Auto-hemoterapia Informações e debates

            Quem somos

                 auto-hemoterapia o que é? |  informações & debate |  depoimentos |  publicações |  vídeos |  política de privacidade |  pesquisa virtual

ver participações do dia Visitantes: 2.490.374 (início em 30/10/2010)

"Conversa com o
Dr. Luiz Moura:
O que é
auto-hemoterapia?
"


Vídeo na íntegra.

Conversa com o Dr. Luiz Moura

Agora também
subdividido em
60 temas








Assine a petição
para a Liberação da
Auto-hemoterapia








"Conversa com o
Dr. Luiz Moura:
O que é
auto-hemoterapia?
"


Vídeo na íntegra.

Conversa com o Dr. Luiz Moura

Agora também
subdividido em
60 temas

Busca Saúde
Loading

 Ectima Contagioso É uma doença de pele, de caráter

Auto-Hemoterapia - Informações e Debate - Ver Opinião - Ver Opinião - Comentário
 Quinta-feira, 22 de abril de 2010 - 11:23:25 
189.63.219.95

Ectima Contagioso 

 

É uma doença de pele, de caráter transmissível, populoso e crostoso da pele e dos lábios que afeta ovinos e caprinos, produzida por um vírus PARAVACCINIA (pseudo varíola). 

Sinônimos: Dermatite pustulosa contagiosa, papiloma infeccioso do ovinos, dermatite infecciosa infecciosa, caroço, “soro mouth”, orf.  

 

 

1- Histórico 

 

 Nurnberg, 1942 – 84 denominações diferentes 

 Aunaud, 1921- apresentou a etiologia da doença e imunização ativa dos animais sadios por inoculação 

 Guerreiro, 1954 – identificou no Brasil Rio Grande do Sul pela primeira vez 

 Grey, 1975- multiplicação do vírus em culturas celulares 

 

 

2- Etiologia 

 

 ADN 

 Família Poxviridae 

 Gênero Paropoxvirius 

 Está apresentado como sorologicamente com o vírus da estomatite populosa e da varíola mamária. 

 Replicação “In Vitro”- em culturas celulares renais de ovino e macaco e primatas rim e testículos. “In Vivo”- linhagem de células DBK.  

 Efeito citopático - corpúsculos de inclusão intracitoplasmático 

 Sensibilidade: Luz, cloroformio, formalina, fenol, ácidos, calor 60º por 30min.  

 Resistência: Escuro, glicerina a 50% por 2 meses, sobrevive em crostas por 11 meses, aprisco por mais de 1 ano após a retirada de animais doentes.  

 

 

3- Epidemiologia 

 

A transmissão da doença ocorre por contato com animais infectados. Esta doença se assemelha a varíola  

 Espécies acometidas: Ovinos, Caprinos e o homem eventualmente. Sendo os cordeiros de 3-6 meses os mais suscetíveis a doença. 

 A imunidade do Ectima contagioso pode durar pelo melo menos por dois anos.  

 Fontes de infecção: Animais infectados 

 Vias de eliminação: Exsudato das pústulas, vesículas e crostas secas 

 Portas de entrada: Pele, mucosa dos lábios, extremidade das patas e órgãos genitais. 

 Vias de Transmissão – Contato direto com animais infectados e os sãos, ou indireto, através de lesões nos lábios dos animais causada por forrageiras grosseiras e esta entram em contato com as crostas desprendidas no ambiente.  

 

Devido a sua capacidade de ser conservado nas crostas, o vírus pode permanecer virulento nos lugares de pasto e nas criações de estábulo durante anos. Especialmente durante o tempo seco , a infecção é disseminada rapidamente nas criações e nos pastos. Assim, esta doença tem curso agudo e adoece mais de 50% . 

As ovelhas mães com infecção mamária causada pelo vírus do Ectima Contagioso podem transmitir a doença aos cordeiros que ainda mamam. 

 

 

4- Patogenia 

 

O vírus possui um afinidade pelo epitélio de origem ectodermica, produzindo um exantema de caráter clinico- mácula, pápula, vesícula e pústula. 

A lesão do vírus se dá principalmente na camada de MALPIGHI ( zona profunda da epiderme), causando um degeneração hidrópica devido a sua multiplicação (necrose), com formação de vesículas com linfa clara, em seguida tem a migração dos leucócitos polinucleares, e se transformam em pústulas que dessecam e originam as crostas, que são de cor escura ficando em seguida duras e fendidas, ocorrendo em seguida o seu desprendimento com cicatrização ou infecção secundária. 

