis pelas respostas 

de promoção de analgesia, restauração de funções orgânicas e modulação imunitária. 

 

A OMS recomenda a acupuntura aos seus Estados-Membros, tendo produzido várias publicações 

sobre sua eficácia e segurança, capacitação de profissionais, bem como métodos de pesquisa e 

avaliação dos resultados terapêuticos das medicinas complementares e tradicionais. O consenso 

do National Institutes of Health dos Estados Unidos referendou a indicação da acupuntura, de 

forma isolada ou como coadjuvante, em várias doenças e agravos à saúde, tais como odontalgias 

pós-operatórias, náuseas e vômitos pós-quimioterapia ou cirurgia em adultos, dependências 

químicas, reabilitação após acidentes vasculares cerebrais, dismenorréia, cefaléia, epicondilite, 

fibromialgia, dor miofascial, osteoartrite, lombalgias e asma, entre outras. 

 

A MTC inclui ainda práticas corporais (lian gong, chi gong, tuina, tai-chi-chuan); práticas 

mentais (meditação); orientação alimentar; e o uso de plantas medicinais (fitoterapia tradicional 

chinesa), relacionadas à prevenção de agravos e de doenças, a promoção e à recuperação da 

saúde. 

 

No Brasil, a acupuntura foi introduzida há cerca de 40 anos. Em 1988, por meio da Resolução nº 

5/88, da Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (Ciplan), teve suas normas 

fixadas para atendimento nos serviços públicos de saúde. 

 

Vários conselhos de profissões da saúde regulamentadas reconhecem a acupuntura como 

especialidade em nosso país, e os cursos de formação encontram-se disponíveis em diversas 

unidades federadas. 

 

Em 1999, o Ministério da Saúde inseriu na tabela Sistema de Informações Ambulatoriais 

(SIA/SUS) do Sistema Único de Saúde a consulta médica em acupuntura (código 0701234), o 

que permitiu acompanhar a evolução das consultas por região e em todo o País. Dados desse 

sistema demonstram um crescimento de consultas médicas em acupuntura em todas as regiões. 

Em 2003, foram 181.983 consultas, com uma maior concentração de médicos acupunturistas na 

Região Sudeste (213 dos 376 cadastrados no sistema). 

 

 

De acordo com o diagnóstico da inserção da MNPC nos serviços prestados pelo SUS e os dados 

do SIA/SUS, verifica-se que a puntura está presente em 19 estados, distribuída em 107 

municípios, sendo 17 capitais. 

 

Diante do exposto, é necessário repensar, à luz do modelo de atenção proposto pelo Ministério, a 

inserção dessa prática no SUS, considerando a necessidade de aumento de sua capilaridade para 

garantir o princípio da universalidade. 

 

1.2. HOMEOPATIA 

A homeopatia, sistema médico complexo de caráter holístico, baseada no princípio vitalista e no 

uso da lei dos semelhantes foi enunciada por Hipócrates no século IV a.C. Foi desenvolvida por 

Samuel Hahnemann no século XVIII. Após estudos e reflexões baseados na observação clínica e 

em experimentos realizados na época, Hahnemann sistematizou os princípios filosóficos e 

doutrinários da homeopatia em suas obras Organon da Arte de Curar e Doenças Crônicas. A 

partir daí, essa racionalidade médica experimentou grande expansão por várias regiões do mundo, 

estando hoje firmemente implantada em diversos países da Europa, das Américas e da Ásia. No 

Brasil, a homeopatia foi introduzida por Benoit Mure, em 1840, tornando-se uma nova opção de 

tratamento. 

 

Em 1979, é fundada a Associação Médica Homeopática Brasileira (AMHB); em 1980, a 

homeopatia é reconhecida como especialidade médica pelo Conselho Federal de Medicina 

(Resolução nº 1000); em 1990, é criada a Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas 

(ABFH); em 1992, é reconhecida como especialidade farmacêutica pelo Conselho Federal de 

Farmácia (Resolução nº 232); em 1993, é criada a Associação Médico-Veterinária Homeopática 

Brasileira (AMVHB); e em 2000, é reconhecida como especialidade pelo Conselho Federal de 

Medicina Veterinária (Resolução nº 622). 

 

A partir da década de 80, alguns Estados e municípios brasileiros começaram a oferecer o 

atendimento homeopático como especialidade médica aos usuários dos serviços públicos de 

saúde, porém como iniciativas isoladas e, às vezes, descontinuadas, por falta de uma política 

nacional. Em 1988, pela Resolução nº 4/88, a Ciplan fixou normas para atendimento em 

homeopatia nos serviços públicos de saúde e, em 1999, o Ministério da Saúde inseriu na tabela 

SIA/SUS a consulta médica em homeopatia. 

