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 # ALDO GHISOLFI Bom dia. Li o seu artigo e, como

Auto-Hemoterapia - Informações e Debate - Ver Opinião - Ver Opinião - Comentário
 Quinta-feira, 3 de setembro de 2009 - 21:21:54 

ALDO GHISOLFI 

 

Bom dia. 

 

Li o seu artigo e, como para outros tantos da mesma linha, pergunto como pode afirmar ser a auto-hemoterapia uma prática obviamente errada, inútil e potencialmente perigosa? 

Se nao existe experimentos científicos ortodoxos, como negar os milhares de casos clínicos e os seus excelentes resultados? 

Se é bem verdade que, eventualmente, não existe nenhum experimento acadêmico neste sentido, também não é menos verdade que não existe nada em contrário… 

 

em 26 Agosto, 2009 às 09:53 | Responder Igor Santos 

 

Aldo, Obrigado pelo comentário. 

 

A terapia é inútil enquanto não for rigorosamente testada e torna-se errada no momento em que é levada a cabo por alguém que deveria ser eticamente responsável pelo bem-estar do paciente, pois um médico que age sem o respaldo da medicina está sendo anti-ético e contra determinações legais. 

Esses milhares de casos de sucesso que você cita contêm vieses de confirmação: todos os casos negativos são desconsiderados e apenas os positivos são contabilizados, porque existem sim inúmeros casos de infecções e outros problemas, incluindo dificuldades motoras, associados à prática. 

E relato por relato, quem há de dizer qual está mais certo? 

 

em 26 Agosto, 2009 às 14:24 | Responder Munir Massud 

 

1. Por ser uma panacéia, seria praticamente impossível testá-la adequadamente para cada uma das indicações mencionadas.Pior ainda, ela tem que ser testada contra terapias já existentes, pois é eticamente condenável privar os pacientes de um estudo de um tratamento reconhecidamente efetivo. Nesta situação, o teste contra placebo seria condenável. Como são dezenas de indicações, deveriam ser realizados centenas e centenas de trabalhos em revistas especilizadas, sem barreira de linguagem, criticados pela comunidade científica, replicados e estudados em metanálises. 

 

2. As indicações mencionadas pelo “povo” são tão díspares do ponto vista de seus mecanismos patogênicos que para ser efetiva nesses casos deveria ser a própria encarnção de Deus. Nenhum medicamento seria tão poderoso que atuaria de acordo com as doenças e não suas propriedades farmacológicas. Esse tipo de “modulação” só existe na fantasia de pessoas desprovidas de senso crítico e muito ignorantes, quase à cretinice. 

 

3. É perfeitamente questionável a afirmação de relatos de cura “milhares de pessoas”. Talvez fosse mais admissível “centenas”.A maioria delas, pela amostragem que pude verificar, se trata de sintomas e não de doenças verdadeiras. São relatos completamente confusos, que não raro misturam terapias ortodoxas com essa panacéia, etc. Sem controle, isso NADA VALE PERANTE OS QUADROS DA CIÊNCIA e, mais ainda, denotam que essa terapia é mesmo inútil e age como placebo. 

 

4. Se houvesse mesmo milhares de curas para doenças graves, não condições passageiras, estaríamos diante do fato mais importante da história da humanidade. Isto, por si só, já constitui uma impossibilidade flagrante e uma descarada mentira.Uma panacéia que cura câncer e colagenoses seria a salvação da humanidade, o maior milagre já ocorrido em todos os tempos. Seria um fato tão extraordinário, que a Medicina se limitaria a usá-lo quase como único recurso. Logo se vê que isso é um descarado embuste e quem acredita nisso é um analfabeto científico ou um enfermo mental. 

 

5. A história da Medicina registra centenas de casos de charlatanismos, acatados e decantados como poderosas terapias pela humanidade, sempre disposta a acreditar nos charlatães. Centenas de casos de sucessos são descritos para terapias esdrúxulas, inclusive com excrementos humanos. Em algumas feiras do Nordeste do Brasil, inclusive daqui de Natal, é vendido um medicamento para asma chamado “chá de toco”. Há relatos de melhora com esse medicamento. Mas sabe do que se trata? De fezes ressecadas de cachorro! Todas as práticas charlatanescas ao longo da história tiveram relatos de sucesso. Um dos maiores casos de sucesso, com relatos de melhora em centenas de casos, se deu com uma mistura criada por uma tal Joana Stephens, que vendeu sua fórmula ao Parlamento Inglês. Era destinada a curar cálculos na bexiga, dissolvendo-os. Na verdade, as pessoas que experimentavem sucessos sequer sabiam o que tinham ou as peculiaridades dos sintomas dos cálculos vesicais. O medicamento continha pó de casca de ovo (carbonato de cálcio), que por provocar constipação intestinal foi-lhe acrescentado água de sabão! As pessoas são propensas a crer em charlatães, notadamente quando são possuidoras de mentalidade mágica. 

 

6. Os relatos de “cura” são na sua quase totalidade devidos a efeito placebo. Quando as doenças não são mortais, as pessoas procuram esses cuidados quando os sintomas são muito incômodos. Ora, o que pode se seguir a isso, se a doença não é mortal? A sintomatologia declina espontaneamente e a pessoa atribui a melhora ao uso da “porcaria”. 

 

7. Toda panacéia até hoje descrita não passou de um embuste. Medicamentos possuem mecanismos de ação específicos e podem mesmo apresentar mais de uma ação farmacológica. Mas agir como uma panacéia, só na fantasia de certas pessoas. 

 

8. Constitui um ato criminoso e um acinte à dignidade dos enfermos desesperados que pessoas venham de público dizer que essa panacéia chamada auto-hemoterapia cura câncer ou esclerodermia. Essas doenças são muito graves, potencialmente fatais, causas de muito sofrimento. Portanto, se não existe certeza de que terapias não são efetivas, indicar panacéias é um ato desumano, covarde, criminoso, canalha. 

 

9. Por que ao longo de tantos anos os sectários dessa terapia preferiram a CLANDESTINIDADE e se escusaram de pesquisar? Quem os impediu de empreender pesquisas ética e metodologicamente adequadas? Onde estão os ensaios biológicos com estas pesquisas? Ora, se houve dificuldade (o que é mentira) em realizar pesquisas adequadas, então porque não realizaram experimentação em animais para elucidar mecanismos, efeitos adversos, etc.? Na verdade, essa prática clandestina revela a mentalidade de quem a defende: pessoas de mentalidade mágica, cientificamente despreparadas, desamparadas cientificamente, geralmente afeitas ao sobrenatural (existem estudos que demonstram essa relação). Preferem a obscuridade dessas assombrações a encarar o realidade da vida, tal como se apresenta e lutar para o bem da humanidade, de cara limpa. 

 

10. Durante 59 anos os sectários dessa terapia produziram 44 trabalhos, A MAIORIA COM BARREIRA DE IDIOMA E ARCÁICOS. Todos imprestáveis em face da desatualização, da inadequação metodológica. A falta de preparo é tão grande que um trabalho de 1987 (eu o tenho e posso provar), o mais recente, não é cegado e nem randomizado. Desta maneira, como ensaio clínico o que se pode aproveitar disso? 

 

11. O senhor recomendaria essa terapia para crianças com câncer? Se sua resposta for sim, então o senhor é um canalha. 

Marcelo Fetha (fetha@ibest.com.br)    

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