 

 

5- Quadro clínico 

 

 Período de incubação: o período de incubação é de 6 a 8 dias na doença natural e experimentalmente esse período é reduzido para 2 a 3 dias. 

 Forma de apresentação:  

a) Labial: Lesões nas bordas dos lábios e comissuras, inicialmente apresentando manchas pequenas em seguida nódulos, vesículas, pústulas, crostas, exsudação, aumento das crostas e desprendimento das crostas. 

b) Podal: Lesão cutânea simples 

Vesículas e crostas nas partes distais (quentes e dolorosas) 

Pode gerar uma pododermite necrótica  

c) Genital: Apresentando pústulas, erosão e crostas 

Na mama, face interna dos coxais, lábios da vulva e prepúcio 

 

 

6- Prognóstico  

 

A doença sendo benigna e espontaneamente curável, o prognostico é favorável com relação a clinica.  

Economicamente as perdas são grandes, devido ao emagrecimento dos animais, que não podem alimentar-se normalmente. 

 

 

7- Diagnóstico 

 

 Clínico- realizado com base no aspecto e sede das lesões ao redor dos lábios. 

 Identificação do agente produtor com o uso do microscópio eletrônico, em culturas celulares ou por inoculação experimental. 

 

 

8- Diagnóstico diferencial 

 

 Varíola ovina 

 Febre aftosa 

 Micoses podais 

 Língua azul 

 

 

 

9- Tratamento e Profilaxia 

 

Para evitar que os animais atingidos por essa doença venham a contaminar o rebanho, os seguintes cuidados devem ser tomados: 

 Retirada das crostas 

Sol. Glicerina iodada (amolecer)  

Sol. Álcool iodado  

Desinfetante fraco 

Sendo que a retirada das crostas só é indicada em casos de transtornos na ingestão de alimentos e com cuidado. 

 Pomada  

 Antibiótico de amplo espectro 

 Vacina: imunização ativa com a vacina viva preparada em culturas celulares, sendo que os vacinados desenvolvem um reação vacinal de caráter local (face interna do coxal ou zonas desprovidas de lã das paredes laterais do tórax). 

 Isolamento dos animais doentes 

 Isolar animais adquiridos (4 a 6 semanas) 

 Isolar os vacinados dos restantes 

 Desinfecção e limpeza de aprisco após a retirada dos animais doentes. 

 

 

 

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA - UFBA 

ESCOLA DE MEDICINA VETERINÁRIA 

DEPARTAMENTO DE MEDICINA VETERINÁRIA PREVENTIVA 

DOENÇAS INFECCIOSAS II- MEV 159 

 

 

 

 

ECTIMA CONTAGIOSO 

 

Elizabeth do Carmo Machado 

 

 

 

 

 

 

 

 

Salvador – Bahia  

20 de junho de 2005 

 

 

 

 

10- Referencia Bibliográficas 

 

 

LIBERMANN, H. Ectima Contagioso. In: BEER, JOAQUIM. Doenças Infecciosas em animais. V.1. São Paulo: Roca, 1999, p. 355-357. 

 

CORRÊA, OUTUBRINO. Ectima contagioso. In:_____ Doenças Infecciosas dos Animais Domésticos. V. 3. São Paulo: Livraria Freitas Bastos S. A, 1975, p. 160- 164.  

 

http://dermis.multimedica.de/doia/diagnose.asp  

Atlas Of Dermatology 

 

http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/AgriculturaFamiliar/RegiaoMeioNorteBrasil/Caprinos/manejosanitario.htm  

EMBRAPA 

 

http://www.centrorural.com.br/ovinos_princdoencas.html  

Centro Rural 

 

 

FONTE: (disponível em 16/09/2009 às 13:45h.) 

http://www.medicinaveterinaria.ufba.br/Ectima.doc 

 

 

 

 

 

 

 

 

Marcelo Fetha (fetha@ibest.com.br)    

[voltar]

envie este texto a seus amigos

Busca Saúde
Pesquisa personalizada








Atenção: NÃO USE informações aqui divulgadas para substituir uma consulta médica. Seja prudente, consulte um médico, quando entender necessário, para o correto diagnóstico e eventual tratamento".

[ir para a participação que motivou este comentário]
 
  AHT HEMOTERAPIA: Informações & Debate, Depoimentos, Publicações e Vídeos (2007 - 2017)
Fique livre para divulguar informações aqui disponibilizadas.
Agradecemos a citação da fonte.
webmaster@hemoterapia.org