 

Com a criação do SUS e a descentralização da gestão, foi ampliada a oferta de atendimento 

homeopático. Esse avanço pode ser observado no número de consultas em homeopatia que, desde 

sua inserção como procedimento na tabela do SIA/SUS, vem apresentando crescimento anual em 

torno de 10%. No ano de 2003, o sistema de informação do SUS e os dados do diagnóstico 

realizado pelo Ministério da Saúde em 2004 revelam que a homeopatia está presente na rede 

pública de saúde em 20 unidades da Federação, 16 capitais, 158 municípios, contando com 

registro de 457 profissionais médicos homeopatas. 

 

Está presente em pelo menos 10 universidades públicas, em atividades de ensino, pesquisa ou 

assistência, e conta com cursos de formação de especialistas em homeopatia em 12 unidades da 

Federação. Conta ainda com a formação do médico homeopata aprovada pela Comissão Nacional 

de Residência Médica. 

 

 

Embora venha ocorrendo aumento da oferta de serviços, a assistência farmacêutica em 

homeopatia não acompanha essa tendência. Conforme levantamento da AMHB, realizado em 

2000, apenas 30% dos serviços de homeopatia da rede SUS forneciam medicamento 

homeopático. Dados do levantamento realizado pelo Ministério da Saúde, em 2004, revelam que 

apenas 9,6% dos municípios que informaram ofertar serviços de homeopatia possuem farmácia 

pública de manipulação. 

 

A implementação da homeopatia no SUS representa uma portante estratégia para a construção de 

um modelo de atenção centrado na saúde uma vez que: 

 

-recoloca o sujeito no centro do paradigma da atenção, compreendendo-o nas dimensões física, 

psicológica, social e cultural. Na homeopatia o adoecimento é a expressão da ruptura da 

harmonia dessas diferentes dimensões. Dessa forma, essa concepção contribui para o 

fortalecimento da integralidade da atenção à saúde; 

 

-fortalece a relação médico-paciente como um dos elementos fundamentais da terapêutica, 

promovendo a humanização na atenção, estimulando o autocuidado e a autonomia do indivíduo; 

 

-atua em diversas situações clínicas do adoecimento como, por exemplo, nas doenças crônicas 

não-transmissíveis, nas doenças respiratórias e alérgicas, nos transtornos psicossomáticos, 

reduzindo a demanda por intervenções hospitalares e emergenciais, contribuindo para a melhoria 

da qualidade de vida dos usuários; e 

 

-contribui para o uso racional de medicamentos, podendo reduzir a fármaco-dependência; 

 

Em 2004, com o objetivo de estabelecer processo participativo de discussão das diretrizes gerais 

da homeopatia, que serviram de subsídio à formulação da presente Política Nacional, foi 

realizado pelo Ministério da Saúde o 1º Fórum Nacional de Homeopatia, intitulado "A 

Homeopatia que queremos implantar no SUS". Reuniu profissionais; Secretarias Municipais e 

Estaduais de Saúde; Universidades Públicas; Associação de Usuários de Homeopatia no SUS; 

entidades homeopáticas nacionais representativas; Conselho Nacional de Secretários Municipais 

de Saúde (Conasems); Conselhos Federais de Farmácia e de Medicina; Liga Médica 

Homeopática Internacional (LMHI), entidade médica homeopática internacional, e representantes 

do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (ANVISA). 

 

1.3. PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA 

A fitoterapia é uma "terapêutica caracterizada pelo uso de plantas medicinais em suas diferentes 

formas farmacêuticas, sem a utilização de substâncias ativas isoladas, ainda que de origem 

vegetal". O uso de plantas medicinais na arte de curar é uma forma de tratamento de origens 

muito antigas, relacionada aos primórdios da medicina e fundamentada no acúmulo de 

informações por sucessivas gerações. Ao longo dos séculos, produtos de origem vegetal 

constituíram as bases para tratamento de diferentes doenças. 

 

Desde a Declaração de Alma-Ata, em 1978, a OMS tem expressado a sua posição a respeito da 

necessidade de valorizar a utilização de plantas medicinais no âmbito sanitário, tendo em conta 

 

 

que 80% da população mundial utiliza essas plantas ou preparações destas no que se refere à 

atenção primária de saúde. Ao lado disso, destaca-se a participação dos países em 

desenvolvimento nesse processo, já que possuem 67% das espécies vegetais do mundo. 

 

O Brasil possui grande potencial para o desenvolvimento dessa terapêutica, como a maior 

diversidade vegetal do mundo, ampla sociodiversidade, uso de plantas medicinais vinculado ao 

conhecimento tradicional e tecnologia para validar cientificamente esse conhecimento. 

