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 Indústria nega controle sobre receituário CLÁUDIA

Auto-Hemoterapia - Informações e Debate - Ver Opinião - Ver Opinião - Comentário
 Quinta-feira, 25 de junho de 2009 - 09:36:01 

Indústria nega controle sobre receituário  

 

CLÁUDIA COLLUCCI  

da Folha de S.Paulo  

 

O presidente-executivo da Febrafarma, Ciro Mortella, nega a existência de um controle da indústria farmacêutica sobre o receituário médico. Segundo ele, essas informações podem ser obtidas por empresas de consultoria de mercado, mas que nunca chegam individualizadas aos laboratórios. Leia abaixo trechos da entrevista:  

 

Folha - Como o sr. avalia essas denúncias de assédio dos laboratórios sobre os médicos?  

 

Ciro Mortella - Tenho anos e anos de indústria farmacêutica e nunca vi acontecer isso. Se o médico faz uma opção por um produto ou por determinada empresa não é porque a indústria assedia, mas é porque ele adquire uma relação de confiança com essa empresa ou produto. Ele sabe que pode receitar que vai obter daquele produto o que ele está esperando. Às vezes, há empresa que tem igual qualidade e condição, mas o médico faz a opção pela marca, porque ele lembra ou sabe do compromisso daquela empresa.  

 

Folha - Mas, às vezes, essa escolha do médico causa prejuízo ao paciente pelo custo.  

 

Mortella - Depende muito do paciente que o médico está tratando. Tem médico que, em razão da situação financeira do paciente, procura se informar sobre o custo do produto. Ou, às vezes, o próprio paciente pergunta se não há um remédio mais barato. Mas há médicos cuja clientela é de uma classe social que, para ele, não faz diferença isso. Então, ele receita o produto de confiança dele.  

 

Folha - E sobre o controle da receita nas farmácias?  

 

Mortella - A indústria tem trabalhos de estatísticas que dão o curso do mercado, por regiões, cidades, por produtos. Existe uma série de instrumentos de mercado que a indústria utiliza para saber como está o trabalho. Essas informações de mercado são fundamentais para a elaboração de estratégias comerciais da empresa. No âmbito micro, imagina se você é propagandista e vai atuar em determinada região. É preciso conhecer aquela região e os prescritores [os médicos].  

 

Então, eles estabelecem uma relação de confiança ou com o prescritor ou com as farmácias. Pode ter casos [de acesso às receitas], mas isso não é prática generalizada da indústria farmacêutica, não pode ser institucionalizado. Às vezes, essas informações são abertas, o médico diz: eu prescrevo o seu produto, mas prescrevo do seu colega também.  

 

Muitas vezes, os médicos não abrem isso e então o propagandista procura saber onde pode conseguir essa informação. Às vezes, ele consegue isso na farmácia.  

 

Folha - Isso envolveria dar máquinas de microfilmagem ou de fax e pagar por essas cópias?  

 

Mortella - O fabricante de medicamento não tem nada a ver com isso. Seria inviável para indústria. O que existem são empresas de auditoria de mercado...  

 

Folha - Mas, na reta final, essas informações chegam até a indústria farmacêutica.  

 

Mortella - Mas não chegam nunca individualizadas. Elas chegam consolidadas num bloco de dados por região. Eu, na minha indústria, não tenho a mínima condição de saber se o doutor fulano ou sicrano prescreve o meu produto ou outro produto.  

 

Não é uma prática da indústria farmacêutica fazer uma análise tão particularizada que possa criar mecanismos de assédio.  

 

( http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u112687.shtml )  

 

Logado 

 

 

 

Propagandista pediu uma "forcinha"  

 

CLÁUDIA COLLUCCI  

da Folha de S.Paulo  

 

Médicos de duas áreas distintas da medicina, a neurologia e a urologia, relatam cenas ou situações em que ficou clara a troca de favores entre médicos e laboratórios.  

 

Celio Levyman, neurologista das unidades Morumbi e Alphaville do Hospital Israelita Albert Einstein, diz ter presenciado um médico brasileiro receber US$ 8.000 de um representante de laboratório após palestrar favoravelmente sobre uma droga em um congresso no exterior.  

 

"A entrega do dinheiro foi na minha frente. Ninguém teve vergonha ou qualquer constrangimento. Diante da minha surpresa, esse médico explicou que a remuneração era pelo trabalho que tivera elaborando a apresentação", conta Levyman.  

 

Já o urologista Jorge Hallak, da USP de São Paulo, diz que, entre os médicos, são conhecidas as "mesadas" que especialistas de áreas como a reprodução humana recebem da indústria farmacêutica em troca da prescrição de medicamentos. "Nos EUA, a relação dos médicos é com o setor de pesquisas e desenvolvimento da indústria farmacêutica. Aqui, é com área comercial", diz ele.  

