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 Marcelo Fetha fetha@ibest.com.br Em 09/03/10 18:55

Auto-Hemoterapia - Informações e Debate - Ver Opinião - Ver Opinião - Comentário
 Terça-feira, 9 de março de 2010 - 18:56:29 
189.123.84.191

Marcelo Fetha 

fetha@ibest.com.br 

Em 09/03/10 18:55 comentou: 

"Autohemoterapia por um Professor de Imunologia e Genética. Texto do Dr. André Luis Soares da Fonseca, professor de Imunologia e Genética Médica na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Para os amigos que precisam de confirmação e para os que estão ajudando a exclarecer sobre as informações contraditórias e sem fundamento da Anvisa. Senhores(as) Sou professor de Imunologia e Genética Médica na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e cada vez mais me espanta o pouco grau de inteligência (do latim "inteligere" :ligar, fazer conexão) de alguns médicos deste país. É inacreditável como quando não se sabe nada, vai-se pelo que a maioria pensa ou pelo que é mais conveniente. A autohemoterapia é uma panacéia sim, mas é uma terapia coadjuvante, que melhora o sistema imunológico, não porque aumenta a sua capacidade, mas porque modula a sua função, ou seja, quando a imunidade está aumentada (hipersensibilidades, autoimunidades) ele DIMINUI a resposta; quando está baixa, ele AUMENTA a resposta em níveis compatíveis com o estado de saúde. Ainda sem claro mecanismo de ação (pelos resultados análogos, obtidos com infecções bacterianas), crêe-se que quando as hemácias se localizam fora do tecido (como é a autohemoterapia), os macrófagos teciduais (histiócitos) são estimulados através de receptores específicos por glicoproteínas presentes na superfície das hemácias e realizam a sua fagocitose (hemocaterese), o que aumenta o nível de produção de derivados do metabolismo do oxigênio (O2-, H2O2, OH-) e metabólitos do Nitrogênio (Óxido Nítrico), que têm funções imunológicas. Além do mais, os macrófagos assim ativados produzem níveis baixos, mas suficientes para uma ativação parácrina (no local) de interleucinas tais como IL-12 e IL-1. Depois disso, migram pelo organismo (mais importantemente para os linfonodos) e ativam mais adequadamente o sistema imunológico. Vale lembrar que a autohemoterapia mimetiza um hematoma e daí a não realização da autoimunidade, como alguns questionam. A questão da contaminação com vírus (meu Deus, é melhor ler isso do que ser cego!) deve-se, como todo procedimento negligente, à contaminação. E o princípio da AUTOhemoterapia é utilizar o sangue do próprio paciente nele mesmo, com seringas e agulhas eséreis. Quando à questão dos abcessos (Deus, dai-me forças), abceda qualquer aplicação parenteral em que não se faça procedimento asséptico, até espremer espinhas... A autohemoterapia, nos países AVANÇADOS em que a medicina a permite, tem de ser utilizada como terapia coadjuvante e, sempre recomendável, com acompanhamento médico. Em medicina veterinária é protocolo constante em alguns tomos de Medicina Veterinária Interna e utilizada com terapia de escolha na papilomatose bovina, com excelentes resultados. Bom, pelo menos esta polêmica toda servirá para suprir a falta de material científico necessário e adequado para validar, segundo as leis, este procedimento que não tem nada de charlatão. Alías, charlatanismo, segundo o direito penal, é tratar alguém sabendo que o tratamento não funciona. Portanto, até médicos podem ser charlatões. http://www.tudoin.com.br/colunas/artigo.php?id=448" 

Marcelo Fetha (fetha@ibest.com.br)    

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