 

O interesse popular e institucional vem crescendo no sentido de fortalecer a fitoterapia no SUS. A 

partir da década de 80, diversos documentos foram elaborados, enfatizando a introdução de 

plantas medicinais e fitoterápicos na atenção básica no sistema público, entre os quais se 

destacam: 

 

-a Resolução Ciplan nº 8/88, que regulamenta a implantação da fitoterapia nos serviços de saúde 

e cria procedimentos e rotinas relativas a sua prática nas unidades assistenciais médicas; 

 

-o Relatório da 10 a Conferência Nacional de Saúde, realizada em 1996, que aponta no item 

 

286.12: "incorporar no SUS, em todo o País, as práticas de saúde como a fitoterapia, acupuntura e 

homeopatia, contemplando as terapias alternativas e práticas populares" e, no item 351.10: "o 

Ministério da Saúde deve incentivar a fitoterapia na assistência farmacêutica pública e elaborar 

normas para sua utilização, amplamente discutidas com os trabalhadores em saúde e 

especialistas, nas cidades onde existir maior participação popular, com gestores mais empenhados 

com a questão da cidadania e dos movimentos populares"; 

a Portaria nº 3916/98, que aprova a Política Nacional de Medicamentos, a qual estabelece, no 

âmbito de suas diretrizes para o desenvolvimento científico e tecnológico: "...deverá ser 

continuado e expandido o apoio às pesquisas que visem ao aproveitamento do potencial 

terapêutico da flora e fauna nacionais, enfatizando a certificação de suas propriedades 

medicamentosas"; 

 

-o Relatório do Seminário Nacional de Plantas Medicinais, Fitoterápicos e Assistência 

Farmacêutica, realizado em 2003, que entre as suas recomendações, contempla: "integrar no 

Sistema Único de Saúde o uso de plantas medicinais e medicamentos fitoterápicos"; 

 

-o Relatório da 12ª Conferência Nacional de Saúde, realizada em 2003, que aponta a necessidade 

de se "investir na pesquisa e desenvolvimento de tecnologia para produção de medicamentos 

homeopáticos e da flora brasileira, favorecendo a produção nacional e a implantação de 

programas para uso de medicamentos fitoterápicos nos serviços de saúde, de acordo com as 

recomendações da 1ª Conferência Nacional de Medicamentos e Assistência Farmacêutica". 

 

a Resolução nº 338/04, do Conselho Nacional de Saúde que aprova a Política Nacional de 

Assistência Farmacêutica, a qual contempla, em seus eixos estratégicos, a "definição e pactuação 

de ações intersetoriais que visem à utilização das plantas medicinais e de medicamentos 

fitoterápicos no processo de atenção à saúde, com respeito aos conhecimentos tradicionais 

incorporados, com embasamento científico, com adoção de políticas de geração de emprego e 

renda, com qualificação e fixação de produtores, envolvimento dos trabalhadores em saúde no 

 

 

processo de incorporação dessa opção terapêutica e baseada no incentivo à produção nacional, 

com a utilização da biodiversidade existente no País"; 

 

-2005 -Decreto Presidencial de 17 de fevereiro de 2005, que cria o Grupo de Trabalho para 

elaboração da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos. 

 

Atualmente, existem programas estaduais e municipais de fitoterapia, desde aqueles com 

memento terapêutico e regulamentação específica para o serviço, implementados há mais de 10 

anos, até aqueles com início recente ou com pretensão de implantação. Em levantamento 

realizado pelo Ministério da Saúde no ano de 2004, verificou-se, em todos os municípios 

brasileiros, que a fitoterapia está presente em 116 municípios, contemplando 22 unidades 

federadas. 

 

No âmbito federal, cabe assinalar, ainda, que o Ministério da Saúde realizou, em 2001, o Fórum 

para formulação de uma proposta de Política Nacional de Plantas Medicinais e Medicamentos 

Fitoterápicos, do qual participaram diferentes segmentos tendo em conta, em especial, a 

intersetorialidade envolvida na cadeia produtiva de plantas medicinais e fitoterápicos. Em 2003, o 

Ministério promoveu o Seminário Nacional de Plantas Medicinais, Fitoterápicos e Assistência 

Farmacêutica. Ambas as iniciativas aportaram contribuições importantes para a formulação desta 

Política Nacional, como concretização de uma etapa para elaboração da Política Nacional de 

Plantas Medicinais e Fitoterápicos. 

 

1.4. TERMALISMO SOCIAL/CRENOTERAPIA 

O uso das Águas Minerais para tratamento de saúde é um procedimento dos mais antigos, 

utilizado desde a época do Império Grego. Foi descrita por Heródoto (450 a.C.), autor da primeira 

publicação científica termal. 

 

O termalismo compreende as diferentes maneiras de utilização da água mineral e sua aplicação 

em tratamentos de saúde. 

 

A crenoterapia consiste na indicação e uso de águas minerais com finalidade terapêutica atuando 

de maneira complementar aos demais tratamentos de saúde. 