 

Ex-diretor do Cremesp, Levyman diz acreditar que haja sim um monitoramento das receitas médicas pelos laboratórios por meio das farmácias.  

 

"Os propagandistas costumam dizer: "Dá uma forcinha aí, doutor. Prescreve mais porque ainda não atingi a minha cota na região". Se ele diz isso, é porque tem a informação de que estou prescrevendo pouco o seu produto."  

 

( http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u112688.shtml )  

 

« Última modificação: 04.09.2005 às 21:04:57 por Utopus » 

 

 

http://www.projetoockham.org/cgi-bin/yabb/YaBB.cgi?board=ferramentas;action=display;num=1092187024 

 

 

 

 

09/06/2005 - 10h03  

Um em três cientistas admite ter conduta inapropriada, diz pesquisa  

SALVADOR NOGUEIRA  

da Folha de S.Paulo  

 

Numa pesquisa feita nos Estados Unidos com mais de 3.000 cientistas ligados à área médica, um terço deles admitiu, sob condição de anonimato, que cometeu alguma improbidade em seus estudos nos últimos três anos.  

 

Os resultados, levando em conta que muitos devem ter optado por omitir suas mazelas com medo de que fossem descobertos, são tidos como conservadores pelos realizadores do estudo. Ainda assim, apontam que os pequenos casos de fraude e adulteração, em geral despercebidos, podem causar mais danos à credibilidade da ciência do que os grandes e escandalosos casos de fraude, que acabam indo parar nos jornais.  

 

O estudo foi realizado com pesquisadores dos NIH (Institutos Nacionais de Saúde) dos EUA. De todos os formulários distribuídos, 3.247 foram devolvidos com respostas utilizáveis. Eles foram divididos em acadêmicos em início de carreira e em meio de carreira.  

 

Curiosamente, os pesquisadores experientes (média etária de 44 anos) se mostraram menos éticos que seus colegas principiantes (com, em média, 35 anos). "Embora possamos apenas especular sobre as diferenças observadas entre os grupos, há várias explicações plausíveis", argumentam Brian Martinson, da HealthPartners Research Foundation, e Melissa Anderson e Raymond de Vries, da Universidade de Minnesota, responsáveis pelo levantamento, divulgado na edição de hoje da revista científica britânica "Nature"(www.nature.com).  

 

O trio aponta como possíveis razões o fato de que os cientistas mais experientes já conhecem melhor o sistema e têm menos medo de serem pegos, ou o fato de que cientistas mais jovens se delataram menos nos formulários, com medo de serem expostos.  

 

Os questionários continham 16 perguntas do tipo "sim ou não", dizendo respeito a diferentes tipos de má-conduta na qual o cientista poderia ter incorrido nos últimos três anos --que iam da mais inofensiva delas, Nº 16 ("Você manteve registros inadequados de suas pesquisas?"), à mais escabrosa, Nº 1 ("Você falsificou ou "fabricou" dados de pesquisa?").  

 

"A pergunta mais condenadora foi a de número dez", avalia Adriane Fugh-Berman, pesquisadora americana que recentemente denunciou um caso de "ghost-writing" (recrutamento de cientistas para assumir a autoria de um estudo e ocultar os interesses dos redatores originais) envolvendo a gigante farmacêutica britânica AstraZeneca.  

 

A questão Nº10 era: "Você mudou o projeto, a metodologia ou os resultados de um estudo em resposta a pressões de uma fonte de financiamento?". Entre todos os pesquisadores, 15,5% admitiram ter feito isso. Excetuando a quase inofensiva pergunta dos "registros inadequados", essa foi a que obteve maior resposta.  

 

"Omitir detalhes de metodologia ou resultados se o pesquisador decide fazer isso é uma coisa, outra é se uma companhia farmacêutica decide isso", diz Fugh-Berman, dizendo que sentiu falta de mais perguntas sobre influências das fontes de financiamento e demonstrando pouca surpresa pelos números obtidos: "A única parte surpreendente da pesquisa é que eles sejam tão baixos".  

 

Admitindo que até mesmo os maiores números tendem a ser estimativas conservadoras, baseadas em auto-admissão anônima, os autores acham que os resultados preocupam. Argumentam que essas "pequenas" mazelas do dia-a-dia científico podem ser até mais graves do que os grandes casos de fraude que, vez por outra, ganham destaque na imprensa.  

 

"Pouca atenção se deu até agora ao papel do ambiente de pesquisa como um todo no comprometimento da integridade científica", conclui o trio. "É hora de a comunidade científica considerar quais aspectos desse ambiente são mais importantes para a integridade de pesquisas, quais aspectos são mais suscetíveis a mudanças, e quais mudanças serão as mais frutíferas para garantir a integridade na ciência." 

 

Marcelo    

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