 

No Brasil, a crenoterapia foi introduzida junto com a colonização portuguesa, que trouxe ao País 

seus hábitos de usar águas minerais para tratamento de saúde. Durante algumas décadas foi 

disciplina conceituada e valorizada, presente em escolas médicas, como a UFMG e a UFRJ. O 

campo sofreu considerável redução de sua produção científica e divulgação com as mudanças 

surgidas no campo da medicina e da produção social da saúde como um todo, após o término da 

segunda guerra mundial. 

 

A partir da década de 90, a Medicina Termal passou a dedicar-se a abordagens coletivas, tanto de 

prevenção quanto de promoção e recuperação da saúde, inserindo neste contexto o conceito de 

Turismo Saúde e de Termalismo Social, cujo alvo principal é a busca e a manutenção da saúde. 

 

 

Países europeus como Espanha, França, Itália, Alemanha, Hungria e outros adotam desde o início 

do século XX o Termalismo Social como maneira de ofertar às pessoas idosas tratamentos em 

estabelecimentos termais especializados, objetivando proporcionar a essa população o acesso ao 

uso das águas minerais com propriedades medicinais, seja para recuperar seja para sua saúde, 

assim como preservá-la. 

 

O termalismo, contemplado nas resoluções CIPLAN de 1988, manteve-se ativo em alguns 

serviços municipais de saúde de regiões com fontes termais como é o caso de Poços de Caldas, 

em Minas Gerais. 

 

A Resolução do Conselho Nacional de Saúde nº 343, de 7 de outubro de 2004, é um instrumento 

de fortalecimento da definição das ações governamentais que envolvem a revalorização dos 

mananciais das águas minerais, o seu aspecto terapêutico, a definição de mecanismos de 

prevenção, de fiscalização, de controle, além do incentivo à realização de pesquisas na área. 

 

2. OBJETIVOS 

2.1 Incorporar e implementar as Práticas Integrativas e Complementares no SUS, na perspectiva 

da prevenção de agravos e da promoção e recuperação da saúde, com ênfase na atenção básica, 

voltada para o cuidado continuado, humanizado e integral em saúde. 

2.2 Contribuir para o aumento da resolubilidade do Sistema e ampliação do acesso às Práticas 

Integrativas e Complementares, garantindo qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso. 

2.3 Promover a racionalização das ações de saúde, estimulando alternativas inovadoras e 

socialmente contributivas ao desenvolvimento sustentável de comunidades. 

2.4 Estimular as ações referentes ao controle/participação social, promovendo o envolvimento 

responsável e continuado dos usuários, gestores e trabalhadores, nas diferentes instâncias de 

efetivação das políticas de saúde. 

3. DIRETRIZES 

3.1. Estruturação e fortalecimento da atenção em Práticas Integrativas e Complementares no 

SUS, mediante: 

-incentivo à inserção das Práticas Integrativas e Complementares em todos os níveis de atenção, 

com ênfase na atenção básica; 

 

-desenvolvimento das Práticas Integrativas e Complementares em caráter multiprofissional, para 

as categorias profissionais presentes no SUS, e em consonância com o nível de atenção; 

 

-implantação e implementação de ações e fortalecimento de iniciativas existentes; 

 

-estabelecimento de mecanismos de financiamento; 

 

 

-elaboração de normas técnicas e operacionais para implantação e desenvolvimento dessas 

abordagens no SUS; e 

 

-articulação com a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas e as demais 

políticas do Ministério da Saúde. 

 

3.2. Desenvolvimento de estratégias de qualificação em Práticas Integrativas e Complementares 

para profissionais no SUS, em conformidade com os princípios e diretrizes estabelecidos para 

Educação Permanente. 

3.3. Divulgação e informação dos conhecimentos básicos das Práticas Integrativas e 

Complementares para profissionais de saúde, gestores e usuários do SUS, considerando as 

metodologias participativas e o saber popular e tradicional: 

Apoio técnico ou financeiro a projetos de qualificação de profissionais para atuação na área de 

informação, comunicação e educação popular em Práticas Integrativas e Complementares que 

atuem na estratégia Saúde da Família e Programa de Agentes Comunitários de Saúde. 

 

-Elaboração de materiais de divulgação, como cartazes, cartilhas, folhetos e vídeos, visando à 

promoção de ações de informação e divulgação das Práticas Integrativas e Complementares, 

respeitando as especificidades regionais e culturais do País e direcionadas aos trabalhadores, 

gestores, conselheiros de saúde, bem como aos docentes e discentes da área de saúde e 

comunidade em geral. 

 

-Inclusão das Práticas Integrativas e Complementares na agenda de atividades da comunicação 

social do SUS. 

 

-Apoio e fortalecimento de ações inovadoras de informação e divulgação sobre Práticas 

Integrativas e Complementares em diferentes linguagens culturais, tais como jogral, hip hop, 

teatro, canções, literatura de cordel e outras formas de manifestação. 

 

-Identificação, articulação e apoio a experiências de educação popular, informação e 

comunicação em Práticas Integrativas e Complementares. 

 

3.4. Estímulo às ações intersetoriais, buscando parcerias que propiciem o desenvolvimento 

integral das ações. 

3.5. Fortalecimento da participação social. 

3.6. Provimento do acesso a medicamentos homeopáticos e fitoterápicos na perspectiva da 

ampliação da produção pública, assegurando as especificidades da assistência farmacêutica 

nesses âmbitos, na regulamentação sanitária. 

-Elaboração da Relação Nacional de Plantas Medicinais e da Relação Nacional de Fitoterápicos. 

 

-Promoção do uso racional de plantas medicinais e dos fitoterápicos no SUS. 

 

 

-Cumprimento dos critérios de qualidade, eficácia, eficiência e segurança no uso. 

-Cumprimento das boas práticas de manipulação, de acordo com a legislação vigente. 

 

3.7. Garantia do acesso aos demais insumos estratégicos das Práticas Integrativas e 

Complementares, com qualidade e segurança das ações. 

3.8. Incentivo à pesquisa em Práticas Integrativas e Complementares com vistas ao 

aprimoramento da atenção à saúde, avaliando eficiência, eficácia, efetividade e segurança dos 

cuidados prestados. 

3.9. Desenvolvimento de ações de acompanhamento e avaliação das Práticas Integrativas e 

Complementares, para instrumentalização de processos de gestão. 

3.10. Promoção de cooperação nacional e internacional das experiências em Práticas Integrativas 

e Complementares nos campos da atenção, da educação permanente e da pesquisa em saúde. 

-Estabelecimento de intercâmbio técnico-científico visando ao conhecimento e à troca de 

informações decorrentes das experiências no campo da atenção à saúde, à formação, à educação 

permanente e à pesquisa com unidades federativas e países onde as Práticas Integrativas e 

Complementares esteja integrada ao serviço público de saúde. 

 

3.11. Garantia do monitoramento da qualidade dos fitoterápicos pelo Sistema Nacional de 

Vigilância Sanitária. 

4. IMPLEMENTAÇÃO DAS DIRETRIZES 

4.1. NA MEDICINA TRADICIONAL CHINESA-ACUPUNTURA 

Premissa: desenvolvimento da Medicina Tradicional Chinesa-acupuntura em caráter 

multiprofissional, para as categorias profissionais presentes no SUS, e em consonância com o 

nível de atenção. 

 

Diretriz MTCA 1 

 

Estruturação e fortalecimento da atenção em MTC-acupuntura no SUS, com incentivo à inserção 

da MTC-acupuntura em todos os níveis do sistema com ênfase na atenção básica. 

 

1. NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA 

Deverão ser priorizados mecanismos que garantam a inserção de profissionais de saúde com 

regulamentação em acupuntura dentro da lógica de apoio, participação e co-responsabilização 

com as ESF 

 

Além disso, será função precípua desse profissional 

 

 

-atuar de forma integrada e planejada de acordo com as atividades prioritárias da estratégia 

 

Saúde da Família; 

-identificar, em conjunto com as equipes da atenção básica (ESF e equipes de unidades básicas 

de saúde) e a população, a(s) prática(s) a ser(em) adotada(s) em determinada área; 

 

-trabalhar na construção coletiva de ações que se integrem a outras políticas sociais 

 

(intersetorialidade); 

-avaliar, em conjunto com a equipe de saúde da família/atenção básica, o impacto na situação de 

saúde do desenvolvimento e implementação dessa nova prática, mediante indicadores 

previamente estabelecidos; 

 

-atuar na especialidade com resolubilidade; 

-trabalhar utilizando o sistema de referência/contra-referência num processo educativo; e 

-discutir clinicamente os casos em reuniões tanto do núcleo quanto das equipes adscritas. 

 

2. Centros especializados 

Profissionais de saúde acupunturistas inseridos nos serviços ambulatoriais especializados de 

média e alta complexidade deverão participar do sistema referência/contra-referência, atuando de 

forma resolutiva no processo de educação permanente. 

Profissionais de saúde acupunturistas inseridos na rede hospitalar do SUS. 

Para toda inserção de profissionais que exerçam a acupuntura no SUS será necessário o título de 

 

especialista. 

 

Deverão ser elaboradas normas técnicas e operacionais compatíveis com a implantação e o 

desenvolvimento dessas práticas no SUS. 

Diretriz MTCA 2 

Desenvolvimento de estratégias de qualificação em MTC/acupuntura para profissionais no SUS, 

 

consoante os princípios e diretrizes para a Educação Permanente no SUS. 

 

1. Incentivo à capacitação para que a equipe de saúde desenvolva ações de prevenção de agravos, 

promoção e educação em saúde -individuais e coletivas na lógica da MTC, uma vez que essa 

capacitação deverá envolver conceitos básicos da MTC e práticas corporais e meditativas. 

Exemplo: Tuí-Na, Tai Chi Chuan, Lian Gong. Chi Gong, e outros que compõem a atenção à 

saúde na MTC. 

2. Incentivo à formação de banco de dados relativos a escolas formadoras. 

 

3. Articulação com outras áreas visando ampliar a inserção formal da MTC/acupuntura nos 

cursos de graduação e pós-graduação para as profissões da saúde. 

Diretriz MTCA 3 

Divulgação e informação dos conhecimentos básicos da MTC/acupuntura para usuários, 

profissionais de saúde e gestores do SUS. 

 

OBS: VEJA MATÉRIA NA ÍNTEGRA NA EDIÇÃO COMPLETA. 

 

 

ANEXO C – Resolução do COFEN – 200 / 97 

 

Resolução COFEN-200 / 97 

 

Dispõe sobre a atuação dos profissionais de enfermagem em hemoterapia e 

transplante de medula óssea. 

 

O Conselho Federal de Enfermagem, no exercício de sua competência consignada nos 

artigos 2o e 8o da Lei nº 5.905, de 12 de julho de 1973, tendo em vista a deliberação do 

plenário em sua 255a Reunião Ordinária. 

 

CONSIDERANDO a Constituição da República Federativa do Brasil, nos Artigos 197 e 

199, conforme descrito no seu parágrafo 4o, promulgada em 05 de outubro de 1998; 

 

CONSIDERANDO a lei no 7.498 de 25 de junho de 1986, e o decreto no 94.406, de 08 

de Junho de 1987, no Artigo 8o inciso i, alíneas "g" e "h", no artigo 13; 

 

CONSIDERANDO os Artigos 1o e 5o do Código de Ética dos Profissionais de 

Enfermagem, aprovado pela Resolução COFEN-160; 

 

CONSIDERANDO a Portaria 1.376 de 19 de novembro de 1993, baixada pelo Ministério 

da Saúde; 

 

CONSIDERANDO o contido no PAD-COFEN no 120/91; 

 

CONSIDERANDO o indicativo proposto no Seminário Nacional COFEN/CORENs 

realizado em 19 e 20 de março de 1997; 

 

CONSIDERANDO as conclusões emanadas pelo Grupo de Trabalho instituído pela 

Portaria COFEN no 007/97; 

 

RESOLVE: 

 

Art.1o -Aprovar as normas técnicas dos procedimentos a serem realizados pelos 

profissionais de enfermagem na Hemoterapia e Transplante de Medula Óssea, na 

forma de regulamento anexo a esta resolução. 

 

Art.2o -Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, revogando as 

disposições em contrário. 

 

Rio de Janeiro 15 de Abril de 1997 

 

 

DULCE DIRCLAIR HUF BAIS GILBERTO LINHARES TEIXEIRA 

COREN-MS No 10.244 COREN-RJ No2380 

PRIMEIRA SECRETÁRIA PRESIDENTE 

 

APROVADO PELA RESOLUÇÃO-COFEN-200/97 

 

REGULAMENTO DA ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM 

HEMOTERAPIA E TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA 

1. FINALIDADE 

O presente regulamento tem como finalidade estabelecer a atuação dos profissionais 

de enfermagem em hemoterapia e transplante de medula óssea, segundo as normas 

técnicas estabelecidas pelo Ministério da Saúde. 

 

2. OBJETIVOS 

2.1 OBJETIVO GERAL 

Regulamentar a atuação dos profissionais de enfermagem nos serviços de hemoterapia 

e transplante de medula óssea. 

 

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Assegurar a qualidade da assistência prestada pelos profissionais de enfermagem em 

todo o processo hemoterápico e transplante de medula óssea, a nível hospitalar, 

ambulatorial e domiciliar. 

 

Promover a humanização dos procedimentos relativos à hemoterapia e transplante de 

medula óssea. 

 

Garantir os direitos à vida e à dignidade do homem, no pleno exercícios das ações de 

enfermagem, desenvolvidas no processo hemoterápico e no transplante de medula 

óssea. 

 

3. RECURSOS HUMANOS 

 

Os profissionais de enfermagem devem integrar a equipe multiprofissional de 

hemoterapia e de transplante de medula óssea, em conformidade com a legislação 

vigente. 

 

4. COMPETÊNCIA DO ENFERMEIRO EM HEMOTERAPIA 

a) Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar os procedimentos 

hemoterápicos e de enfermagem nas unidades, visando assegurar a qualidade do 

sangue e hemocomponentes/hemoderivados coletados e infundidos. 

 

b) Assistir de maneira integral aos doadores, receptores e suas famílias, tendo como 

base o Código de ética dos Profissionais de Enfermagem e a legislação vigente. 

 

c) Promover e difundir medidas de saúde preventivas e curativas através da educação 

de doadores, receptores, familiares e comunidade em geral, objetivando a saúde e 

segurança dos mesmos. 

 

d) Realizar a triagem clínica, visando a promoção da saúde e segurança do doador e do 

receptor, minimizando os riscos de intercorrências. 

 

e) Realizar a consulta de enfermagem, objetivando integrar doadores aptos e inaptos, 

bem como receptores no contexto hospitalar, ambulatorial e domiciliar, minimizando os 

riscos de intercorrências. 

 

f) Participar de programas de captação de doadores. 

 

g) Proporcionar condições para o aprimoramento dos profissionais de enfermagem 

atuantes na área, através de cursos, reciclagem e estágios em instituições afins. 

 

h) Participar da elaboração de programas de estágio, treinamento e desenvolvimento 

de profissionais de enfermagem nos diferentes níveis de formação. 

 

i) Participar da definição da política de recursos humanos, da aquisição de material e da 

disposição da área física, necessários à assistência integral aos usuários. 

 

j) Cumprir e fazer cumprir as normas, regulamentos e legislações vigentes. 

 

k) Estabelecer relações técnico-científicas com as unidades afins. 

 

l) Participar da equipe multiprofissional, procurando garantir uma assistência integral ao 

doador, receptor e familiares. 

 

m) Assistir, orientar e supervisionar o doador, durante todo o processo hemoterápico, 

frente as possíveis intercorrências. 

 

 

n) Elaborar a prescrição de enfermagem, necessária para as diversas etapas do 

processo hemoterápico. 

 

o) Avaliar e evoluir doador e receptor, junto à equipe multiprofissional. 

 

p) Executar e/ou supervisionar a administração e monitoração da infusão de 

hemocomponentes e hemoderivados, detectando as eventuais reações adversas. 

 

q) registrar informações e dados estatísticos, pertinentes à assistência de enfermagem 

ao doador e receptor. 

 

r) Manejar e monitorar equipamentos específicos de hemoterapia. 

 

s) Participar de programas de conscientização de famílias e comunidades sobre a 

importância da doação de sangue. 

 

t) Desenvolver e participar de pesquisas relacionadas a hematologia e hemoterapia. 

 

5. COMPETÊNCIA DO ENFERMEIRO EM TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA 

a) Executar procedimentos técnicos específicos relacionados à aspiração e infusão de 

células da medula óssea, cordão umbilical e precursores hematopoéticos de sangue 

pariférico. 

 

b) Desenvolver e participar de pesquisas relacionadas com transplante de medula 

óssea. 

 

c) Planejar, executar, coordenar, supervisionar e avaliar os procedimentos de 

enfermagem na assistência ao paciente submetido a transplante de medula óssea, a 

nível ambulatorial e domiciliar. 

 

d) Realizar consulta de enfermagem, objetivando integrar doadores e receptor no 

contexto hospitalar, identificando prováveis complicações. 

 

e) Participar na definição da política de recursos humanos, da aquisição de materiais, 

da disposição da área física, necessários à assistência de enfermagem ao paciente 

submetido a transplante de medula óssea. 

 

f) Promover a educação e orientação de pacientes submetidos a transplante de medula 

óssea. 

 

 

g) Acompanhar os procedimentos específicos (exame diagnósticos) realizados pela 

equipe multiprofissional, voltados para a assistência ao paciente submetido ao 

transplante de medula óssea. 

 

h) Planejar e implementar ações que visem a redução de riscos e a potencialização dos 

resultados em transplante de medula óssea. 

 

i) Participar da elaboração de programas de estágio, treinamento e desenvolvimento de 

enfermeiros. 

 

j) Cumprir e fazer cumprir as normas, regulamentos e legislações vigentes. 

 

k) Registrar informações e dados estatísticos pertinentes à assistência de enfermagem 

ao paciente submetido a transplante de medula óssea. 

 

l) Orientar e executar procedimentos técnicos específicos, para o doador de medula 

óssea. 

 

m) Manejar e monitorizar equipamentos de alto grau de complexidade. 

 

n) Proporcionar condições para o aprimoramento dos profissionais atuantes na área, 

através de cursos, reciclagens e estágios em instituições afins. 

 

o) Estabelecer relações técnico-científicas com as unidades afins. 

 

p) Elaborar a prescrição de enfermagem necessária para as diversas etapas do 

processo de transplante de medula óssea. 

 

q) Participar da equipe multiprofissional, procurando garantir uma assistência integral ao 

doador, receptor e familiares. 

 

6. DISPOSIÇÕES GERAIS 

Quanto à competência dos demais profissionais de enfermagem, estes terão suas 

atividades determinadas pelo enfermeiro responsável técnico e/ou enfermeiro 

responsável pelo serviço de hemoterapia ou transplante de medula óssea respeitadas 

as atribuições capituladas na Lei no 7.498/86 e no seu Decreto regulamentador, no 

94.406/87. 

 

(*) Alguns destes textos são retirados de periódicos que permitem a reprodução desde que citada 

a fonte. Não me foi possível contactar todos os autores para uma permissão específica. Solicito 

que os autores que acharem que estou inflingindo seus direitos que me mande um e-mail que 

 

 

retirarei o texto. Procurei ser fiel e cuidadoso na reprodução dos textos embora erros possam 

existir, agradeceria correções ou retificações. 

 

 

ANEXO D – Prontuário da Auto Hemoterapia 

 

 

86 

 

 

ANEXO E – Formulário de Controle das Aplicações 

 

 

ANEXO F – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido 

 

UNIPAC 

 

Universidade presidente Antônio Carlos 

 

TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO 

 

Você está sendo convidada como voluntário a participar da pesquisa: “Auto - 

Hemoterapia" 

 

A JUSTIFICATIVA, OS OBJETIVOS E O PROCEDIMENTO: O motivo que nos leva a 

estudar a técnica de Auto – Hemoterapia deve-se à falta de conhecimento dos 

profissionais da área de saúde e leigos com relação a este assunto. O objetivo desse 

projeto é realizar o procedimento de auto-hemoterapia, acompanhar e estudar os casos 

de uma amostra de dez pacientes que procurem espontaneamente o tratamento; com o 

fim de divulgar sua importância no aumento da imunidade. A técnica empregada na 

auto hemoterapia, consiste em retirada de 10 ml de sangue de uma veia periférica e 

injeção intra muscular imediata deste mesmo sangue e volume dividido em duas 

aplicações intra musculares na região do glúteo (de 5 ml. em cada músculo). A punção 

da veia e a aspiração do sangue são rápidas e associadas a desconforto pequeno. Na 

maioria das vezes a punção da veia e a aspiração do sangue são rápidas e associadas 

a desconforto pequeno. Algumas vezes, principalmente no caso de veias finas e 

profundas, há necessidade de novas tentativas. Pessoas sensíveis podem apresentar 

palidez e suor, ou seja, um pouco de nervosismo. Será garantido o máximo de 

eficiência na técnica e caso ocorram esses problemas, imediatamente será oferecida 

orientação e assistência adequada para neutralizá-los. O procedimento de coleta de 

dados será feito através de entrevistas com pacientes que realizarão este tratamento, 

bem como gravações, fotos e vídeos de seus depoimentos sobre a terapia. 

 

GARANTIA DE ESCLARECIMENTO, LIBERDADE DE RECUSA E GARANTIA DE 

SIGILO: Você será esclarecido sobre a pesquisa em qualquer aspecto que desejar. 

Você é livre para recusar-se a participar, retirar seu consentimento ou interromper a 

participação a qualquer momento. A sua participação é voluntária e a recusa em 

participar não irá acarretar qualquer penalidade ou perda de benefícios. 

 

 

O pesquisador irá tratar a sua identidade com padrões profissionais de sigilo, o mesmo 

ocorrendo com as gravações e imagens. Os resultados da pesquisa, estarão 

disponíveis à partir da defesa da monografia e permanecerão confidenciais. Seu nome 

ou o material que indique a sua participação não será liberado sem a sua permissão. 

Você não será identificado(a) em nenhuma publicação que possa resultar deste estudo, 

sem seu consentimento impresso. Uma cópia deste consentimento informado será 

arquivada no Curso de Enfermagem da Universidade Presidente Antônio Carlos. 

 

CUSTOS DA PARTICIPAÇÃO, RESSARCIMENTO E INDENIZAÇÃO POR 

EVENTUAIS DANOS: A participação no estudo não acarretará custos para você e não 

será disponível nenhuma compensação financeira adicional. 

DECLARAÇÃO DO PARTICIPANTE OU DO RESPONSÁVEL PELO PARTICIPANTE: 

Eu, ____________________________________________________________ tendo 

procurado o tratamento da auto hemoterapia por minha livre e espontânea vontade, 

declaro que fui informada (o) dos objetivos desta pesquisa de maneira clara e detalhada 

e esclareci minhas dúvidas. Sei que em qualquer momento poderei solicitar novas 

informações e modificar minha decisão se assim o desejar. A professora orientadora 

TELMA GEOVANINI que poderá ser encontrada no telefone (32)84094974 certificou- 

me de que todos os dados desta pesquisa serão confidenciais. Em caso de dúvidas 

poderei chamar a estudante MARIA CLARA SALOMÃO E SILVA no telefone (32) 

99253618, que também está apta a me prestar informações. Recebi uma cópia deste 

termo de consentimento livre e esclarecido e me foi dada à oportunidade de ler e 

esclarecer as minhas dúvidas. 

 

Nome Assinatura do Participante Data 

Nome Assinatura do Pesquisador Data 

Nome Assinatura daTestemunha Data 

 

 

ANEXO G – Receitas Médicas dos Pacientes 

 

 

91 

 

 

92 

 

 

93 

 

 

94 

 

 

ANEXO H – Resolução COFEN 306/2006  

Marcelo Fetha (fetha@ibest.com.br)    

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